
Por Luciano Borges
Na noite desta quarta-feira, a velocista Thaíssa Presti (foto acima) embarcou para Macau, na China, com a delegação brasileira de atletismo. E levou na bagagem um computador, o livro “Mais que um Vencedor”(escrito pelo piloto e Atleta de Cristo, Alex Dias Ribeiro) e a máquina fotográfica. Que já tem um objetivo: “Quero muito tirar uma foto ao lado do Ronaldinho Gaúcho. Adoro futebol e ele é meu ídolo”, conta a caloura em Jogos Olímpicos.
Thaíssa é uma das integrantes da equipe do revezamento 4 x 100 nos Jogos Olímpicos de Pequim. De toda a delegação, a corredora é a única com DNA do futebol no sangue: é filha do ex-jogador Zé Sérgio (foto abaixo), treinador do Sub-19 do São Paulo.
O pai, ponta-esquerda que jogava com o pé direito, era muito veloz e atuou pela seleção brasileira, apoiou a filha quando ela começou a disputar provas de corrida. Thaíssa tinha 15 anos quando foi convidada para treinar na pista. “Fui uma criança agitada. Não gostava de ficar parada”, lembra.
Aos poucos, ela começou a participar de competições e há dois anos disputa provas com a elite do atletismo brasileiro e mundial. “Eles ainda me chamam de caloura”, fala a atleta que quer conhecer de perto dois velocistas: o jamaicano Asafa Powell e a americana Allyson Felix.
A vaga para Pequim saiu somente no dia 19 deste mês, quando Thaissa – de 22 anos – venceu a prova dos 100 metros no GP de Bogotá, na Colômbia. Ela deixou para trás outras “sprinters” que lutavam pela quinta vaga na equipe do revezamento 4 x 100. “A confirmação oficial só foi no dia 20, mas depois da prova liguei para meus pais para comemorar”, contou.
Thaissa é estreante em Olimpíadas. Ela embarcou na condição de reserva no revezamento, mas acha que é possível ser uma das quatro mulheres que vão tentar chegar na final. “Esta é a prova que eu mais gosto de correr. Acho que é assim: porque tem mais chance de fazer final, tentar um pódio”, diz.
O técnico Katsuhico Nakaia, ex-corredor, vai definir as titulares depois da aclimatação em Macau. Como sua melhor prova é a dos 200 metros, Thaíssa costuma entrar no revezamento no trecho da curva. “Tenho bom desempenho ali”, fala.
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Luciano Borges