Terra Magazine

20 de julho de 2009

Júlio Baptista faz exercício de paciência para ser titular do Brasil em 2010

borges_luciano às 13:25
Agnews

foto: Agnews

Por Luciano Borges

Paciência. Esta é a arma que Júlio Baptista usa para continuar na briga por uma vaga na seleção brasileira de futebol. É quase certo que ele vai disputar a Copa do Mundo na África do Sul. O técnico Dunga gosta dele e de sua personalidade. Mas ele tem um problema: o titular em sua posição é Kaká. “É preciso ter muita paciência em tudo na vida, especialmente no futebol. A chance vai chegar”, disse o jogador.

A partir desta segunda-feira, o Júlio inicia sua pré-temporada com o time da Roma. E encara o ano que terá pela frente como crucial: “É preciso estar muito bem se quiser disputar o Mundial”, afirmou ao Blog do Boleiro.

A preocupação em passar 2009/2010 bem fisicamente começou há cerca de 10 dias. Antes de participar do casamento de Robinho no Guarujá, Júlio foi até o Centro de Treinamento do São Paulo. Lá, se submeteu a um teste isocinético. Ele avalia a força, potência e resistência muscular das duas pernas e o equilíbrio entre elas.

O jogador da Roma fez o exame porque quis. O clube não pediu esta avaliação. Júlio sabe que evitar lesões é dever de todo atleta. Desde menino, o paulistano da Vila Sônia conheceu também a vantagem de ser alto e forte. Desde que entrou na escolinha do São Paulo em 1994, com 13 anos de idade, ele acumulou títulos e jogou como titular no meio de campo.

Na Europa desde 2003, Júlio jogou pelo Sevilha, Real Madrid, Arsenal e Roma. É titular do time romano. Mas não tem o mesmo status na seleção brasileira de Dunga. Dos 45 jogos que o selecionado disputou sob o comando do treinador gaúcho, ele foi titular em dez. Não começa uma partida desde maio do ano passado.

A história de Júlio Baptista na seleção já dura oito anos. Ele disputou três Copas da Confederações e ganhou duas. É bicampeão da Copa América em 2004 e 2007. Nesta última edição, teve a oportunidade de atuar como meia titular em quatro partidas seguidas. Foi fundamental nas vitórias sobre o Uruguai (semifinal) e Argentina (final).

Mesmo assim, não consegue espaço para ser titular. Na Venezuela, dois anos atrás, Kaká estava fora da Copa América. Com o novo ídolo do Real Madrid de volta, jogando bem, Júlio passou a ser seu reserva imediato. E dá aula de bom comportamento. Não reclama em público. Treina forte. Ajuda no bom ambiente do grupo.

E mostra paciência. Muita paciência.

Blog do Boleiro – Você fez este teste a pedido da Roma?
Júlio Baptista –
Não. Sempre que posso, venho aqui no Reffis para rever os amigos, dar um abraço no pessoal. Eu quis fazer esse teste. É importante no início de temporada. Este tipo de prevenção não é feito na Europa.

Qual foi o resultado?
Está legal. Não foi detectado nenhum desequilíbrio entre as musculaturas das duas pernas. Quando tem desequilíbrio muscular, a probabilidade de lesão muscular aumenta. E este é um ano importante. Não dá para bobear.

Afinal, falta um ano para a Copa do Mundo.
É isso. É importante jogar bem e estar bem fisicamente.

Você é chamado constantemente pelo técnico Dunga. Ele confia em você, mas está difícil se tornar titular da seleção brasileira. Como você encara essa situação?
É complicado. É difícil. Na seleção, o período de treinos é curto. Você tem que estar sempre bem. O Dunga tem um time titular na cabeça dele. A gente tem que treinar e estar pronto para, quando for preciso, entrar e jogar bem.

A Copa América de 2007 foi seu melhor momento?
Sim, porque lá tive uma sequência de jogos. Eu sempre digo que agradeço ao Dunga por ter me dado, por uma vez, a chance de demonstrar meu trabalho. O Dunga conhece meu trabalho, minha história. Tenho certeza de que ele ainda vai me utilizar.

Haja paciência.
É. É preciso paciência para tudo na vida, ainda mais na seleção. Encontrar espaço no futebol é difícil. Leva um certo tempo para aparecer a oportunidade.

Na história dos Mundiais, nem sempre o time do Brasil que começa o torneio é aquele que termina.
O futebol tem dessas coisas. Até a Copa do Mundo de 2010 tem muito tempo. Vou voltar a treinar agora e me preparar para estar fisicamente muito bem. E, em campo, vou jogar para mostrar que estou bem tecnicamente. No Mundial, quem está melhor vai jogar.

O que você achou da África do Sul?
Nas cidades por onde passamos – especialmente Joanesburgo e Pretoria – deu para ver que são cidades carentes, buscando o desenvolvimento. Foi tudo bem na Copa das Confederações. Acho que a oportunidade de organizar um evento como a Copa do Mundo ajuda a desenvolver o país organizador. A sensação que deu é de que eles estão crescendo quinze anos em cinco.

Fora as atrações locais. Como foi visitar um safári?
Foi legal. Nunca pensei que ia fazer tanta coisa na minha vida. Conheci gente legal, lugares legais. Agora nessa folga, passei uns dias na Sardenha (sul da Itália). Muito bonito. Fui com minha noiva. Conheci lá o Flávio Briatore (chefe da equipe Renault de F-1) e gente ligada à música. Foi muito legal.

Você ainda toca cavaquinho?
Toco, toco. Faço sempre um som com o Robinho. Ele é muito bom na percussão. Tocamos juntos no casamento dele. Foi muito legal.

Você é um atleta que não proporcionou nenhum escândalo. Você é um cara comportado?
Tranquilo. Sou um cara focado. Hoje em dia, com a exig6encia que o futebol tem, é preciso estar muito bem fisicamente. Isso vai de cada jogador. Eu quero estar sempre cem por cento bem.

Mas o fato de você ser um cara alto (1m87) e forte (88kg), já o marcou como um volante que usa mais o físico do que o talento.
Infelizmente, pelo fato de eu ter um físico privilegiado, já li e ouvi que não sou um jogador habilidoso. As pessoas confundem o fato de eu ser forte com falta de qualidade até para ser jogador de seleção.

Você começou no São Paulo como volante.
Na verdade, eu era meia na base do São Paulo. Jogava do meio para a frente com 14 anos. Quem me passou para volante foi o Pita (técnico da base em 2000). Ele teve uma visão que provou estar certa. Ele me propôs passar para segundo volante. Explicou que eu passaria a desenvolver uma visão de jogo melhor e poderia marcar bem. Aí, se precisasse jogar mais na frente, não haveria problema.

Mas você só foi jogar com liberdade na frente quando chegou no Sevilha.
Eu sempre digo que me desenvolvi muito no Sevilha. Eu fui contratado como segundo volante. Mas já nos treinos, o treinador Joaquin Caparrós viu que eu tinha força para chegar perto dos atacantes, finalizar, tentar os gols. Ele me pediu para fazer isso. Logo na primeira temporada, marquei 20 gols e fiquei atrás somente do Ronaldo.

Mas aí você já jogava como meia atacante.
Isso. Passei a ter liberdade para chegar nos atacantes, rodar pelo ataque. Fiz gols. Também me tornei cobrador oficial de pênaltis, depois que o Reyes saiu e foi para o Real. Depois, nos treinos, o Caparrós me viu praticando cobrança de faltas e fez de mim cobrador de faltas também.

Hoje, na Roma, você desempenha o mesmo papel?
Tenho a obrigação de marcar quando o adversário tem a posse de bola. Mas tenho a mesma liberdade para jogar solto. Lá sou cobrador oficial de faltas. O batedor de pênaltis é o Totti.

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17 de julho de 2009

Interino do Palmeiras mistura papo com bola em treino “populista”

borges_luciano às 12:52

Por Luciano Borges

Academia de Futebol, 12h30 desta sexta-feira. Os jogadores do Palmeiras que não enfrentaram o Flamengo disputam um “rachão” num campo reduzido. Na equipe de azul jogam o zagueiro Marcão, o volante Mozart e outros. Na equipe vermelha, o jovem Felipe, puxado do time B, divide as ações no ataque com o companheiro baixinho de cabelo grisalho que não para de correr nos dois lados no campo e que, com toque de calcanhar, fez a assistência para um dos gols.

O baixinho em questão é o técnico do Palmeiras, Jorginho. Ex-ponta direita e ex-meia, o interino mostrou porque vem ganhando elogios dos jogadores. Seu estilo é populista. “Estava faltando um jogador no treino, aí eu entrei para ajudar. Mas o meu quadril não me deixa correr muito porque dói. Isso vem com a idade”, disse o ex-atleta de 44 anos.

Faltam cones para demarcar a área do treino técnico de cruzamento? Jorginho atravessa correndo o campo nº 1, vai até o nº 2, pega os objetos, mas antes faz um “pit-stop” para conversar com o meia-atacante Marquinhos que treinava sozinho com o preparador físico. “Eu estava incentivando ele a treinar mais puxado, porque ele ainda vai ser muito útil”, contou ao Blog do Boleiro.

O atleta baiano está voltando de uma cirurgia e ganha atenção especial. Jorginho quer que seus atacantes marquem a saída de bola adversária e isso requer força e resistência física. “Se vocês repararem, os dois gols que marcamos contra o Flamengo nasceram de roubadas de bola no campo deles”, falou.

Falta uma conversa com os atletas? Jorginho abraça o volante Sandro Silva, visivelmente mais alto do que ele, e caminha conversando com o braço esquerdo levantado lá no ombro do jogador que colocou em campo no segundo tempo da vitória sobre o Flamengo.

Falta alguém para pegar a bola num treino de cruzamento? Jorginho cuida disso pessoalmente. Além de buscar o balão, ainda cruza pelo lado direito para ver se dá um jeito em Obina e Willians. Para se ter uma idéia, Jorginho colocou cinco bolas ao alcance de Obina. Ele deu duas furadas, um cabeceio para fora e três finalizações por cima do travessão. Depois melhorou um pouco, acertando o gol em seis finalizações.

“O Obina não vira o pescoço na hora de cabecear no primeiro pau, mas ele vai melhorar isso”, aposta.

Depois de cada sequência, Jorginho conversou com os atacantes. Para Willians, ele mostrou com gestos, inclinando o corpo para lá e para cá, como o atleta deveria se posicionar para cabecear. “Eu já vi muita gente perder gols por postura errada. Aprendi com Roberto Dinamite como é importante inclinar o corpo para matar a bola e tirar o zagueiro da jogada”, falou.

O trabalho na véspera da partida contra o Santo André - este sábado à tarde no Palestra Itália - foi leve para quem correu dobrado no Maracanã na última quarta-feira. Os titulares fizeram um aquecimento em campo e discutiram posicionamento na área, divididos nas turmas de azul e vermelho. “Esse foi o treino deles. Mostramos como devemos nos posicionar nas jogadas que o Santo André realiza. Isso vale para o ataque e para a defesa”, afirmou.

Mais uma vez o interino Jorginho conversou separadamente com Marcos, Diego Souza e Ortigoza. No final, antes da entrevista coletiva, Jorginho disse ao Blog do Boleiro que esse é seu jeito. “Eu sempre fiz isso. Aliás, fiz isso a vida inteira. Como jogador e como treinador”.

Só não perguntem a Jorginho se ele será efetivado ou não no cargo de técnico do Palmeiras. “Eu estou tranquilo. Quem está preocupado são vocês da imprensa”.

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16 de julho de 2009

Representantes de clubes europeus estão em Porto Alegre para tentar levar Nilmar

borges_luciano às 19:37

Por Luciano Borges

 

A diretoria do Internacional ainda não confirma oficialmente se recebeu proposta de algum clube europeu interessado no atacante Nilmar. Mas, nos últimos dois dias, representantes de quatro equipes estiveram ou ainda estão em Porto Alegre.

Villareal (Espanha), Wolfsburg (Alemanha), Sevilha (Espanha) e Milan (Itália) seriam as equipes dispostas a contratar o jogador. O jornal espanhol Marca confirmou o interesse do Villareal, que tentou trazer Álvaro Negredo (do Real Madrid), mas pode perdê-lo para o Tottenham.

Se pudesse escolher, Nilmar apontaria para o Milan, clube que iniciou conversações com Luis Fabiano (Sevilha) e ainda não fechou a compra. O atacante e seu empresário Orlando da Hora, acham possível esperar por esta definição. Se o atual titular da seleção brasileira e artilheiro da Copa das Confederações deixar a esquadra sevilhana, Nilmar pode jogar em seu lugar.

Nilmar tem ainda mais dois anos de contrato com o Internacional. Da Hora já falou aos dirigentes gaúchos que o atleta pode muito bem ficar no Rio Grande do Sul por mais duas temporadas. Não é o que espera o colorado, que gostaria de fazer dinheiro com o jogador.

Segundo o empresário do reserva de Luis Fabiano no selecionado brasileiro, Nilmar só sai para um clube de mercado importante na Europa, que dispute títulos e dê visibilidade. Afinal, falta um ano para a Copa do Mundo na África do Sul e desde a última convocação, o atleta sentiu a possibilidade de continuar sob o comando de Dunga.

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15 de julho de 2009

Dínamo libera novo empréstimo de Rodrigo para clubes brasileiros

borges_luciano às 14:21

Por Luciano Borges

O Dínamo de Kiev liberou o zagueiro Rodrigo para jogar até dezembro, por empréstimo, em um clube brasileiro. A informação foi dada ao Blog do Boleiro pelo empresário do atleta, Giuseppe Dioguardi, que conseguiu a autorização do clube ucraniano.

Dioguardi conversou por telefone com o presidente Ihor Surkis. Com a liberação, ele passa a conversar com as equipes do Brasil. A primeira da lista é o São Paulo. O presidente Juvenal Juvêncio será informado da novidade.

Desde que assumiu o cargo de técnico do São Paulo, Ricardo Gomes, tem dito que quer contar com Rodrigo no elenco. O jogador voltou a treinar depois de sofrer uma embolia pulmonar em maio deste ano.

O empréstimo atual com o clube paulista termina nos próximos dias e seus dirigentes esperavam falar diretamente com o Dínamo para tentar a renovação. “Mas ele precisam falar comigo. Afinal, a negociação agora é com o jogador”, disse Giuseppe.

Em junho, quando foi liberado para correr apenas, Rodrigo ouviu que o São Paulo estaria atrás de outro zagueiro. Ficou irritado. Chegou a dizer que sua história no tricolor “estava terminada”. Ele revelou até que, para ser emprestado no início da temporada, precisou “emprestar” US$ 400 mil para o São Paulo pagar ao Dínamo em uma só vez. Rodrigo e seu empresário receberam a quantia de volta em três parcelas.

Quem tem acompanhado os treinos do São Paulo viu que Rodrigo está menos aborrecido. As conversas com Ricardo Gomes ajudaram a abrir caminho para mais um empréstimo. Resta saber se os valores propostos pelo São Paulo vão agradar ao zagueiro.

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14 de julho de 2009

De olho no mercado dos técnicos, Palmeiras propõe fim de altos salários

borges_luciano às 13:17

Por Luciano Borges

O resultado e o desempenho do Palmeiras diante do Flamengo, nesta quarta-feira no Rio de Janeiro, não vão determinar se Jorginho será promovido a treinador ou se continua como técnico interino. O empate com o Santos, seguido das vitórias sobre Avaí e Náutico, deram tranquilidade para os dirigentes alviverdes.

O Palmeiras não tem urgência em achar o substituto de Vanderlei Luxemburgo. A experiência com Muricy Ramalho foi única. Ele se encaixava no perfil de treinador com capacidade, resultados e unanimidade. Mas pediu muito dinheiro para os novos padrões estabelecidos pela diretoria.

O cofre palmeirense ficou menor.

Os próximos candidatos podem se preparar: a proposta de salário palmeirense não vai chegar perto do que foi oferecido a Muricy Ramalho. O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo evita falar a respeito, mas já achava que os valores envolvendo treinadores de futebol andavam “meio exagerados, meio demais”.

Como economista de ponta, Belluzzo sabe que o mercado mudou em menos de uma semana. Hoje, pelo menos quatro treinadores estão na praça, esperando por interessados: Luxemburgo, Muricy, Carlos Alberto Parreira (dispensado pelo Fluminense) e Vagner Mancini (demitido pelo Santos).

A oferta aumentou. E assim, os salários podem descer. O vice-presidente financeiro do Palmeiras, Fábio Raiola, diz que o “mercado está pendente, caído em meio ao ambiente agitado”.

Na prática, o Palmeiras continua atrás de um substituto para Luxemburgo. Não vai ser mais um “top de linha” que custe caro. “Não posso fazer isso com o clube”, diz Belluzzo.

E Jorginho?

De uma certa forma, o interino virou parâmetro para o próximo técnico. O ex-jogador está se dando bem com os atletas que, desde o tempo de Luxa, sabem o caminho para as vitórias: “Somos um grupo guerreiro que dá sangue o jogo todo”, afirmou o volante Pierre. É dele a frase que mostra o que pensam os jogadores: “A gente não indica técnico, mas pode manter técnico no cargo com vitórias e boas apresentações”.

Enquanto não define se mantém Jorginho ou traz outro técnico, os dirigentes discutem a vinda de reforços. A vaga de Keirrison está aberta e o gerente de futebol, Toninho Cecílio, fala em “completar o elenco, suprir algumas carências”.

A situação atual do time, quarto colocado do Campeonato Brasileiro, permite – até aqui – navegar sem técnico no mercado que ficou turbulento. “A estrutura que estamos montando desde 2007 permite atravessar momentos como este com tranqüilidade”, avalia Cecílio.

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13 de julho de 2009

Para jogar na seleção de Dunga, Ronaldo terá que conviver com “regime semi-aberto”

borges_luciano às 7:46

Por Luciano Borges

Se quiser disputar a Copa do Mundo de 2010, o atacante Ronaldo precisa estar em forma, jogando bem e comprometido com a seleção brasileira. O técnico Dunga, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, disse que seu grupo não está fechado, mas quem quiser fazer parte dele terá que “se encaixar”.

O recado foi claro: “Este grupo ficou junto quase um mês, fechado nos hotéis, treinando e jogando. Na Copa das Confederações, os jogadores tiveram três horas de folga para um safári e outras três horas para ir a um shopping center. Os próprios jogadores criaram estas regras”, disse Dunga.

Na véspera da decisão da Copa do Brasil, Ronaldo defendeu um período menor de concentração. Ele lembrou que o Barcelona, atual campeão europeu, libera os jogadores até o dia dos jogos.
 
Dunga comparou a seleção atual com a de 2006, que disputou o Mundial da Alemanha. Ele lembrou que agora não existe mais o burburinho que acompanhou os atletas na preparação na Suíça e durante a competição.

Os comandados de Dunga se parecem mais com o time de Carlos Alberto Parreira que se sagrou tetracampeão do mundo em 1994. Naquela época, Dunga era um dos líderes preocupados em diminuir o contato com a imprensa. “Mudou muito de 2006 para cá”, ressaltou.

Ronaldo quer jogar nesta seleção? Vai ter que jogar muito bem no clube e esperar a chance. “Nós já temos uma base que vem sendo formada há três anos. Não posso tirar um jogador que vem correspondendo nesse tempo todo por outro de qualidade igual. É preciso esperar a oportunidade. Quando ela aparece, o jogador precisa mostrar o mesmo comprometimento do grupo”, avisou.

Por outro lado, as portas para candidatos a uma vaga entre os jogadores que pretendem ir à África do Sul ainda estão abertas. “Este grupo não está fechado”, falou Dunga.

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11 de julho de 2009

Empresário de Nilmar: “time interessado precisa ser competitivo, rico e de mercado forte”

borges_luciano às 15:13

Por Luciano Borges

Time grande. Da Itália, Inglaterra, Espanha ou Alemanha. Que pague bem, muito bem. E que frequente o noticiário das tevês e da mídia impressa / eletrônica. É pedir muito para escolher quem vai levá-lo ao exterior? O atacante Nilmar, do Internacional, acha que não.

Segundo seu empresário, Orlando Da Hora, o jogador está num momento importante da carreira. Acaba de voltar à seleção brasileira. Falta um ano para a Copa do Mundo. “Ele não pode sair para jogar num país fora dos noticiários, porque corre o risco de sumir”, avalia.

Por isso, a proposta divulgada pela imprensa de que o Wolfsburg teria oferecido 15 milhões de euros para o Internacional, não é vista como ruim. Problema: Da Hora diz que falta os alemães o procurarem. “Eles precisam entrar em contato. Desse jeito, não vão levar o jogador”, disse.

O empresário afirma que vem conversando com equipes de outros países. Uma delas prometeu mandar um representante neste final de semana para São Paulo. Na conversa com o Blog do Boleiro, Da Hora falou em clubes que se encaixam no perfil “mercado importante/time competitivo/alto salário”. “Não fechamos com ninguém”, falou.

Na previsão do representante de Nilmar, ele deverá levar uma proposta oficial para Porto Alegre por volta de quinta-feira.

A situação do atacante é esta: ele tem mais dois anos de contrato com o Internacional. É recém-casado e pretende ter filhos. Pensa em ficar em Porto Alegre porque se sente feliz na capital gaúcha. Portanto, pode se dar ao luxo de recusar o que achar pouco compensador. Em mais uma temporada, ele pode ir para onde quiser.

Por isso, o Internacional – provavelmente – não vai mais impor o valor de 18 milhões de euros para liberar Nilmar. Pode ser por menos até do que a proposta que recusou em 2008, vinda do Palermo, Itália.

De acordo com Da Hora, um clube interessaria – e muito – a Nilmar. Trata-se do Milan. O ex-clube de Kaká está atrás de um atacante. Em Campinas, o artilheiro do Brasil na Copa das Confederações – Luis Fabiano – tem confidenciado a amigos que está perto de se mudar para Milão e deixar Sevilha.

Se esta negociação não der certo, os dirigentes milaneses já foram informados que o atacante do Internacional vê com muitos bons olhos jogar com Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato, de quem foi parceiro na reserva do ataque do selecionado dirigido por Dunga.

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10 de julho de 2009

Muricy Ramalho diz que diferença salarial com Palmeiras “não era muita coisa”.

borges_luciano às 14:26

Por Luciano Borges

Muricy Ramalho vai dar mais um tempo. “Amanhã vou viajar, descansar mais um pouco, ficar com a família”, disse ao Blog do Boleiro nesta sexta-feira, enquanto participava do velório de um amigo em São Paulo.

Depois de não entrar em acordo com o Palmeiras, o treinador viajou para o Guarujá, no litoral paulista, mas retornou quando recebeu a notícia do falecimento.

Muricy confirmou que “tem um caminhão de clubes ligando lá no escritório”, alguns do mundo árabe. Ele avisou ao empresário Márcio Rivellino para que filtre bem o que está chegando. Ele não pretende ir para o exterior. Nem mesmo se receber proposta milionária: “Dinheiro não é tudo”, afirmou. Muricy voltou a dizer que não teve contato com o Internacional de Porto Alegre.

O técnico não tinha lido a notícia publicada pelo jornalista Bob Fernandes, no Terra Magazine, revelando o tamanho da diferença de grana entre a oferta do Palmeiras e a pretensão de Ramalho. “Saiu isso? Quanto falaram? Eu pedi 500 e eles ofereceram 300 mil por mês? Então, não era muita coisa. Gosto deles. Tem muita gente boa no Palmeiras”, disse. E completou: “Embora não tenha conversado com eles pessoalmente”.

A falta de acordo entre Palmeiras e Muricy esbarrou no novo teto salarial que o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo determinou para contratar um técnico. A saída de Vanderlei Luxemburgo aliviou bastante a despesa do Departamento de Futebol.

Belluzzo falou, no programa Arena Sportv, que vai manter este teto e a maneira de negociar. “O Muricy não queria conversar diretamente com a gente. Respeito isso. Respeito o tempo dele. Mas o Palmeiras não poderia arcar com aquele ônus no seu orçamento”, disse o presidente.

Leia também:
Diferença de salário e luvas afastam Muricy do Palmeiras

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9 de julho de 2009

Fábio Aurélio planeja temporada forte para acabar com mágoa e jogar na seleção

borges_luciano às 18:51
Fábio Aurélio (centro) comemora um dos quatro gols que já marcou no Liverpool

Fábio Aurélio (centro) comemora um dos quatro gols que já marcou no Liverpool

Por Luciano Borges

Uma pergunta.

Pode um jogador de 29 anos, sem passagem pela seleção brasileira adulta, sonhar com uma convocação e uma vaga no time que vai disputar a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul?

A resposta de Fábio Aurélio: “Dá para tentar. Tenho um ano, uma temporada para mostrar futebol e ser convocado”.

O lateral do Liverpool está em São Paulo, no CT do São Paulo, tratando do joelho esquerdo que passou por uma artroscopia. A recuperação está prevista para dois meses. Ele vai perder a pré-temporada. Volta a tempo para disputar o Campeonato Inglês e tentar, mais uma vez, chamar a atenção do técnico Dunga.

Afinal, a lateral-esquerda do time do Brasil ainda é uma vaga a ser disputada. Fábio acompanhou a conquista da Copa das Confederações pela televisão. Viu Kléber, do Internacional, começar como titular e terminar no banco. André Santos, do Corinthians, ganhou a posição e, mesmo assim, foi substituído por Daniel Alves nas partidas contra a África do Sul e Estados Unidos.

Ele viu pela telinha como joga a equipe brasileira e pegou pista de como Dunga posiciona seus laterais. “Não sei as instruções que ele dá, mas dá para perceber que ele gosta de laterais ofensivos, que revezem na hora de avançar”, disse.

Blog do Boleiro – Você cumpre essa função no Liverpool?
Fábio Aurélio –
Sim. Quando fui para a Espanha, eu joguei como ponta-esquerda, porque lá é assim: eles colocam laterais bem abertos e lá na frente. Depois que mudei para o Liverpool, aprimorei o lado defensivo. Hoje sou um lateral mais completo do que há quatro, cinco anos atrás.

Blog do Boleiro – Com o Dunga, o jogador convocado tem que mostrar que merece estar na seleção, tem que ter personalidade de chegar com disposição. Você é assim?
Fábio Aurélio –
Eu sou um cara tranqüilo. Mas em todos os lugares em que joguei, eu cheguei e conquistei meu espaço. Depois, já vesti a camisa da seleção e, na Europa, jogo com os melhores atletas do mundo que, certamente, vão ao Mundial pelas seleções de seus países. Não vai ser uma experiência nova para mim.

Verdade. Fábio Aurélio, que vai completar 30 anos em setembro, passou por todas as seleções de base montadas pela CBF. Foi campeão sul-americano, pré-olímpico, vice campeão mundial e disputou a Olimpíada de Sidney em 2000.

No time montado por Vanderlei Luxemburgo, ele viveu a frustração de ser eliminado por Camarões nas quartas de final. Jogou junto com Lúcio, Ronaldinho Gaúcho, Alex, Roger, Mancini e outros atletas que são estrelas em times fora do Brasil.

O próprio lateral tem uma trajetória qua soma nove anos no exterior. Depois de se profissionalizar e jogar pelo São Paulo (1997-2000), ele se transferiu para o Valência (2000 a 2006) e passou para o Liverpool. Acumula títulos na Espanha (2002 e 2004), Inglaterra (2006) e em torneios da Uefa (2004).

Fábio Aurélio já jogou 87 partidas pelo clube inglês. Mora em Liverpool há quatro anos. Sua equipe é uma verdadeira legião estrangeira: dos 35 atletas utilizados na última temporada, oito são ingleses, três vieram do Brasil e dois, da Argentina. A comissão técnica é cheia de espanhóis comandados pelo técnico Rafa Benitez.

Por isso, o Fábio fala mais espanhol do que inglês em Liverpool. “O Lucas (volante formado no Grêmio) pode contar melhor. Ele aprendeu espanhol antes do inglês lá”, conta ao Blog do Boleiro. Em meio aos dias cinzentos da cidade portuária, ele já visitou o museu dos Beatles e as atrações culturais.

Depois de nove anos fora do Brasil, ele admite que anda pensando em voltar. O Liverpool já o procurou. Seu contrato dura mais um ano e o clube inglês quer renovar o compromisso. “Vamos ver o que fazer. Às vezes tenhoi vontade de voltar”, disse o jogador que nasceu em São Carlos (SP).

A assim que retornar a Liverpool, Fábio Aurélio pretende ganhar forma física e jogar o mais rápido possível. Ele realmente quer disputar o Mundial no ano que vem.

Passou o primeiro semestre de 2009 ouvindo familiares contarem que a imprensa no Brasil quer vê-lo na seleção. “Eu fui bem na última temporada”, diz.

Por isso, ele respondeu a pergunta do começo desta nota com muita convicção: “Eu sonho assim. Tenho uma mágoa por não ter disputado a Copa das Confederações de 2003 na França. Eu fui convocado, mas não pude ir. Fiquei com aquele gosto amargo. Seria muito bom voltar”, disse.

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8 de julho de 2009

Presidente do Corinthians descarta super time na Libertadores de 2010

borges_luciano às 8:19

 

Por Luciano Borges

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, já fez as contas. Ele estima que o clube terminará 2009 no azul, repetindo o desempenho do ano passado.

Mas, se quiser acumular um superavit de R$ 11 milhões (como na temporada passada), o dirigente sabe o que precisa fazer: “Para chegar a este superávit, vamos precisar vender um jogador”, disse.

No entanto, Sanchez garantiu - em entrevista ao programa Encontro de Craques do canal Bandsports – que negociar um dos atletas do atual grupo campeão da Copa do Brasil “não é nossa prioridade”.

Isto inclui o lateral-esquerdo André Santos que teria despertado o interesse da Roma (Itália). “Ninguém nos procurou para tratar dele ou de outro jogador. O mercado ainda está parado. Não há proposta oficial”, disse ao Blog do Boleiro

Embora vender jogadores não esteja na lista de prioridades do presidente corintiano, ele não está fechando as portas. “Lógico que se aparecer uma proposta de cinco, seis milhões de euros, eu vendo rapidinho”, afirmou.

Enquanto ninguém sai, o Corinthians passa a pensar como reforçar o elenco para o Campeonato Brasileiro e para a Libertadores de 2010. O técnico Mano Menezes quer ver seus jogadores disputando as primeiras posições do torneio nacional. “Vamos trabalhar forte para melhorar rapidinho nossa classificação no Brasileiro”, disse.

Andrés Sanchez pretende fechar ums lista de reforços até a semana que vem. Ele mandou avisar: “Não tem nada disso de super-time. Vamos continuar com um grupo humilde, trabalhador que deu certo até agora”.

Foto: Rafael Falavigna/Terra

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