Terra Magazine

25 de novembro de 2009

Atletas do Arsenal pedem e Denilson comemora golaço com sambadinha

borges_luciano às 17:03

Por Luciano Borges

Passou na tevê. Denílson acertou o chute de fora da área, a bola fez uma curva e enganou o goleiro Sinan Bolat, do Standard Liège da Bélgica. O brasileiro correu para comemorar o segundo gol da vitória do Arsenal, marcado aos 47 minutos do primeiro tempo. E sambou. Atendendo os pedidos da galera.

“Eu ia comemorar de outro jeito, mas o pessoal pediu para eu dar uma sambadinha”, contou o ex-são paulino para o Blog do Boleiro. A turma que solicitou a celebração com coreografia brasileira foi o volante  costa-marfinense Emmanuel Eboué e o atacante russo Andrei Arshavin.

Afinal, eles se acostumaram a ver Denílson colocar um pagode para tocar no ônibus, quando o time se desloca para treinar ou jogar. “Eles se divertem com a música e quando danço”, contou o brasileiro de 21 anos que disputa na sua quarta temporada pelo Arsenal.

Eboué é um dos mais fanáticos pelo samba. “Ele é o mais engraçado do grupo e todo dia pede para aprender”, disse Denílson que foi acompanhado pelo colega nos passos depois do gol. O volante usou a bola utilizada na Liga para enganar o arqueiro do time belga. “Ela é leve e pega efeito”, explicou.

Quem viu Denílson animado mal sabe que a alegria dele era muito maior. “Por dentro, eu comemorei muito mais”, disse. Afinal, ele disputou a centésima partida pelo clube londrino e voltou depois de dois meses e meio se recuperando de uma fratura  na coluna. “Sofri bastante. Foi difícil”, contou.

Denílson passou duas semanas no Brasil, sem forçar as costas. Descansou e retornou para a Inglaterra onde completou o trabalho de fisioterapia. Retornou aos campos e teve seu dia especial no Emirates Stadium. “Foi uma noite inesquecível. Voltei a jogar e fiz um gol que ajudou nossa vitória”, afirmou.

Com o resultado (2 a 0), o Arsenal garantiu a classificação para a segunda fase da Liga dos Campeões. No próximo dia 09 de dezembro, o clube inglês enfrenta o Olympiakos da Grécia, equipe dirigida pelo brasileiro Zico, que precisa de um empate para seguir na competição.

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Zico diz que comparação com ele “é muita responsabilidade” para Petkovic

borges_luciano às 13:00

Por Luciano Borges

O meia Petkovic é ídolo no Flamengo, candidato a melhor meia-esquerda e craque da galera do Campeonato Brasileiro. Na semana passada, o sérvio eternizou seus pés na Calçada da Fama do Maracanã, sendo o quinto estrangeiro a deixar sua marca no meio de 99 atletas. E já está sendo comparado a Zico, maior ídolo da história do rubro-negro.

O que Zico pensa a respeito? Ele acha isso tudo um perigo para Petkovic. Falando ao Blog do Boleiro por telefone de Atenas, pouco depois de ter acordado de uma noite curta de sono, ele procurou as palavras certas para dizer o que pensa sobre o novo herói do Flamengo.

“É… o importante é não dar para ele essa responsabilidade de… e também dessa comparação. Por que, graças a Deus, a gente conseguiu muita coisa ali. O Pet já faz parte da história do clube, já tem maturidade grande e está mostrando aí sua capacidade, sua qualidade. E todos esperam muito de quem pode dar. Não se espera de quem não pode dar”.

Para o Galinho de Quintino, o sérvio, cuja contratação foi contestada no início, vem andando na linha. “Ele está se mostrando um ótimo profissional, se cuidando, se comportamento muito bem e ajudando o time”, disse. “Torço para que tenha sucesso aí nesses jogos finais”.

Zico torce por Petkovic e pelo Flamengo. O que não o impede de dar ao São Paulo o favoritismo ao título do Campeonato Brasileiro. “A briga está aberta, mas quando você só depende de si é menos difícil”, falou.

No domingo, por um canal internacional, Zico acompanhou o empate entre Flamengo e Goiás (0 a 0). Ficou com a sensação de que os rubro-negros perderam o foco.

Ele usou a primeira pessoa do plural para comentar o desempenho do seu ex-clube: “Nós nos preocupamos demais com o jogo do São Paulo e esquecemos que não iríamos enfrentar um time bobo. O Goiás é uma equipe forte”, afirmou.

Jogo decisivo como o do Maracanã, logo depois do Botafogo ter batido o São Paulo por 3 a 2, deveria ser encarado como batalha disputada palmo a palmo.  É o que acha Zico: “Era jogo para ganhar de meio a zero”.

Quatro vezes campeão brasileiro pelo Flamengo, o ex-atacante teme não fazer festa nas próximas duas rodadas: “Acredito que vai estar tudo definido neste final de semana”. Ele não acredita que o Corinthians vai facilitar a vida do rubro-negro no jogo de domingo, em Campinas. E acha que o São Paulo passa pelo Goiás, em Goiânia.

ORGULHO PELO SUCESSO DE ANDRADE

O ceticismo de Zico – autor de 508 gols em 731 jogos pelo Flamengo – não o impede de ficar feliz com a campanha do time e com o desempenho do técnico Andrade. Motivo: foi ele quem abriu as portas para o ex-companheiro de equipe iniciar a nova carreira.

“Não é nem porque somos amigos até hoje. Eu fui responsável pelo lançamento do Andrade como técnico da categoria juvenil do CFZ. Ele fez tudo no nosso clube, galgou todos os degraus e quando estava preparado, foi buscar seu espaço”, conta orgulhoso.

A passagem por equipes de base proporcionou, na visão de Zico, experiência suficiente para Andrade encarar um grupo com estrelas como Adriano e Petkovic. “Com os jovens e adolescentes, ele enfrentou problemas iguais e mais complicados do que está enfrentando agora. Com a garotada, o técnico precisa orientar na vida e não só no futebol”.

NA GRÉCIA, A ESPERA PELOS CONTUNDIDOS

No próximo dia 9 de dezembro, em Atenas, o Olympiakos precisa apenas de um empate com o Arsenal para passar à segunda fase da Liga dos Campeões da UEFA. Nesta terça-feira a equipe grega empatou sem gols com AZ Alkmaar, da Holanda, e ocupa o segundo lugar do Grupo H.

“Foi uma partida equilibrada, mas tivemos chance de vencer. Criamos oportunidades para isso. Nosso grupo é muito equilibrado, mas temos uma coisa boa: dependemos só de nós, mesmo que seja contra o Arsenal”, disse o treinador brasileiro.

Zico lamenta apenas não ter conseguido – desde o início do torneio – contar com seus três melhores jogadores. “Não consegui colocar força máxima em campo. O Diogo (brasileiro), o Galletti (argentino) e o Torossidis, que é titular da seleção da Grécia, estão contundidos há um tempo. Mal comparando, seria como se o Arsenal ficasse sem o Van Persie (holandês), Fábregas (espanhol) e o Arshavin (russo)”, disse.

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24 de novembro de 2009

Tcheco descarta proposta do Catar; meia negocia com Corinthians

borges_luciano às 13:25

Por Luciano Borges

O meia Tcheco já avisou seu representante, o advogado Paulo Affonso, que prefere continuar jogando no Brasil.

Com isso, ele afasta a proposta de uma equipe do Catar, que já enviou um documento timbrado com os valores e o tempo de contrato. “Ele quer permanecer no futebol brasileiro. Já estamos em tratativas com equipes interessadas”, disse Paulo.

Por “equipes interessadas”, entenda-se Corinthians. A negociação está sendo feito com o diretor de futebol Mário Gobbi Filho. “Mas ainda não temos nada definitivo. Estamos conversando”, disse Paulo Afonso ao Blog do Boleiro.

O motivo para a insistência de Tcheco em ficar no mercado brasileiro tem nome e idade: Leonardo, sete anos. O filho do atleta entra em idade escolar e o pai quer vê-lo estudando no Brasil.

Assim que as conversas com o Corinthians começaram, o pai de Tcheco – José Antônio Luciano – mostrou a preocupação de preparar os torcedores do novo clube que se lembram da passagem frustrada do jogador pelo Santos, em 2005.

“O Tcheco que foi para o Santos, chegou da Arábia Saudita no dia 25 de dezembro, se apresentou três dias depois e entrou num grupo que já vinha fazendo a pré-temporada. A gente sabe que lá fora, a exigência do atleta é menor”, disse.

Paulo Affonso lembra ainda que Tcheco enfrentou uma pneumonia que o atrapalhou fisicamente. “Tcheco veio para o Santos com um problema físico e clínico de ordem grave. Ele precisaria de seis meses para jogar futebol em sua plenitude. O Santos teve paciência, mas os problemas atrapalharam”, disse.

O empresário usa os números para provar que seu atleta está em boa fase: “Nos últimos três anos e meio no Grêmio, ele marcou 43 gols e deu 67 assistências de gol. Isso significa que ele participou diretamente de 110 gols em 188 partidas disputadas”.

Com um adicional considerado importante pelo pai de Tcheco: o atleta de 33 anos que o Corinthians quer trazer para disputar a Libertadores da América é um sujeito caseiro. “Ele não bebe, não fuma, não sai à noite, ninguém o vê em baladas”, garante Luciano.

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Hortência comemora grupo no Mundial em almoço com inimigos espanhóis

borges_luciano às 10:57

Por Luciano Borges

“Foi muito bom, muito bom”. Esta foi a avaliação de Hortência Marcari da seleção brasileira feminina de basquete, depois do sorteio das chaves do Mundial que será disputado na República Tcheca, de 23 de setembro a 3 de outubro de 2010.

O Brasil ficou no grupo C, junto com Espanha, Coréia do Sul e Mali. A chave agradou tanto aos brasileiros e espanhóis que as duas delegações de dirigentes decidiram comemorar. “Vamos almoçar juntos para conversar o que podemos fazer em conjunto. Mas, de maneira geral, o sorteio foi ótimo para nós”, avaliou Hortência.

Neste Mundial, os três primeiros colocados de cada grupo passam para a segunda fase. Na teoria, Coréia do Sul e Mali estão longe do favoritismo.

Hortência contou ao programa “Primeiro Tempo”, do canal Bandsports, que o sorteio realizado na cidade de Brno, na República Tcheca, começou bem: “Quando vi que o Brasil era um dos cabeças de chave, ao lado dos Estados Unidos, da Rússia e da Austrália, já senti que seria bom. É uma honra ser escolhido. Isso mostra a importância que dão ao nosso basquete feminino”, afirmou.

Além de acompanhar o sorteio e de almoçar com os espanhóis, a ex-jogadora e hoje dirigente da Confederação Brasileira de Basquete, aproveitou o dia para acertar a realização de amistosos com seleções de outros países. “Recebemos várias ofertas. Já está certo que vamos jogar contra a Austrália”, revelou.

Ao retornar para o Brasil, ainda nesta semana, Hortência deve definir o novo treinador da seleção feminina. O anterior, Paulo Bassul, foi dispensado. “Vamos resolver esta questão o mais rápido possível”, disse.

Quando ao retorno da ala Iziane, que não jogaria enquanto Bassul fosse o técnico, Hortência falou que a decisão é da atleta. “Vamos fazer o que fizemos na Copa América: ela será chamada. Só vai ficar fora se não quiser jogar.”

Esta será a 17ª participação do Brasil em Mundiais. Em 1994, na Austrália, o time liderado por Hortência, Paula e Janeth se sagrou campeã. No ano de 1971, em São Paulo, a seleção ficou com o terceiro lugar. 

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23 de novembro de 2009

Roberto Carlos chega para jogar; patrocínios do lateral não entram no uniforme do Corinthians

borges_luciano às 9:40

Por Luciano Borges

“Está tudo bem encaminhado e deve ser oficializado hoje ou amanhã”. A frase é de Fabiano Farah, empresário do lateral-esquerdo Roberto Carlos que, ontem, conseguiu convencer o presidente do Fenerbahce, Aziz Yildirim, a aceitar a rescisão de seu contrato com o clube turco.

Com o sinal verde para o atleta voltar ao Brasil e jogar pelo Corinthians, caberá a Farah a tarefa de entrar em negociação com futuros patrocinadores do jogador. Com um detalhe: “Não vai haver patrocínio no uniforme. Ele não terá participação nem propriedade de marca”, disse o empresário.

O “Pacote RC” está mais voltado para a captação de parceiros que queiram explorar a imagem de Roberto Carlos fora do campo, como garoto propaganda. Isso inclui um projeto de licenciamento com a marca do ala pentacampeão mundial. Ao Blog do Boleiro, Roberto Carlos havia dito que sua transferência para o futebol brasileiro seguiria os moldes do que foi feito por Farah com Ronaldo, de quem ele também é representante. “Não é nada disso”, afirmou Farah.

Hoje, Ronaldo divide com o Corinthians o dinheiro que ele atraiu com patrocínios nas mangas e no calção do uniforme. Sua contratação foi definida pelo diretor de marketing Luis Paulo Rozenberg como um “plano de marketing”.

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20 de novembro de 2009

Representante de Obina diz que Palmeiras foi precipitado e garante: “Ele não ficará quieto”

borges_luciano às 11:19

A diretoria do Palmeiras foi precipitada ao decidir e anunciar a dispensa do atacante Obina ainda no vestiário do time depois da derrota para o Grêmio por dois a zero no estádio Olímpico, em Porto Alegre.

Esta é a posição de Rafael Martins, representante do jogador baiano, que está no Rio de Janeiro. “Estou com Obina aqui no Rio. Ele acabou ganhando férias antecipadas entre aspas”, disse Martins ao Blog do Boleiro.

Obina brigou com o zagueiro Maurício no final do primeiro tempo da partida contra os gremistas. Os dois bateram boca e trocaram tapa e soco. Foram expulsos de campo e deixaram o time do Palmeiras com nove jogadores para tentarem reverter o resultado. O Grêmio venceu por dois a zero.

Rafael Martins diz que Obina vai manter silêncio por mais algumas horas até que seu staff entenda o que está acontecendo no clube paulista. “Não queremos tomar atitudes precipitadas como eles tomaram”, falou. Até o meio dia desta sexta-feira, 20, os dirigentes alviverdes não formalizaram o que anunciaram em Porto Alegre. “Legalmente, Obina ainda é jogador do Palmeiras. Não recebemos nada no sentido de rescindir o contrato dele”, afirmou.

O silêncio de Obina é estratégico. Só depois de saber em que termos será demitido é que ele poderá tomar alguma atitude. Essa estratégia preserva o atleta em futuros acertos financeiros. Mas Rafael Martins garante: “Obina não vai ficar quieto. No momento certo ele vai falar e explicar tudo o que ele pensa desse episódio”.

Perguntado pelo Blog do Boleiro se o jogador estava chateado com o que aconteceu, Rafael Martins respondeu: “Ele e o Maurício são amigos. O que aconteceu foi coisa de jogo. Eles perderam a cabeça”.

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19 de novembro de 2009

Maurício diz que Obina começou a discussão e admite: “Perdi a calma”

borges_luciano às 11:46

Por Luciano Borges

Maurício está abalado. O zagueiro do Palmeiras chegou em casa, um apartamento que fica perto da sede do clube, e sua primeira preocupação era a de conversar com o empresário Márcio Rivellino, que cuida de sua carreira. “Me perdoe, mas vou evitar falar agora. Está muito recente”, disse ao Blog do Boleiro.

O que está recente? A expulsão antes do início do segundo tempo da partida contra o Grêmio, em Porto Alegre, na noite desta quarta-feira. O time gaúcho vencia por 1 a 0, gol de Rafael Marques, marcado aos 45 minutos num lance em que Maurício tentou parar, sem sucesso, o atacante argentino Maxi López.

O juiz paranaense Héber Lopes apitou o final da primeira etapa e Maurício foi admoestado pelo atacante palmeirense Obina. “Ele me cobrou na hora do gol. Falou coisas que eu não gostei. Perdi a calma”, disse Maurício.

O resultado foi uma discussão seguida de um “tapa” (de Maurício) e um soco desferido por Obina. Os dois ainda estavam em campo. O árbitro viu e, na volta das equipes, mostrou cartão vermelho para o zagueiro e mandou avisar que o atacante baiano também estava expulso.

O Palmeiras jogou 45 minutos com dois atletas a menos em campo. Sofreu mais um gol (Máxi Lopes aos 25min), perdeu o jogo e corre o risco de deixar a zona da LIbertadores (G4). O título do Brasileiro ficou mais difícil ainda. Ou impossível, de acordo com o goleiro Marcos: “Pode esquecer. Já era”.

A tarefa do empresário Márcio Rivellino (filho do ex-craque Roberto Rivellino) vai ser árdua. De manhã, ele tentou entrar em contato com Maurício. Queria pedir silêncio nesta quinta-feira. “Temos que esperar a poeira baixar”, disse.

O Palmeiras anunciou que Maurício e Obina foram dispensados. “Eles não vestirão mais a camisa do Palmeiras”, afirmou o vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo. Obina está emprestado e deverá voltar ao Flamengo.

Maurício, de 21 anos, tem contrato com o Palmeiras até dezembro de 2011. Foi formado no clube. Nesta temporada, quase não foi aproveitado por Vanderlei Luxemburgo, mas ganhou a oportunidade de ser titular sob o comando do técnico Muricy Ramalho.

Ele é o que se chama, no jargão dos boleiros, “patrimônio do clube”. E esta é a esperança de Rivellino. Ele vai conversar com os dirigentes alviverdes para tentar contornar a situação. “Ele é garoto. Sabe que não devia ter brigado no campo, que acabou prejudicando o time”, disse.

Uma das possibilidades é a de conseguir que o clube empreste Maurício para jogar por outra equipe mais rapidamente. O receio é que ele fique marcado por esta briga com Obina. “Ele vinha bem no Campeonato. Foi uma pena”, lamentou Rivellino.

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18 de novembro de 2009

Costa Rica usa clima de festa e o lado direito para tirar vantagem dos uruguaios

borges_luciano às 14:23

Por Luciano Borges

A seleção da Costa Rica passou uma noite tranquila no hotel onde está hospedada em Montevidéu. O técnico Renê Simões esperava barulho, fogos, provocações, um clima de guerra. Mas, pelo jeito, a vitória do Uruguai no jogo de ida da repescagem por uma vaga na Copa do Mundo arrefeceu o ímpeto dos uruguaios. “Eles estão achando que acabou”, disse o treinador brasileiro.

Ele leu os jornais locais desta quarta-feira. Viu manchetes como “Hoje é hora de dar alegria”, do El País. Vai usar como arma, o clima de festa antecipada para o jogo desta noite. O Uruguai foi eliminado pela Austrália na repescagem de 2006 e agora vê a oportunidade de dar a volta por cima.

Renê tem pedido a seus jogadores para que “corram atrás até a última molécula de oxigênio”. Além disso, ele mostrou a análise da partida de ida, disputada em San José. “No primeiro tempo, nossos jogadores sentiram o fato de encarar um time como o Uruguai, um time muito grande, bicampeão mundial. Mas na segunda etapa, fomos melhores, mesmo jogando um a menos”, disse.

Ele se referia à expulsão do atacante Azofeifa aos sete minutos do segundo tempo, quando os uruguaios já venciam por 1 a 0, gol marcado no primeiro tempo (21’) pelo zagueiro Diego Lugano.

Renê reclamou muito do juiz espanhol Alberto Undiano por não ter punido mais rigorosamente os jogadores uruguaios. “O que ele fez com a gente foi sacanagem. O Fernandez (ala uruguaio) merecia um cartão amarelo no primeiro tempo e não recebeu. Teria sido expulso no segundo tempo. Foram outras entradas violentas que ele não puniu”, disse.

Taticamente, a Costa Rica vai pender para a direita. “Vou apostar tudo por lá”, avisou. E explicou: “Queremos obrigar o Lugano a sair mais daquele lado. Não é forte dele”.

Se devolverem o placar no estádio Centenário, os costa-riquenhos provocam a prorrogação. Se persistir a igualdade, a definição do dono da vaga vai para as penalidades máximas.

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Roberto Carlos revela acerto com Corinthians; almoço no domingo pode definir a situação

borges_luciano às 12:15

Por Luciano Borges

O presidente do Fenerbahce, Aziz Yildirim, marcou o almoço. Vai ser domingo, em Istambul, num restaurante cinco estrelas da parte ocidental da cidade turca. O dirigente paga a conta. E Roberto Carlos tenta ganhar um presente: a rescisão do contrato. “É o que está faltando. Com o Corinthians está tudo certo. Se o presidente Aziz me liberar, devemos anunciar na segunma ou na terça-feira”, disse ao Blog do Boleiro.

O discurso de chegada já está até preparado. “O Ronaldo, quando chegou no Corinthians, disse que era mais um no bando de loucos. Eu vou ser o segundo louco no bando”, afirmou rindo.

O jogador de 36 anos não anunciou oficialmente que vai vestir a camisa alvinegra porque não se desligou do seu atual clube. Neste sábado, Roberto Carlos disputa o clássico contra o Besiktas. Será sua centésima partida pelo Fenerbahce.

Ele comemora este feito: “Isso não é normal para um jogador da minha idade. Isso mostra que estou bem e em forma”. RC lembra que nas duas últimas temporadas, ele ficou quatro jogos parado por causa de uma lesão muscular. Só. “Eu sempre joguei muito onde passei. Foram 560 partidas pelo Real Madrid e 143 na seleção brasileira”.

Na semana passada, O lateral-esquerdo já tinha dito ao Blog do Boleiro que não está vindo para o Corinthians “a passeio”. Ele quer jogar, ser campeão da Libertadores da América e passar pelo menos duas temporadas no Parque São Jorge. “Depois vou ser treinador”, disse.

A estratégia de sua presença no time brasileiro segue os moldes do amigo Ronaldo, principal cabo eleitoral da contratação de Roberto Carlos. Será mais do que uma simples participação em campo, mas também no marketing do clube, vendendo sua imagem.

RC tem acompanhado a reação dos torcedores corintianos nos sites brasileiro da internet. “Tenho lido muita coisa boa. Acho que vai ser bem legal”, previu.

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17 de novembro de 2009

Fase do Palmeiras provoca enxurrada de gozações na Internet

borges_luciano às 13:42

Por Luciano Borges

Não demorou mais do que três dias para os palmeirenses receberem nos computadores uma enxurrada de gozações. O Palmeiras empatou com o Sport Recife (2 a 2), aguardou a rodada de final de semana e terminou o domingo passado no terceiro lugar do Campeonato Brasileiro com 59 pontos, três a menos do que o – agora líder – São Paulo e um atrás do vice Flamengo.

As outras torcidas esperaram vinte rodadas para começar a gozação. Pior: o Palmeiras perdeu a liderança faltando três partidas para o final do Campeonato Brasileiro. Isso resultou em uma troca de charges, montagens e piadas pela internet que vão desde críticas ao técnico Muricy Ramalho até a acusação de falta de fibra do time.

O alviverde ganhou o apelido de “flanelinha” (porque guarda vaga para os outros) e “bandeira do Brasil” (tem verde, usa o azul, deu um branco e amarelou). A maioria das provocações saiu mesmo em forma de ilustrações, charges e desenhos.

Obviamente, as provocações partem dos torcedores de outras equipes. O campeonato ainda não terminou. São nove pontos em jogo e o Palmeiras ainda está vivo na competição. Mas mesmo assim, o Blog do Boleiro recebeu vários e-mails com estas novas piadas envolvendo o ex-líder.

Eis algumas delas:

A provocação começa com a insinuação de que o Palmeiras amarelou...

A provocação começa com a insinuação de que o Palmeiras amarelou...

E passa pelo esforço dos torcedores para empurrar o time no final.

E passa pelo esforço dos torcedores para empurrar o time no final.

Os gozadores mexem com o estado de esp�rito dos torcedores palmeirenses.

Os gozadores mexem com o estado de espírito dos torcedores palmeirenses.

A situação desconfortável do time na reta final do Brasileirão virou UTI

A situação desconfortável do time na reta final do Brasileirão virou UTI

Sobrou cr�tica para o técnico Muricy Ramalho

Sobrou crítica para o técnico Muricy Ramalho

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