Ortigoza quer cortar cabelo para ficar diferente do Coalhada
Por Luciano Borges
Ortigoza vai mudar o visual. “Estou pensando em cortar o cabelo”, disse nesta quarta-feira para o Blog do Boleiro. Por que? “Por causa do Coalhada. Ele é muito feio”. Ele não reclama do apelido baseado no personagem do humorista Chico Anísio. Mas quer se livrar da comparação.
O atacante paraguaio marcou os dois gols do Palmeiras sobre o Bragantino (2 a 1), na noite de ontem no Estádio Palestra Itália. Foi sua segunda aparição no time. Ele entrou no primeiro tempo, na vaga do zagueiro Jeci e aproveitou duas jogadas iniciadas por Diego Souza.
No dia seguinte, Ortigoza passou a manhã no flat onde mora em frente ao estádio. “Fiquei aqui olhando na internet, lendo as notícias e falando com meus pais pelo telefone. Todos estão muito contentes com minha atuação ontem”, contou.
Com isso, ficou sem saber a reação dos torcedores palmeirenses sobre sua participação na vitória que garantiu, matematicamente, a ida do Palmeiras à semifinal do Campeonato Paulista. Sentiu mesmo a alegria dos colegas: “No vestiário, os meus companheiros fizeram festa e algumas brincadeiras por causa dos gols. Foi muito agradável”, disse.
Mais uma vez, o goleiro Marcos chamou Ortigoza de Coalhada. O paraguaio só conheceu a figura (um jogador em fim de carreira, malandro, cabeludo com bigode e que falava o bordão: “Pique no lugar, flexão!”) depois de assistir a um programa de televisão. “Não pareço com ele não”, jura.
A comparação fez Ortigoza ficar com horror a bigode (“Não vou deixar crescer nunca”) e está dando vontade de perder um companheiro de anos. “Tenho esse cabelo grande há algum tempo, mas acho que vou tirar”.
Sem reclamar do apelido, Ortigoza elogia o comportamento dos outros atletas dos palmeirenses. “Fui muito bem recebido, o clima é saudável”, afirmou.
Em campo, ele tem jogado dentro da área. Contra o Guaratinguetá (1 a 1), ele teve duas chances de gol e fez uma “parede” para a finalização de Diego Souza. “Eu jogo assim. Dentro da área é uma questão de estar no lugar certo, na hora certa, e finalizar certo”, disse.
Desde que chegou em São Paulo, acompanhado da namorada Maria José, o atleta de 21 anos tem passado o tempo entre treinos, jogos e o prazer de preparar o tererê (versão paraguaia e fria do chimarrão). “Faço isso duas vezes por dia, de manhã e de tarde”.
Ortigoza veio para o Brasil sonhando em jogar na seleção paraguaia e em um clube da Europa (“é o desejo de todo jogador paraguaio”). O atacante elogia o desempenho da equipe do Paraguai, líder das eliminatórias. “Começa por cima. O técnico Edgar Benitez é muito bom e temos uma boa geração de jogadores”, avaliou.


COALHADA , CAVALO PARAGUAIOO Q FOR , ELE ARRABENTA …E.OUTRA…… SE CORTAR O CABELO VAI ACABAR O FUTEBOL DELE…..BOLA P FRENTE E ENFIA A CABELERA NOS BAMBIS……SALVEEEEEEEEE…..
Comentário por CABULOSO — 25 de março de 2009 @ 19:16
Acho que ele está mais para um Antonio Banderas Paraguaio
Comentário por luiz teodoro da riva — 25 de março de 2009 @ 19:25
O tererê (ou tereré) é muito comum no Sul do Brasil, mesmo em parte do interior do SP é conhecido… se é paraguaio ou não eu não sei, mas não acho que seja necessária a explicação como uma “versão paraguaia e fria do chimarrão”.
Comentário por A. Schwenk — 25 de março de 2009 @ 19:48