“Kaká está praticamente zerado”, diz fisioterapeuta da seleção
Por Luciano Borges
Kaká treinou esta tarde com os reservas da seleção brasileira. Segundo o fisioterapeuta Luis Rosan, o meia do Milan “está praticamente zerado” da contusão no tornozelo esquerdo. O atleta deverá treinar nesta terça-feira, antes de dizer se sente que pode voltar a jogar. “A palavra final é a dele”, afirmou Rosan.
As chances de retorno são boas. Em seis dias, o jogador se recuperou de um problema que não foi solucionado em cinco semanas na Itália.
De manhã, em Porto Alegre, Kaká trabalhou sozinho. Passou por uma série de exercícios que proporcionam equilíbrio muscular, repetindo situações de jogo. Rosan explica que essa atividade tem até nome: propriocepção. “É apenas uma das coisas que fazemos aqui”, afirmou.
Pelos cálculos de Rosan, Kaká foi submetido a oito horas diárias de tratamento. “Ele passou por eletroterapia, fortalecimento do tornozelo, trabalho aeróbico e um trabalho global, onde trabalhamos o corpo do atleta e não apenas a lesão mais significativa”.
Gelo e raio laser foram usados junto com algumas horas de musculação. Até aqui, Kaká viveu mais tempo sentado na maca do que jogando bola. E está satisfeito. “Ele disse que fez aqui o que não foi feito em cinco semanas”, garantiu o fisioterapeuta que comanda o Reffis, no São Paulo.
Desde a semana passada, o zagueiro Alex Silva, do Hamburgo (Alemanha), está se tratando no centro de recuperação fisioterápica do clube paulista. A decisão de se recuperar no Brasil não é um caso raro nem recente.
Os jogadores brasileiros que atuam no futebol europeu já descobriram há tempos que a fisioterapia brasileira é muito mais “agressiva” do que a européia. “Ela é mais intensiva, especialmente para acelerar o processo de cura. O Kaká voltou a jogar duas vezes desde que sofreu o entorse e sentiu a contusão”, afirmou Rosan.
A lesão muscular sofrida pelo lateral Maicon ainda no primeiro tempo do jogo contra o Equador, começou a ser tratada rapidamente. Assim que o jogador foi retirado de campo, ele recebeu aplicação de gelo no vestiário e permaneceu em tratamento enquanto o Brasil sofria para sustentar o empate em 1 a 1.
Rosan não viu a segunda etapa. Ficou com Maicon. “E seguimos tratando até no avião de volta ao Brasil. Os primeiros procedimentos ajudam a amenizar a lesão e a apressar a volta do atleta”, garante o fisioterapeuta.
Mas o retorno aos treinos ainda não é garantia de que Kaká vai voltar ao time de Dunga contra o Peru, nesta quarta-feira em Porto Alegre. O período sem jogar e treinar regularmente pode prejudicar. “Teremos que condicioná-lo fisicamente. Hoje, estou mais otimista do que estava na semana passada”, disse Rosan ao Blog do Boleiro.
…depois dizem que nós (brasileiros), somos “atrasados”.
Nós somos sim, arrojados, competentes e altamente capacitados, sem esquecer que tbém somos criativos!
Refero-me à fisioterapia e ao nosso povo de maneira quase geral.
Comentário por Emerson Miorin — 30 de março de 2009 @ 18:25
Cada vez mais a fisioterapia brasileira vem se destacando na midia, sabemos que a fisioterapia esportiva realizada no brasil é referência mundial, especialmente quando falamos do futebol. O Kaká não é o único exemplo que temos de atletas, que deixam o exterior e retornam ao brasil, procurando uma recuperação especializada. Esperamos que que com todas estas divulgações a fisioterapia esportiva brasileira, seje mais valorizada em território nacional.
Comentário por Rafael Piccini — 30 de março de 2009 @ 19:38
Eu sinto vergonha de ver esses “estrangeiros”,pois é assim que eles agem.Não têm amor pela pátria e muito menos pela seleção brasileira.Para “eles” tudo é uma festa,uma farra.Se o Dunga pegasse uma seleção só com jogadores aqui do Brasil o negócio seria diferente,pois eles realmente suariam a camisa, mas quem comanda na verdade é a NIKE,não é mesmo!!!!
Comentário por Silvio C. Figueira Dias — 30 de março de 2009 @ 20:29
Luciano, sobre a equipe de futebol feminino do SPFC, saiu hoje na Folha de São Paulo, coluna Painel FC (pelo visto tratava-se de um golpe! sacanagem hein?):
.
Impostor. A diretoria do São Paulo anda preocupada com um homem que tem se passado por seu representante e oferecido a cidades do interior paulista acordo em nome do clube para a criação de um time feminino.
.
Sem interesse. Os são-paulinos souberam que o homem já conversou com ao menos dois prefeitos e esclarece que não pretende criar nenhuma equipe feminina. Se a situação persistir, o clube promete ir à polícia.
.
.
Comentário por Renato — 31 de março de 2009 @ 14:42