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28 de outubro de 2009

Espera por lista de Dunga causa dor de cabeça em lateral; Michel Bastos vai à seleção para “garantir o pão”

borges_luciano às 10:11
AFP)

Michel Bastos posa para foto na porta do Lyon (foto: AFP)

Por Luciano Borges

Foi uma dor de cabeça. A expectativa de ser convocado pelo técnico Dunga e a festa que fez com a família – com direito a gritos e choro – causaram este efeito colateral no lateral e meia gaúcho Michel Bastos, de 26 anos.

Por volta das 21 horas em Lyon, na França, o telefone do jogador estava desligado. O Blog do Boleiro entrou em contato com o assessor de imprensa do atleta, Emanuel, que estava em Bruxelas e explicou que Michel estava repousando “por causa da dor de cabeça”.

Uma hora depois, Michel Bastos já estava bem e conversou por telefone. Garantiu que não estava assim tão ansioso (“não muito”) e garantiu que nem esperava a boa notícia. Mas ao contar como soube que foi chamado para enfrentar Inglaterra e Omã, em novembro, ele se entregou.

“Minha esposa, Letícia, foi me buscar depois do treino. Como ainda estamos conhecendo Lyon, fomos dar uma volta com minha sogra, um cunhado e meu afilhado. Depois almoçamos. Quando eram duas horas da tarde, a Letícia procurou um computador e viu meu nome na lista”, contou.

A notícia causou, segundo o próprio jogador, “uma festa com choro, risada e gritaria”. Em meio à farra, Michel Bastos, pensou no que vai precisar fazer na semana que passar com Dunga na seleção brasileira.

Blog do Boleiro – Você sabe o que o Dunga quer de um jogador de seleção?
Michel Bastos –
Cada jogador tem sua característica. Vou lá para desmonstrar meu futebol. Eu faço uma idéia do que o Dunga quer. Vou mostrar o futebol que joguei no Lille e aqui no Lyon. Vou tentar convencer o treinador que mereço ficar no grupo.

Você já leu ou ouviu Dunga falar sobre o comprometimento que os atletas precisam ter com a seleção?
Já. Acho que sou assim, graças a Deus. Todo mundo que me conhece, desde o tempo do Figueirense e aqui na França, sabe que sou firme, treino duro, jogo sério e sempre mostrei vontade maior do que os outros de treinar e jogar bem.

Michel nasceu em Pelotas (RS). Jogou no Atlético Paranaense. Chamou a atenção dos franceses em 2005, quando marcou 10 gols no Campeonato Brasileiro pelo Figueirense. No Lille, anotou 14 tentos na temporada 2008/2009. Custou ao Lyon cerca de 24 milhões de euros. Veio para ser o substituto de Juninho Pernambucano.

Ou seja, desde que deixou o Brasil, Michel deixou a lateral-esquerda e foi para a frente. É um meia que faz assistências e finaliza também. E lembra que se tornou um jogador polivalente. “No Lille, joguei de volante, lateral-esquerda e meia. Não vejo problema nenhum em jogar na lateral”, afirmou.

Blog do Boleiro – Você e o Fábio Aurélio tem uma coisa em comum: não estão jogando como laterais.
Michel Bastos –
  Não dá para mentir. Hoje em dia, todo mundo sabe que jogo mais na frente. Mas o André Santos, que conheço e admiro, também joga mais no ataque, mesmo no Corinthians. O Filipe Luis, que eu conheci num jogo contra o La Coruña, também atua assim. Mesmo do lado direito, o Maicon e o Daniel Alves não são laterais defensivos em seus clubes. Acho que não vou ter problema.

E esta disputa para ver quem começa como titular?
Antes de tudo, queria felicitar o Fábio Aurélio pela convocação. Na semana que vem, nós vamos nos enfrentar aqui em Lyon pela Liga dos Campeões. Sei da responsabilidade e da pressão que vestir a camisa da seleção provoca. Vou tentar mostrar um bom futebol.

Depois que acordou e se livrou da dor de cabeça, Michel Bastos reparou no efeito que a seleção brasileira causa. “Aqui, vários jogadores africanos são convocados para suas seleções e ninguém noticia. Hoje, a televisão francesa mostrou minha convocação. Já recebi vários telefonemas de jornalistas daqui e do Brasil. A seleção brasileira é a maior do mundo”, concluiu.

A imprensa francesa vinha, há cerca de um mês, perguntando em reportagens porque Michel Bastos não era convocado por Dunga. Daí, talvez, a expectativa do jogador na tarde desta quarta-feira.

Hoje, Michel Bastos sentiu o preço da fama. O Lyon já tinha programado uma sessão de autógrafos na loja oficial do clube. Ele passou quase uma hora e meia assinando o nome e posando para as fotos com os torcedores.

Mas a cabeça – sem dor – do lateral-esquerdo do time francês anda pensando ao em uma coisa: “Quero mostrar um ótimo trabalho para garantir o meu pão, a minha vaguinha”.

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27 de outubro de 2009

Fábio Aurélio acaba com mágoa de cinco anos; lateral conhece adversários ingleses

borges_luciano às 19:42

Por Luciano Borges

Fábio Aurélio esperava pela notícia há cinco anos. Nesta terça-feira, quando retornava do treino do Liverpool – ainda no carro – ele soube que tinha sido convocado pelo técnico Dunga para disputar os amistosos contra a Inglaterra e Omã. O portador da notícia foi o volante Lucas, companheiro de equipe.

Ao chegar em casa, Fábio festejou com a mulher e os filhos. O mais velho, Fábio Jr., misturou alegria com tristeza. “Ele estava feliz porque fui convocado, mas ficou triste quando descobriu que vou estar longe por uma semana”, disse o lateral / ponta-esquerda.

O Blog do Boleiro conversou com o jogador de 30 anos por telefone. Ele explicou que voltou a jogar há quase dois meses, depois de se recuperar de uma artroscopia no joelho esquerdo. O tratamento foi feito no Centro de Treinamento do São Paulo.

Neste período, em julho, ele se encontrou com Dunga no casamento do atacante Robinho. O treinador da seleção brasileira perguntou como ele estava e quando pretendia retornar. “Ele se mostrou interessado nos detalhes da minha recuperação”.

Fábio Aurélio volta ao time principal do Brasil depois de cinco anos. Em 2003, ele foi convocado pelo técnico Carlos Alberto Parreira para disputar a Copa das Confederações na França. Não se apresentou por causa de problema no joelho direito. “Esta é uma mágoa que tenho”, disse em julho para o Blog do Boleiro.

Ele tem passagem pelas equipes de base da CBF: foi campeão sul-americano, pré-olímpico, vice-campeão mundial e disputou a Olimpíada de Sidney em 2000.  No time montado por Vanderlei Luxemburgo, ele viveu a frustração de ser eliminado por Camarões nas quartas de final. Jogou junto com Lúcio, Ronaldinho Gaúcho, Alex, Roger, Mancini e outros atletas que são estrelas em times fora do Brasil.

O próprio lateral tem uma trajetória de nove anos no exterior. Depois de se profissionalizar e jogar pelo São Paulo (1997-2000), ele se transferiu para o Valência (2000 a 2006) e passou para o Liverpool. Acumula títulos na Espanha (2002 e 2004), Inglaterra (2006) e em torneios da Uefa (2004).

Na temporada passada, ele jogou como lateral-esquerdo do Liverpool. Agora, está atuando mais à frente no lado esquerdo. “Venho atuando como ponta-esquerda”, lembra. Mas garante: “Não esqueci como é ser lateral e me se considero mais completo hoje em dia”.

Blog do Boleiro – Como vai ser amanhã, quando você chegar para treinar?                                                                                                                                             Fábio Aurélio – Ah, vai ter brincadeira com certeza. Afinal, vamos enfrentar a Inglaterra. Vou até prestar melhor atenção como joga o Johnson, que é nosso lateral-direito e da seleção inglesa.

O fato de você jogar na Inglaterra pode lhe dar uma vantagem para esta primeira partida?                                                                                                                                                Não sei. De fato eu conheço mais os jogadores da Inglaterra, estou acostumado a jogar contra ele. Posso até dar umas dicas ao treinador. Mas é importante mostrar a cada minuto, em cada treino, que mereço uma vaga neste grupo. 

Você se sente mais feliz ou mais pressionado porque terá dois jogos para convencer o Dunga?                                                                                                                                                  Eu me sinto feliz, uma alegria por voltar à seleção. Passei anos esperando por isso, a cada convocação que saía. Agora, pressão não tem. Cheguei à seleção graças ao trabalho aqui no Liverpool. Não acho que se for bem ou mal em um ou dois jogos vai definir minha permanência.

Desta vez, a briga para ver quem será o titular está em aberto. Você e o Michel Bastos chegam em condições iguais. O que você pretende fazer para começar jogando contra a Inglaterra?                                                                                                                                   Treinar para mostrar ao Dunga que ele não se equivocou. Mas acho que também vale o meu trabalho no Liverpool. Não vai faltar vontade. Eu queria muito voltar à seleção.

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26 de outubro de 2009

Presidente do Palmeiras quer que o time tenha tutano para brigar pelo título

borges_luciano às 12:59

Por Luciano Borges

No dicionário Michaelis, a expressão “ter tutano” é definida como “ter coragem, força, nervos e ousadia”. Pois é exatamente isso que o presidente do Palmeiras quer da equipe dirigida por Muricy Ramalho. “Nesta reta final, o campeão será aquele que tem mais tutano”, disse ao Blog do Boleiro.

Na definição do dirigente, este é o caso de unir cabeça fria e inteligência com raça e entrega em campo. “É espírito de campeão”, resumiu Belluzzo.

Ele reviu os últimos jogos do Palmeiras, quando o time perdeu para Náutico, Flamengo e Santo André. Na avaliação do presidente, a equipe não jogou mal, mas falhou no conjunto. Ele cita como exemplo, o lance do primeiro gol do Santo André, na derrota por 2 a 0 na última quarta-feira.

“Contra o Santo André, o time sofreu o primeiro gol quando estava dominando o jogo e tinha a chance de matar a partida. Acabou sofrendo o gol numa saída de bola, um erro de passe e a defesa já tinha saído. Foi um erro de coordenação”, disse.

A preocupação é explicar aos torcedores que não há culpados na sequência de maus resultados que o time teve nos últimos quatro confrontos (em empate e três derrotas). “Futebol é jogo coletivo. O torcedor tende a achar culpados depois de cada derrota, mas é uma questão de todo mundo acertar”, falou.

Belluzzo conversou com Muricy Ramalho sobre o que viu nos teipes. Nega, no entanto, que tenha sugerido qualquer mudança ou feito alguma cobrança. “Embora eu tenha sido um jogador razoavelmente bom, não tenho condições para opinar em questões táticas”, admitiu o ex-volante e atacante que, segundo diz, era considerado “muito bom” pelos amigos.

O time do Palmeiras viajou nesta segunda-feira para um hotel em Atibaia, interior de São Paulo. A decisão foi tomada em conjunto com o treinador Muricy Ramalho e visa dar tranqüilidade aos atletas (“é uma medida para acalmar os atletas”).

A palavra “intervenção” causa reação imediata no economista: “Não gosto desta palavra. Ela remete a certos momentos da vida brasileira quando os militares intervinham de maneira autoritária”. Belluzzo prefere dizer que sua atuação junto ao time é mais “participação”. “Eu converso com os atletas e com o técnico quase que diariamente”, garante.

Ele espera que o Palmeiras volte de lá com “tutano”, mesmo que entre em campo na quinta-feira contra o Goiás já sem a liderança do Campeonato Brasileiro. “Mesmo que isso aconteça momentaneamente, os jogadores precisam ter cabeça fria e jogar com espírito de campeão”, afirmou.

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Técnico do Internacional estuda manter 4-4-2 para “decisão” contra São Paulo

borges_luciano às 10:57

Por Luciano Borges

Mário Sérgio está em dúvida. Até esta terça-feira, ele vai decidir se volta a usar o esquema 3-5-2 (que vinha adotando até a rodada passada) ou se mantém o 4-4-2 que ajudou o Internacional de derrotar o Grêmio por 1 a 0.

O próximo embate será contra o São Paulo, no Morumbi. A tendência é o time repetir a formação tática de domingo. “Encaixou bem”, falou o técnico.

A mudança de estratégia nasceu da necessidade. “Eu fiquei sem o Fabiano Eller para o Gre-nal. Por isso optamos por duas linhas de quatro. Também porque o Grêmio ia jogar com um só atacante”, disse o treinador colorado. Na partida do Beira-Rio, o Internacional compactou as duas linhas de quatro e, quando já vencia por 1 a 0, chegou a atuar com uma linha de quatro defensores e outro com cinco volantes e meias.

Todo cuidado é pouco. O  confronto desta quarta-feira em São Paulo é tratado como decisão por Mário Sérgio. “Vai ser difícil. O Morumbi é um campo grande, é preciso muito cuidado na aspecto tático. É difícil manter o time compactado, executar um esquema que tire os espaços do adversário”, avaliou ao Blog do Boleiro.

Para esta partida, Fabiano Eller volta e o volante Guiñazu vai cumprir suspensão automática. No treino desta terça-feira, Mário Sérgio quer testar os dois esquemas que usou desde que chegou ao Sul.

Ele conta com o apoio dos jogadores. Depois do Gre-Nal, as imagens da televisão mostraram Mário Sérgio sendo abraçado pelo time, especialmente por D’Alessandro, que chegou a pular no colo do técnico.

O argentino, autor do gol da vitória aos dois minutos do primeiro tempo, foi substituído por Andrezinho na segunda etapa e não reclamou. Permaneceu com os reservas, torcendo muito pelo time, e comemorou a vitória com o treinador duas vezes.

Mário conta que o relacionamento entre ele e o atleta é baseado no respeito: “Tenho 45 anos de futebol, não sou técnico de paparicar jogador. Mas trato o cara com respeito. O D’Alessandro é um atleta internacional, que já jogou na Espanha e já ficou na reserva. Ele sabe a importância de participar do grupo, dar sua parcela de contribuição”, disse.

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23 de outubro de 2009

Torcedores do Galo serão chamados para colaborar em campanha contra o aquecimento global

borges_luciano às 13:09
Por Luciano Borges

Neste sábado, o torcedor que for ao Mineirão torcer na partida entre Altético Mineiro e Vitória, vai ser convocado para participar de outro jogo, com âmbito global. Um grupo de jovens mineiros preparou uma série de ações fora e dentro do estádio para atrair adeptos à Campanha TicTacTicTac (www.tictactictac.org.br)

O nome é a versão brasileira do movimento mundial chamado Tck Tck Tck, que marcou para este dia 24 de outubro mais de 4.000 ações em 170 países. O objetivo: chamar a atenção dos líderes globais para adotar medidas efetivas, amplas e imediatas para combater as mudanças climáticas. Várias organizações não governamentais, entre elas o Instituto Akatu (www.akatu.org.br) pelo consumo consciente, estão envolvidas nesta campanha.

Duas horas antes da partida do Galo, integrantes da Rede Juventude pelo Meio Ambiente e do Coletivo Jovem de Minas Gerais vão abordar os torcedores na chegada ao estádio. “Vamos pedir assinaturas, organizar oficinas, levar uma equipe de atores circenses para chamar a atenção para a importância do movimento”, disse Gustavo Salles Nappo, um dos organizadores.

 

Faixa pedindo a presença do Presidente Lula na reunião de Copenhague

Faixa pedindo a presença do Presidente Lula na reunião de Copenhague

Ao invés de um minuto de silêncio, o telão do Mineirão vai mostrar um vídeo com o clip da nova versão da música “Beds Are Burning”, do grupo australiano Midnight Oil. E uma mensagem que será lida aos espectadores.

Por volta das 18h00, quando os dois times fizeram o aquecimento no gramado, eles deverão entrar acompanhados de faixas com dizeres como “É Hora de Acordar”, “Queremos Calor Humano e Não Aquecimento Global” e até uma convocação explícita ao presidente da República (“Queremos o Lula na Cop-15”).

Cop-15 é o encontro marcado para o início de dezembro (7 a 18) em Copenhague, na Dinamarca. Ele vai reunir líderes de vários países para discutir metas efetivas que detenham o ritmo de emissão de gases do efeito estufa, que já está acima do que se considera ideal.

Faixa que vai entrar em campo antes de Atlético Mineiro x Vitória

Faixa que vai entrar em campo antes de Atlético Mineiro x Vitória

É consenso entre os cientistas que a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2 graus centígrados, em relação à era pré-industrial, até o final do século. Ou as alterações climáticas poderão sair do controle.

Luis Inácio Lula da Silva ainda não confirmou presença no encontro. Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre.

O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.
A decisão de dezenas de ONGs brasileira, ao aderir às manifestações deste sábado é ir até onde o povo está e convencer pessoas.

Quem quiser participar e aderir à campanha pode disseminar o abaixo-assinado que estará nas mãos dos jovens mineiros.. 

O HINO DA CAMPANHA E YANNICK NOAH

O resultado deste novo esforço planetário é o vídeo que se transformou ainda em um abaixo-assinado digital. Quem faz o download da música no site Time for Climate Justice (www.timeforclimatejustice.com)  automaticamente acrescenta sua assinatura à campanha que vai pressionar os líderes mundiais reunidos em Copenhague, em dezembro, a negociar acordos eficazes para evitar as mudanças climáticas que ameaçam o planeta e a vida humana.

A lista de quem apareceu no vídeo, em mais um esforço coletivo da arte, inclui ídolos pop como as cantoras Fergie (Black Eyed Peas) e Lilly Allen, vozes dos anos 80 (Duran Duran e Mark Ronson), gente do cinema (as atrizes Melanie Laurent, de Bastardos Inglórios, e Marion Cotillard, de Piaf), modelos (Milla Jovovich) e até gente vinda do esporte, como o tenista francês (hoje cantor de reggae) Yannick Noah.

O francês Yannick Noah participa do v�deo/manifesto da Campanha TicTacTicTac

O francês Yannick Noah participa do vídeo/manifesto da Campanha TicTacTicTac

Dois nomes, no entanto, representam o esforço do engajamento da música em causas globais: Bob Geldof e Youssou N’Dour. Desde o Live Aid, um concerto mostrado ao vivo ao redor do mundo em 1985, passando pela turnê da Anistia Internacional pelos direitos humanos nos anos 90 e chegando ao Live 8, em 2005, os dois artistas participaram de campanhas de combate à fome, dos direitos básicos do cidadão e do perdão das dívidas do Terceiro Mundo.

No Live Aid, os concertos de Londres e de Nova York foram encerrados com dois emblemas da música engajada em causas sociais nos anos 80: Do They Know it’s Christmas, com a Band Aid, e We Are the World, com a USA for Africa, ambas reunindo dezenas de estrelas da música pop da época, como Michael Jackson, Paul Simon, Tina Turner, Bruce Springsteen, Phil Collis, George Michael, Simon Le Bon (Duran Duran), Bono (U2) e Sting. Em 2008, Do They Know It’s Christmas ganhou uma nova versão com a Band Aid 20, que tinha a participação de Robbie Williams e de Chris Martin (Coldplay).

Geldof é o paradigma da turma. Ele idealizou o movimento Live Aid, esteve por trás da concepção do Live 8 e agora trabalha junto com o ex-secretário geral da ONU – Kofi Annan – na campanha TckTckTck. O senegalês Youssou N’Dour é a voz do Terceiro Mundo. Ele organizou também vários eventos voltados aos países africanos, é embaixador da UNICEF e da Organização Internacional do Trabalho e agora deu voz à “Beds Are Burning”.

O papel do Midnight Oil é primordial na criação deste abaixo-assinado digital. O grupo liderado pelo cantor, compositor, ativista ecológico e atual ministro do meio-ambiente australiano Peter Garrett  não só cedeu a canção “Beds Are Burning” como ainda criou uma nova letra, adaptada aos anseios de quem luta para convencer os líderes mundiais a assumirem metas necessárias para combater o aquecimento global.

Em 1987, “Beds Are Burning” abriu o álbum “Diesel And Dust”, do Midnight Oil. Em sua primeira versão, ela é uma canção política que prega a devolução das terras tomadas do povo aborígene Pintupi. Seus integrantes foram obrigados a deixar o deserto e se deslocar, dos anos 1930 até o final da década de 70, para assentamentos criados pelo governo australiano. Hoje, os Pintupi compõem uma comunidade com cerca de 400 pessoas.

Na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, Garrett, Martin Rotsey (guitarra), Jim Moginie (guitarra e teclados), Andrew James (baixo) e Rob Hirst (bateria) se apresentaram vestidos de preto, com a palavra “Sorry” (Desculpe) impressa nas costas. O recado tinha destinatário: o governo australiano, que se recusava a pedir oficialmente desculpas aos aborígenes de todas as etnias pelos danos causados no passado.

O refrão cantado pelo Midnight Oil e atletas dos quatro cantos do planeta era: “A hora chegou para dizer que o justo é justo / de pagar o aluguel / de pagar nossa parte / a hora chegou/ o fato é fato / (a terra) pertence a eles / Vamos devolvê-las”.

Ao ser consultado pelos produtores da gravadora The Hours, encarregada de produzir uma música e o vídeo oficial da campanha TckTckTck, Garrett e Moginie reescreveram o refrão que – agora – se torna o hino oficial do movimento global: “Como podemos dançar quando nossa terra está girando? / como podemos dormir enquanto nossas camas estão queimando?”

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Silas garante que não foi procurado por dirigentes do Internacional

borges_luciano às 9:13

Por Luciano Borges

Silas, técnico do Avaí, afirmou nesta sexta-feira que não foi contactado por nenhum dirigente do Internacional de Porto Alegre. “A realidade é que eu não fui procurado por ninguém. Gosto muito do Inter, fui campeão gaúcho e da Copa do Brasil quando joguei lá (92/93). Mas a realidade é que não há nada”, disse ao programa Primeiro Tempo do canal Bandsports.

Ao Blog do Boleiro, o ex-jogador e treinador do time catarinense disse que está envolvido com o projeto do Avaí e que está ficando acostumado a ver seu nome citado todas as vezes que abre uma vaga em clube grande. Foi assim depois da saída de Muricy Ramalho do São Paulo. “Mas até hoje, só fui procurado mesmo por jornalistas. Agora, o pessoal de Porto Alegre me ligou. Mas só jornalistas. Ninguém mais”, garantiu.

A informação de que Silas seria o sucessor de Mário Sérgio no comando do Internacional foi dada como certa nesta quinta-feira. Ele teria sido escolhido em detrimento de Vanderlei Luxemburgo, do Santos.

“Na verdade, não gosto muito destas especulações. O Internacional tem um treinador, o Mário, com quem já joguei junto. É preciso ter ética nestas horas”, falou.

No comando do Avaí, Silas subiu da Série B para a Série A e, na atual temporada, a equipe de Florianópolis está em 10º lugar, a três pontos do que o treinador chama de “zona de conforto”. “Se conseguirmos chegar aos 46 pontos, vamos atingir o primeiro objetivo que é ficar fora do risco de rebaixamento. Ó podemos pensar em alguma coisa melhor”, disse.

Neste domingo, o Avaí recebe o Sport (ameaçado de rebaixamento) em seu estádio da Ressacada, às 18h30.

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Auto-pressionado, Grafite ganha descanso do Wolfsburg para encontrar o eixo

borges_luciano às 9:00

Por Luciano Borges

O técnico do Wolfsburg, Armin Veh, teve uma conversa a sós com o atacante Grafite. Foi na manhã desta quinta-feira, na sede do clube alemão. Veh queria saber o que anda angustiando o brasileiro que tem demonstrando irritação em campo.

Grafite explicou como vem conversando com os amigos. Ele não sabe a razão, mas anda correndo na direção contrária da bola. “Estou na jogada e vou para um lado, a bola vai para o outro. Tento acertar, mas não está dando”, costuma dizer.

O treinador alemão chegou à conclusão que o artilheiro da Bundesliga em 2008/2009 precisa diminuir a pressão que impõe a si mesmo. Armin Veh liberou Grafite para um folga de dez dias. No domingo, o clube confirma a decisão oficialmente, quando o atleta já estiver fora da Alemanha.

Veh disse a seu atacante que um cara de 30 anos não precisa cobrar dele mesmo o desempenho da temporada passada. Afinal, Grafite marcou 28 gols em 26 jogos, a maior média do Campeonato Alemão em sua história. Desde que a versão 2009/2010 começou, o ex-sãopaulino anotou dois tentos em cinco partidas.

Na Liga dos Campeões da Europa, Grafite se saiu um pouco melhor até aqui: três gols e três jogos. Mas nesta quarta-feira, na partida diante do Besiktas, ele passou em branco e ainda foi expulso aos 29 minutos do segundo tempo, depois de atingir um adversário com o braço.

Grafite acha que o descanso imposto por Armin Veh foi um gesto de apoio e não punição.

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22 de outubro de 2009

Time alemão pode desviar Fernandinho do rumo do São Paulo

borges_luciano às 16:38

Por Luciano Borges

Até agora, o são Paulo e o meia-atacante Fernandinho não assinaram pré-contrato. Jogador do Barueri já afirmou que as conversas entre ele e os dirigentes tricolores estavam bem adiantadas. Mas um fato novo pode desviar a rota do atleta: um clube alemão entrou na briga e consultou a Traffic.

A empresa de J.Hawilla comprou recentemente 60% dos direitos federativos de Fernandinho e pagou US$ 4 milhões. O Barueri detém 30%. O jogador e seu representante, 10%.

O clube interessado é o Hertha Berlim, que foi visitado pelo jogador em agosto deste ano. Segundo uma fonte da Traffic, o negócio com o São Paulo não está descartado: “Eles ainda estão muito interessados”, disse.

 

(Foto: Divulgação)

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21 de outubro de 2009

Diretoria do Palmeiras só vai intervir se o técnico Muricy Ramalho pedir

borges_luciano às 9:48

Gilberto Cipullo

Gilberto Cipullo

Por Luciano Borges

O volante/zagueiro Edmilson saiu de campo dizendo que a torcida estava certa em vaiar o time. O goleiro Marcos conversou com os repórteres na boca do vestiário e “entregou” Wendel e Robert. O técnico Muricy Ramalho, pela primeira vez, mostrou irritação na entrevista coletiva.
A derrota para o Flamengo por 2 a 0 fez estragos no time? Por enquanto não, segundo a avaliação do vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo. O dirigente acompanha os fatos sem interferir no dia a dia do treinador e seus comandados. “Se for preciso e a comissão técnica achar que é necessário, vamos intervir”, disse ao Blog do Boleiro.

No caso, a “comissão técnica” citada é Muricy Ramalho. Só o treinador pode acionar seus superiores. Enquanto isso, ele é quem administra o time dentro e fora de campo. Nesta segunda-feira, os atletas foram chamados para uma conversa no vestiário. “Está tudo em ordem. O ambiente é muito bom”, disse Cipullo.

Para o dirigente, a reação de Marcos logo após a derrota chega a ser normal. “Não adianta. Quando o Palmeiras perde, ele faz essas declarações com a cabeça quente”, avaliou.

Faz parte da estratégia da direção encontrar pontos positivos nos últimos cinco jogos do Palmeiras (Atlético-PR, 2 a 1; Santos, 3 a 1; Avaí, 2 a 2; Náutico, 0 a 3; e Flamengo, 0 a 2). “O time está lutando em campo. Ele saiu atrás no placar e foi buscar em três destas partidas. Isso mostra que os jogadores estão compromissados”, falou Cipullo.

De olho nos adversários na reta final do Brasileiro, o vice-presidente aponta o Cruzeiro como possível novo integrante do G4, que garante vaga na Libertadores. “Se você olhar a tabela, vai ver que eles tem a sequência mais fácil”, falou.

A partida desta quarta-feira diante do Santo André é tratada como “alto risco”. Na avaliação dos dirigentes, o adversário pode trazer problemas jogando em seu campo. Por outro lado o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo já disse que este é um confronto que o time não pode perder. E Cipullo reforça o argumento do meia Diego Souza: “Uma vitória vai colocar pressão nos times que estão nos seguindo”.

 

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20 de outubro de 2009

Eliminatórias: seleção da Costa Rica aciona governo para ganhar proteção no Uruguai

borges_luciano às 15:32

Por Luciano Borges

As duas partidas entre Costa Rica e Uruguai, marcadas para novembro na repescagem por uma vaga no Mundial de 2010, na África do Sul, viraram uma questão de estado.

O técnico Renê Simões, que dirige o time costa-riquenho, revelou que a Federação de Futebol do país pediu uma ação do governo junto ao Uruguai para que o time não seja pressionado no jogo de volta em Montevidéu. “É uma proteção a mais. Isso é guerra, meu amigo. Quanto vale a vaga na Copa do Mundo?”, argumentou em conversa com o Blog do Boleiro.

Renê está no Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira ele embarca para a capital uruguaia. Vai escolher campo de treinamento, hotel para hospedagem e os roteiros até o estádio Centenário. “É importante escolhermos um lugar onde a torcida uruguaia não possa fazer barulho, incomodar meus jogadores”.

A “Operação Uruguai” inclui outros cuidados. O primeiro confronto será disputado em San Jose, dia 14 de novembro. O campo de jogo – do time do Saprissa - foi escolhido a dedo. “O gramado de lá é sintético, daqueles de cinco anos atrás, que é alugado o dia inteiro e a noite também. O carpete lá é difícil para quem não está acostumado”, afirmou Simões.

O Blog do Boleiro quis saber se os jogadores da Costa Rica atuam bem no piso artificial, onde a bola corre mais rápido, especialmente se estiver molhado. “Eles estão acostumados. Não gostam de jogar lá, mas estão acostumados”, respondeu o treinador.

Mas, se pudesse, Renê Simões jogaria a primeira partida no Uruguai. “Fazer o segundo jogo lá é problema. Podemos esperar de tudo”, falou. Nos últimos dias, o técnico brasileiro tem assistido os vídeos com as últimas partidas do Uruguai. Já notou que o time tem bons jogadores de frente e a defesa é liderada por Diego Lugano. “Estou depurando o time deles”, contou.

UM CHACOALHÃO NO VESTIÁRIO

O trabalho mais difícil de Renê Simões até o dia 14 do mês que vem é interno. Logo depois do empate da Costa Rica com os Estados Unidos, ele precisou dar um chacoalhão nos jogadores. “Os caras estavam quase histéricos no vestiário, querendo chutar as coisas. Precisei pegar no ombro de um, agarrar o pescoço de outro. No fim, eu disse para eles: ‘Vocês vão decidir aqui e agora se eu volto para o Brasil ou se vamos todos juntos para o Uruguai. E, se formos, vamos para ganhar’. Isso acalmou os caras”, conta.

Renê controlou os atletas que tinham acabado de perder a vaga direta porque sofreram o empate faltando 12 segundos para o final da partida. Minutos antes, o treinador tinha sido expulso pelo juiz mexicano Benito Archundia.

“Não sou de reclamar de juiz e nunca fui expulso. Mas o que ele fez foi sacanagem”, disse o técnico. No intervalo, quando sua equipe vencia por 2 a 0, Renê abordou Archundia e cobrou: “Quando o senhor vai marcar falta dos atacantes dos EUA (Altidore e Feilhaber)? Eles estão cometendo faltas o tempo todo”.

Renê foi advertido. E, a três minutos do final, o juiz o expulsou quando discutia com o quarto árbitro por causa de uma confusão na hora de substituir Marshall (nº 5) por Douglas Sequeira (12). “Meu assistente errou na hora de preencher o papel e colocou o nome do Marshall, mas escreveu o nº 15. O quarto árbitro mostrou a placa com o nº15. Fui lá pedir para que trocasse pelo cinco e ele não quis. Dois seguranças apareceram no meio da discussão e o juiz, lá do campo, achou que era briga e me expulsou”.

O treinador avalia que sua ausência no final ajudou os EUA a marcar o segundo gol depois da cobrança de um escanteio. No lance anterior, o lateral Pablo Herrera disparou com a bola pela direita e, quando deveria segurar o jogo, tentou o drible. No contra-ataque, os norte-americanos conseguiram o tiro de canto. “Se eu estou lá, isso não aconteceria. Para começar, tinha proibido que os laterais avançassem”,  disse.

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