
Por Luciano Borges
O tenista suíço Roger Federer vai aos Jogos de Pequim com um desejo de garoto: “Eu sei que o Michael Jordan vai estar em Pequim e quero muito conhecê-lo”. Ele se tornou fã do astro do basquete quando ainda tinha 11 anos de idade.
O número um do ranking da ATP conta torceu pelo Dream Team ao ver a seleção dos EUA na Olimpíada de Barcelona, em 1992. “Ele era meu ídolo”, disse Federer que completa 27 anos no dia 8 de agosto, data da cerimônia de abertura dos Jogos. “A equipe com os caras da NBA era maravilhosa de se ver”, completou.
Desde o final do Aberto da França, em Roland Garros, Federer tem dito que vai a Pequim para brigar pela medalha de ouro. “Na minha posição, de um cara que vem se mantendo como número um do ranking, esta medalha vale tanto quanto os torneios Grand Slam”, afirmou em entrevista distribuída pela Federação Internacional de Tênis a emissoras de televisão.
O suíço tomou duas decisões que reforçam a seriedade como está tratando a Olimpíada: ele vai se hospedar em um hotel de Pequim e já pediu publicamente para ser – de novo – o porta-bandeira da delegação da Suíça na cerimônia de abertura. “Vai ser no dia do meu aniversário e o número oito é um número de sorte para os chineses. Espero que me ajude”, disse.
Esta será a terceira Olimpíada de Federer. Em Sidney e Atenas, ele não subiu no pódio. Na Grécia, foi convidado para carregar a bandeira (“Eu estava em casa, na Suíça, quando fui convidado. Vibrei muito, foi um momento especial e a bandeira é bem leve”) e nas duas ocasiões, o tenista permaneceu na Vila Olímpica.
Por isso, ele quer “morar” num hotel durante os Jogos de Pequim. “Eu sei que a Vila é uma grande diversão. Para onde você olhar, tem alguém que você admira. Mas sei também que lá não dá para fazer um trabalho com mais estrutura. Num hotel, isso é possível”, explicou.
Até porque a disputa do torneio de tênis em Pequim se tornou uma briga pela liderança do ranking de entradas.
“Eu sei que para outros tenistas é diferente, mas sempre achei que a medalha de ouro vinha depois de uma vitória num torneio Grand Slam”, disse Nadal que disputa o Torneio de Cincinnati, nos Estados Unidos, com possibilidade real de ultrapassar Federer.
Depois de Toronto, a diferença entre os dois oponentes caiu para 300 pontos. Se vencer em Cincinnati e Federer parar nas semifinais, Nadal se torna o número um. Ele consegue este feito também se chegar à final e o suíço não passar das oitavas de final.
Nestes dois casos, Nadal vai a Pequim para tentar aumentar a vantagem. Os dois tenistas não defendem pontos nos Jogos Olímpicos. Se Federer conseguir segurar a liderança do ranking – e só não perde pontos no descarte se vencer o Torneio de Cincinnati – ele conta com o título olímpico para aumentar a diferença.
Nesta terça-feira, Federer suou para vencer o Robby Ginepri por dois sets a um, na estréia de Cincinnati. Nadal estréia hoje contra o francês Florent Serra.
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Luciano Borges