Terra Magazine

28 de novembro de 2008

Inter insiste por vaga na Libertadores 2009

borges_luciano às 10:48

Por Luciano Borges

Logo na manhã seguinte da vitória sobre o Estudiantes de La Plata, os dirigentes do Internacional / RS adotaram um discurso que aumenta a importância da Copa Sul-Americana. “É o segundo maior torneio da América do Sul e tem uma importância bárbara”, disse o assessor de futebol e ex-presidente Fernando Carvalho.

Existe um bom motivo para esta valorização do torneio que, no caso de clubes brasileiros, tem sido tratado como um incômodo compromisso. Mais até do que o prêmio de US$ 1,2 milhão pago ao campeão pela Confederação Sul-Americana, o Internacional está de olho na Copa Libertadores da América de 2009.

Na última terça-feira, o presidente Vitório Piffero e Fernando Carvalho estiveram em Assunção, no Paraguai, onde fica a sede da Conmebol. Eles acompanharam o sorteio das chaves da próxima edição.

Nos bastidores, a dupla colorada trabalhou para incluir o Internacional na competição. Como o time gaúcho não venceu a Copa do Brasil e é o 8º colocado do Campeonato Brasileiro, os dirigentes tentam uma terceira via: herdar uma das vagas do Peru.

Desde o ano passado, os peruanos estão fora das competições sul-americanas. A punição da Conmebol (com aval da FIFA) não tem prazo determinado. Ela só acaba se o governo federal do Peru levantar a intervenção na Federação Peruana de Futebol, decidida em 2007.

Até dezembro, a Conmebol espera uma definição do caso. A Libertadores reserva três vagas para equipes peruanas. Se a punição for mantida, o Internacional quer que o campeão e o vice da Copa Sul-Americana entrem em duas delas. “É um critério mais justo e técnico: os finalistas da Sul-Americana entrariam no lugar dos times do Peru”, afirmou Fernando.

Os atletas do Internacional sabem desse trabalho de bastidores. O meia Alex, que ontem definiu a equipe colorada como a melhor do Brasil, garantiu que o elenco não se motivou na Copa Sul-Americana por causa da possibilidade de entrar na Libertadores de 2009. “Mas será uma maravilha se isso acontecer. Cairia como uma luva e seria como um prêmio”, disse o candidato a melhor jogador do Campeonato Brasileiro. E, confiante, ainda falou: “As equipes que estão no topo do Brasileiro devem estar torcendo para que a gente não entre na Libertadores”.

No início dessa semana, o técnico Tite disse ao Blog do Boleiro que a possibilidade de jogar a Libertadores 2009 não estava descartada ainda. O atacante Nilmar, logo depois do 1 a 0 sobre o Estudiantes, voltou a lamentar que o time ganhou personalidade e passou a vencer fora de casa “tarde demais para disputar o título do Brasileiro”.

Em conversa com o Blog do Boleiro, ainda em Buenos Aires, o dirigente lembrou que o Internacional – se garantir a vantagem no jogo de volta e faturar o título – vai despertar novo interesse das equipes do Brasil nesta competição. O exemplo vem de 1992, quando o São Paulo conquistou a Libertadores, numa época em que os times do Brasil pouco de interessavam pelo torneio.

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27 de novembro de 2008

Palmeiras: empresário de Kléber já está em Kiev

borges_luciano às 17:40

Por Luciano Borges

O empresário Giuseppe Dioguardi chegou em Kiev, capital da Ucrânia, no início da noite desta quinta-feira. A missão dele é tentar negociar com o Dínamo uma forma de manter o atacante Kléber no Palmeiras.

O representante do atleta fez questão de reforçar que o desejo do jogador é ficar onde está. “Não falamos com nenhuma outra equipe e o jogador não tem interesse em deixar o Palmeiras”, garantiu –por telefone – ao Blog do Boleiro. Uma das razões apontadas é o técnico Vanderlei Luxemburgo: “Foi ele quem trouxe o Kléber”.

De acordo com Dioguardi, ele deverá ter alguma novidade a partir deste sábado. Sua viagem para a Europa começou em Londres, onde assistiu à derrota do Dínamo para o Arsenal por 1 a 0. Lá, já conversou com dirigentes do time ucraniano. “Eles têm interesse em manter o Kleber no Brasil. E, nessas horas, o que vale mais é a vontade do jogador”.

A ida de Dioguardi foi tratada com a diretoria do Palmeiras. O clube tem preferência de compra dos direitos federativos do atacante (US$ 8 milhões), mas quer encontrar alternativas para viabilizar o negócio.

Os palmeirenses não têm como pagar tudo de uma só vez. Pedem para parcelar esta quantia e, de preferência, gostariam de baixar o preço estipulado.

A turbulência na economia mundial é o novo argumento a ser colocado na negociação. “Esta crise deu uma mudada nos planos. Os 8 milhões de dólares já não são os mesmos para o Palmeiras”, afirmou Dioguardi.

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Alex: “Internacional é o melhor time do Brasil”

borges_luciano às 12:38

Por Luciano Borges

O Internacional está jogando o melhor futebol do Brasil. Esta é a opinião do meia Alex, autor do gol da vitória sobre o Estudiantes de La Plata, na primeira partida da final da Copa Sul-Americana. O time gaúcho precisa apenas de um empate na próxima semana para se tornar o primeiro clube brasileiro a ganhar o torneio.

O jogador, considerado o melhor do time pelo técnico Tite, disse ao Blog do Boleiro – por celular – que os colorados “não devem nada “ aos times que estão no topo do Campeonato Brasileiro, brigando pelo título ou por uma vaga na Libertadores. “Quem está lá, agradece porque a gente não está nesta disputa”, afirmou.

Alex não pensa duas vezes ao analisar o desempenho que o Internacional vem tendo nos últimos dois meses: “Nós estamos jogando o melhor futebol do Brasil. Nosso jogo é bonito de se ver, competitivo, com qualidade. O Inter defende bem, marca pra cacete e mantém a posse de bola”.

No entanto, esta análise do meia - que vem sendo chamado para a seleção brasileira – vem com um tom pouco desafiador. Quando fala em superioridade, Alex lembra do fracasso em brigar pelo título do Brasileiro. “Não estamos nesta briga por incompetência nossa”.

Alex diz que o Internacional só encontrou seu esquema ideal disputando a Copa Sul-Americana (“O desenho tático que vem dando certo só saiu durante o torneio”) e – a exemplo dos dirigentes do clube – dá grande importância à competição. “Desde que vencemos o Gre-Nal e passamos a nos interessar, ele se tornou um grande desafio”, afirmou.

O esforço para derrotar o Estudiantes custou hora de sono para Alex. Ele só dormiu às cinco horas da manhã desta quinta-feira. “Não deu para dormir antes. Só descansei”, disse pouco antes do almoço. Ele correu mais do que está acostumado. Por ordem de Tite, Alex e D’Alessandro atuaram nas laterais, como volantes e até armaram jogadas, na função original deles.

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26 de novembro de 2008

Mercado em crise pode baixar preço de Hernanes

borges_luciano às 16:23

Por Luciano Borges

A próxima "janela" do mercado europeu não deverá ser tão generosa com jogadores e clubes brasileiros como vinha sendo nos últimos anos. Motivo: a crise da economia mundial, que causou estragos em grandes empresas patrocinadoras de clubes do velho continente.

O empresário Wagner Ribeiro espera tempos difíceis para realizar negócios. "Nunca esteve tão ruim. Eu tenho certeza que este mês de janeiro será o pior janeiro de todos os tempos", disse ao Blog do Boleiro.

Ele teve recentemente uma amostra da retração desse mercado. Ribeiro conversou com o diretor esportivo do Atlético de Madrid, Jesús García Pitarch, e ouviu do dirigente que o clube não poderia mais investir cerca de 10 milhões de euros na compra de um lateral-direito. O jogador oferecido pelo brasileiro é Ilsinho, atualmente no Shakhtar Donestk, e que está no Brasil se tratando de uma lesão muscular. "Jesus se mostrou disposto a gastar, no máximo, 5 milhões de euros".

Na avaliação do empresário, há quatro atletas em atividade no Brasil que poderão ser negociados em meio à crise financeira. São eles: Keirrison (Coritiba), Ramirez (Cruzeiro), Alex (Internacional-RS) e Hernanes (São Paulo). Este último, frequentador assíduo das especulações envolvendo clubes como Barcelona e Milan, não deverá alcançar o preço esperado.

A multa contratual é de 25 milhões de euros. Na metade deste ano, a Traffic apresentou uma proposta do Barcelona no valor de 10 milhões de euros. O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, nem sequer abriu negociação. Segundo Wagner Ribeiro, existe o risco de não se conseguir hoje uma oferta que passe desse valor. "É bem provável que o atleta seja vendido, mas com um valor muito abaixo desse", afirmou o empresário.

A alternativa de bons negócios ainda continua sendo, na esperança dos empresários da bola, as ex-repúblicas soviéticas. Difícil será convencer os jogadores a atuarem nesses mercados. Hernanes já disse à Traffic que não quer se transferir para o CSKA de Moscou.

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24 de novembro de 2008

Finalista, Tite diz que “Emoção está batendo”

borges_luciano às 16:52

Por Luciano Borges

Fazia tempo que o técnico Tite não sentia a tensão de disputar uma final de Campeonato. A última vez aconteceu na decisão da Copa do Brasil de 2001, quando o Grêmio venceu o Corinthians (3 a 1), na partida de volta disputada no estádio do Morumbi.

Esta conquista lançou o ex-volante gaúcho no quadro dos treinadores de alto nível do futebol brasileiro. A carreira de jogador de Adenor Leonardo Bacchi durou pouco mais de dez anos. Uma lesão no joelho o tirou dos campos e o fez optar pela carreira de técnico.

Entre 1990 e 1997, ele dirigiu equipes gaúchas do Guarany de Garibaldi, Veranópolis, Ypiranga e Juventude. Em 2000, como técnico do Caxias, ele conquistou o Campeonato Gaúcho numa final contra o Grêmio. No ano seguinte, foi contratado pelo tricolor gaúcho e chegou ao título da Copa do Brasil.

Depois de ver frustrada uma negociação para dirigir o São Paulo, Tite comandou as equipes do São Caetano, Corinthians (saindo da zona de rebaixamento e terminando o Brasileiro em 5º lugar), Atlético Mineiro e Palmeiras. Não teve mais oportunidade de brigar por títulos.

Quando lembra este período, o treinador do Internacional cita alguns frutos de sua passagem por diferentes equipes: Jô, Bruno, Ramon, Betão e outros jovens atletas que se firmaram em equipes sob seu comando.

No final do ano passado, Tite foi contratado pelo Al Ain, dos Emirados Árabes. Gostou da experiência no time que tem hoje o meia Valdívia, ex-Palmeiras. “Foi surpreendentemente bom. A família toda gostou, tirando o calor muito forte e alguns detalhes de ambientação”.

No Internacional desde junho deste ano, Tite montou a equipe que chegou à final da Copa Sul-Americana. No meio do caminho, viu e ouviu boatos de que não resistiria até o final da temporada e que seria substituído por Muricy Ramalho em 2009.

A diretoria do Internacional nega a informação. Tite garante que tem todo o apoio dos dirigentes. E ainda afirma: “Estou tranqüilo com esse assunto. Se tu faz um bom trabalho, tu te valoriza, abre outras perspectivas profissionais”.

Por isso, ao falar com o Blog do Boleiro por telefone, Tite se mostrou animado com as duas decisões diante do Estudiantes, da Argentina. Nos últimos dez dias, ele vem enfrentando jornadas duplas, com treinos aos domingos (para o time que decide a Sul-Americana) e dois trabalhos num mesmo período (quando orienta a equipe reserva que está no Brasileiro).

E não reclama. Afinal, está de volta ao clima de uma final.

Blog do Boleiro – Desde 2001, você não participava de uma final. Como você está se sentindo?
Tite –
Final assim é mais intensa, mais forte. A adrenalina aumenta. Bate mesmo. Ontem, comentei com minha mulher como me senti quando decidi o título gaúcho de 2000 contra o Grêmio. Essa emoção está batendo de novo.

Diz a lenda que, quando o Grêmio ia entrar em campo no Morumbi, antes de vencer a final da Copa do Brasil contra o Corinthians, você teria dito aos jogadores que entrassem em campo e jogassem com prazer. Foi isso mesmo?
É a situação da pressão versus a satisfação de tu fazer aquilo que tu gosta. Disse algo assim mesmo. E te conto uma história: disse aos jogadores que, no primeiro enfrentamento que um deles tivesse com o Marcelinho Carioca, era para ir pra cima e botar a bola na caneta dele.

Por que o Marcelinho?
Porque era o representante técnico do Corinthians, o jogador que simbolizava a qualidade deles. Era uma maneira do Grêmio dizer “vamos jogar e ter a coragem e a audácia para conseguirmos este título”.

O Grêmio foi campeão. Alguém colocou a bola nas canetas do Marcelinho Carioca?
Se tu lembrar, vai ver que o (zagueiro) Anderson Polga, logo no começo do jogo, tentou botar a bola nas canetas dele. Mas não conseguiu.

Agora, contra o Estudiantes, você vai pedir a mesma coisa para os caras fazerem com o Verón?
Não. É outra situação. A equipe do Estudiantes é mais rodada, experiente e vem jogando junta há bastante tempo. É um adversário difícil de ser batido em seu campo.

O Internacional passou pelo teste de enfrentar o Boca Juniors na Bombonera?
O time foi bem, mostrou maturidade. Ele vem crescendo durante o campeonato. Desde que cheguei já coloquei em campo 45 jogadores. A equipe se acertou no meio deste semestre. Eu só pude usar o Bolívar e o D’Alessandro no meio do Campeonato Brasileiro.

O quanto isso afeta?
Muito. Vai dizer lá no Fluminense que perder jogadores e remontar o time é fácil. Eles ficaram sem dois titulares (Gabriel e Thiago Neves) e tu vê como foi difícil encontrar o jogo outra vez. Essa formação do Internacional, com Lauro, Bolívar, Índio, Álvaro e Marcão, Edinho, Guiñazu, Magrão e D’Alessandro, Alex e Nilmar só jogou quatro, cinco partidas. E foi formatada durante o Campeonato.

Você tem gostado do d’Alessandro?
Ele é aquele jogador que quebra o ritmo do jogo. Ele alterna o ritmo, com assistências, com jogadas velozes em direção ao campo. Ele veio e está fazendo aquilo que precisávamos.

Do time titular, quem evoluiu mais neste semestre?
Tecnicamente, o atleta que mais evoluiu foi o Nilmar. Ele melhorou terrivelmente. É mortal quando vem em velocidade. Mas o time todo vem bem. O D’Alessandro está muito bem. O Magrão também. O Guiñazu também vem mantendo um alto nível.

Esse nível é suficiente para bater o Estudiantes?
A equipe toda está evoluindo. Acho que, se o time repetir o padrão atual e daí para cima, temos grandes chances de sermos campeões. Trata-se de uma final equilibrada.

Em função da Copa Sul-Americana, o Internacional está usando a equipe reserva. O que se tira de bom destes jogos?
Com a mobilização do clube em torno da Sul-Americana, o Campeonato Brasileiro deixou de ser prioridade. Mas estas partidas têm sido boas para dar oportunidade a jogadores como o Andrezinho e o Taison. Isso os ajudou na hora de entrar na equipe durante a Sul-Americana para substituir D’Alessandro ou Alex.

O time vai completo para o jogo desta quarta-feira. Qual a importância da volta do Alex?
Ele é muito importante. Se não for o melhor, é um dos melhores da equipe. Vou contar uma coisa: pedi muito para que ele não fosse para a seleção brasileira jogar o amistoso contra Portugal. Se ainda fosse um jogo oficial. Para quê tirar um dos principais, senão o principal jogador do Inter na partida de volta contra o Chivas?

A Sul-Americana é prêmio de consolação, já que o Internacional ficou fora da briga pelo título brasileiro e pela vaga da Libertadores?
Olha, está ameaçando dessa edição da Sul-Americana valer uma vaga na Libertadores. É que se diz nos bastidores. Agora, acho que este é um torneio internacional que só perde em importância para a Libertadores. Na Europa, a Liga dos Campeões é o torneio mais importante, mas a Copa da Uefa é tratada com importância também.

(Foto: EFE)

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Palmeiras segue exemplo de São Paulo e mantém base

borges_luciano às 15:16

Por Luciano Borges

Apesar de ter deixado no ar que pode sair do Palmeiras “se não se sentir feliz”, o técnico Vanderlei Luxemburgo discute com a diretoria do clube o que fazer com o time em 2009. E ele deu a pista. Vai seguir o exemplo de São Paulo e Internacional para manter uma base duas temporadas seguidas.

A idéia foi discutida em uma reunião na semana passada, na Academia de Futebol. Durante mais de três horas, o vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo, o gerente de futebol Toninho Cecílio e integrantes da comissão técnica discutiram com Luxa o futuro da equipe que ainda briga por uma vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem.

“Foi uma conversa muito produtiva”, avaliou Cipullo. O dirigente conta com a vinda de reforços como os atacantes Keirrison (20 anos, Coritiba) e Marquinhos (19 anos, Vitória), além do meia alagoano Cleiton Xavier (25 anos, Figueirense) que virão pela parceria com a Traffic.

A partir do dia 7 de dezembro, o clube tenta renovar os contratos de Martinez (volante), Élder Granja (lateral direito), Leandro (lateral esquerdo), Léo Lima (volante / meia) e Alex Mineiro (artilheiro do time).

O empresário Giuseppe Dioguardi, representante do atacante Kléber, já negocia com o Dínamo de Kiev uma nova extensão do empréstimo ou a venda dos direitos do jogador para o Palmeiras. “Ele deve viajar para a Ucrânia nos próximos dias”, disse o vice-presidente alviverde.

Kleber e Martinez são dois nomes que não saem do noticiário do Corinthians. Eles teriam sido sondados pelo campeão da Série B do Campeonato Brasileiro, mas negam esta informação. Até para os dirigentes. “Só se ele mentiu, porque conversei com o Martinez esta semana e ele me disse que não havia nada”, disse Luxemburgo.

A permanência desses atletas, todos titulares, faz parte do planejamento feito até 2010. “Vamos manter uma base. O clube deixaria assim de ser uma ‘barriga de aluguel’ onde você vê o jogador atuar uma temporada e ir embora”, disse o técnico.

O que São Paulo e Internacional têm para ensinar? Segundo Luxemburgo, os dois clubes utilizam uma base formada por atletas acima de 27 anos, alguns com passagens por outros países, com disposição para ficar no Brasil por duas, até três temporadas. “O jogador se identifica com o clube, com a torcida, e com isso ajuda a formar uma base que é acrescida de reforços”.

Luxa cita como exemplo atletas como o zagueiro André Dias e o armador Jorge Wagner, ambos do São Paulo, e satisfeitos onde estão. “O São Paulo vendeu o Breno para a Alemanha porque sabe que tem essa base que não enfraquece”, avalia.

Com os atletas de “27, 28 e até 30 anos” seguindo juntos, fica – na visão do treinador palmeirense – mais fácil absorver novos contratados e eles mostrarem qualidade em prazo menor.

O próprio Cipullo lembra que, em 2008, alguns reservas tiveram pouco tempo para se adaptarem. “É preciso calma para que eles tenham esta adaptação ao grande clube”, afirmou.

O dirigente e Luxa acham que jogadores como os meias Evandro e Maicosuel, e atacantes como Jorge Preá e Lenny, podem melhorar em 2009. “Achei que o Evandro já foi muito bem contra o Ipatinga”, avaliou Cipullo.

A formação do elenco para a próxima temporada terá que esperar o final do Campeonato Brasileiro. Até lá, o time disputa dois jogos. O próximo adversário é o Vitória, na Bahia. “Este é o jogo que define a classificação para a Libertadores”, diz Cipullo.

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21 de novembro de 2008

Aviso do Mano: Corinthians terá vida dura em 2009

borges_luciano às 11:59

Por Luciano Borges

Acostumada a ver seu time entrar em campo como favorito, sempre com postura de equipe a ser batida”, a torcida do Corinthians vai encontrar outra realidade no ano que vem. O técnico Mano Menezes disse, nesta sexta-feira, que a volta à Série A provoca mudanças na proposta de jogo do campeão da Série B.

Segundo ele, o Corinthians terá pela frente “adversários que podem ter um pouco mais de qualificação” que sua equipe. Neste caso –quando encontrar um oponente mais forte – Mano fala em “mudar a estratégia de jogo”.

Não se trata de falta de confiança nos atletas que tem em mãos. “O grupo que formamos na Série B já tem uma cara de Série A”. Depois de garantir – em entrevista coletiva - que vai renovar contrato com o clube, o técnico deu pistas das condições que impôs e a diretoria aceitou.

A primeira delas é manter o maior número possível de titulares. “A idéia é segurar o grupo titular. Acredito que vai dar para continuarmos com a base titular da série B”, afirma o treinador.

Isso vale para Dentinho, que teria despertado o interesse de clubes europeus? “Temos conversado sobre a importância de mantermos alguns atletas, como o Dentinho, para que ganhe mais experiência, mais qualidade.”

Outra condição é a de investir em reforços. Falta dinheiro? “O Corinthians tem dinheiro para montar uma equipe competitiva em 2009”, garante Mano, baseado no que conversou com os dirigentes.

Ele só não fala em nomes de atletas que interessam e foram sugeridos para reforçarem o time na próxima temporada. O presidente Andrés Sanchez disse, na TV Gazeta, que o Corinthians conversa com o volante Túlio, do Botafogo. Sobre o interesse no volante Martinez (Palmeiras) e Tcheco (Grêmio), o dirigente se saiu com esta resposta: “Não sei nem se estamos tratando com eles. Estou fora das conversações. Eu”, disse dando um sorriso.

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20 de novembro de 2008

Real Madrid avisa que quer Nilmar no ano que vem

borges_luciano às 16:08

 

Por Luciano Borges

O Real Madrid quer Nilmar. O clube espanhol já informou ao Internacional de Porto Alegre e ao representante do jogador que vai fazer uma oferta para tê-lo a partir da janela de janeiro. O próprio atleta desconversa. “O que eu sei é que saiu em alguns jornais daqui e da Espanha”, disse ao Blog do Boleiro.

No meio deste ano, a equipe italiana do Palermo chegou a oferecer US$ 15 milhões por Nilmar. O Internacional rejeitou a proposta. Pretendia manter o jogador para disputar a Libertadores em 2009. De lá para cá, o Zaragoza (Espanha) e Cska (Rússia) mostraram interesse.

Na semana passada, Orlando da Hora, empresário do atacante, ouviu representantes de um time do Catar. “Disse que não era a hora de discutir essas coisas. O Internacional está num momento de decisão e isso poderia atrapalhar”, disse.

É provável que o Internacional negocie um de seus jogadores considerados “top de linha”: Nilmar ou Alex. Assim poderia fazer caixa para 2009, uma vez que o time ficou fora da disputa da Copa Libertadores da América.

Finalista da Copa Sul-Americana, o atacante Nilmar anda meio inconformado.

Sabe com quê? “A gente tinha time para disputar o título do Campeonato Brasileiro ou pelo menos garantir vaga na Libertadores, que era o que o clube queria para o ano do centenário.”

O atleta do Internacional/RS conversou com o Blog do Boleiro por telefone, no início da tarde desta quinta-feira, dia seguinte da vitória sobre o Chivas (Méx) por 4 a 0. Nilmar marcou dois gols e o argentino D’Alessandro completou a goleada.

A equipe gaúcha ocupa o 7º lugar no Brasileiro e o técnico Tite vem utilizando os reservas desde a partida contra o Atlético Mineiro, no final de outubro. A diretoria decidiu investir na Copa Sul-Americana, torneio que nunca tinha visto um clube brasileiro na final.

O título do torneio continental servirá também para dar argumento ao torcedor colorado que, nos últimos tempos, tem assistido o arqui-rival Grêmio brigar pelo título nacional. “Aqui, isso é importante”, disse Nilmar.

A seguir a conversa com Nilmar, que fala da maneira como está jogando no Internacional e admite que prefere enfrentart o Argentinos Juniors na decisão da Sul-Americana.

Blog do Boleiro – Para quem você vai torcer esta noite: Estudiantes ou Argentinos Juniors?
Nilmar –
Argentinos Juniors. Pelo que vi nos jogos dos dois times, o Estudiantes tem um time melhor. Mas vai ser final e aí não muda muito de um adversário para outro. E já que chegamos até aqui, temos que ganhar este título.

É bom terminar o ano disputando título.
É sempre bom. O time encaixou agora, todo mundo está jogando o que sabe. Pena que encaixamos na hora errada.

Como assim?
Estou falando do Campeonato Brasileiro. A gente poderia ter ido mais longe. Se tivéssemos vencido três ou quatro partidas que perdemos de bobeira, a gente estaria no mínimo na Libertadores. Esse era o objetivo do clube, para comemorar no ano do centenário (2009).

Você sente que o Internacional tinha time para brigar com São Paulo e Grêmio?
Nós temos time para isso. Todo mundo aqui no Inter vê isso e lamenta. E nem é o caso de ter time melhor ou pior. Está tudo muito nivelado no Brasileiro. Nenhuma equipe se destacou. Você viu o Cruzeiro? Perdeu para o Náutico daquele jeito (5 a 2, em Recife).

Pessoalmente, você voltou a jogar do jeito que gosta?
Jogo sozinho ali na frente. No Inter, a dupla de ataque sou eu e o Alex, mas ele é mais meia e volta para buscar a bola. Então recebo muita bola enfiada. A maioria dos gols que fiz (quatro na Copa Sul-Americana e 14 no Brasileiro) foi desse jeito, na correria.

Até algumas assistências.
Isso mesmo. Na maioria das vezes eu recebo a bola enfiada e tento completar a jogada. É diferente de jogar com outro atacante, como foi no Corinthians, com o Tevez. Aí você se desloca, troca posição, busca tabela.

Você aprendeu alguma coisa jogando com o Tevez (Manchester United)?

Ele é um cara tipo brigador demais. Se ele perde uma bola, vai atrás. Não desiste dos lances. No Brasil, a marcação é mais relaxada, sobra um pouco mais de espaço.

Você joga agora com dois argentinos, o Guiñazu e D’Alessandro. Que tal?
Ah, o Guiñazu é um doente. Ele corre demais. Eu sou veloz, mas ele corre sem parar. Não cansa. Está em toda parte. O D’Alessandro é muito bom, habilidoso, grande jogador. Mas a defesa do Internacional também é muito boa. O Índio joga pra caramba.

O Real Madrid procurou você?
O que eu sei, saiu nos jornais daqui e da Espanha. O Orlando não falou no Real. Falou em outras equipes, mas nada concreto.

Você tem contrato por quanto tempo?
Tenho mais três anos de contrato.

Você vai sair no final da temporada?
Não sei. Estou bem aqui. Acho que o Internacional deve negociar um de nós para fazer dinheiro. Talvez o Alex. Talvez eu.

Que tal jogar no Real Madrid?
É um grande clube. Quem não gostaria de jogar lá?

Foto: AP

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19 de novembro de 2008

Depois de mês ruim, Hernanes sonha com prêmio

borges_luciano às 16:50

Por Luciano Borges

O volante Hernanes é candidato ao prêmio de melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Talvez seja o mais forte concorrente, agora que o São Paulo lidera o torneio e pode ser tricampeão.

O atleta sabe disso e espera ganhar. “Seria um prêmio legal para coroar um ano de trabalho que começou bem, não ia tão bem assim e agora voltou tudo ao normal”, disse. A parte “baixa” de 2008 aconteceu, segundo Hernanes, em setembro.

Ele tinha acabado de retornar dos Jogos Olímpicos de Pequim, onde foi titular da seleção brasileira que voltou com a medalha de bronze. Hernanes permaneceu no time de Dunga para dois jogos das eliminatórias (Chile e Colômbia). Não jogou. Retornou ao time de Muricy Ramalho e teve desempenho mediano.

“Depois, com a sequência de jogos, peguei ritmo de novo. Como jogamos futebol de alto nível em todas as partidas, você precisa estar afiado”, disse ao Blog do Boleiro ao deixar o estádio do Morumbi depois de uma cerimônia oficial do clube.

A bordo do Uno Mille, quatro portas, modelo esporte que tem as janelas protegidas por uma película escura, o volante Hernanes mostrou prudência para falar sobre seu futuro.

Ele até brincou com as notícias que vem lendo, assistindo e ouvindo: “Pelo jeito, vou viajar o mundo no ano que vem”. Hernanes garante que não toma conhecimento do que ocorre ao seu redor. “A diretoria do São Paulo tem que ser procurada primeiro. O que ela resolver, vai acontecer”.

No primeiro semestre deste ano, o volante do São Paulo frequentou as manchetes como novo atleta do Barcelona (Espanha) e do Milan (Itália). Nenhuma das duas equipes, no entanto, oficializou proposta pelo atleta. E nem ofereceu os 25 milhões de euros da multa contratual. O tricolor paulista detém 20 por cento dos direitos federativos.

A atual temporada nem acabou e Hernanes já virou notícia outra vez. Agora, novos clubes estariam interessados. O atacante Vágner Love, do CSKA, confirmou o interesse do clube russo na contratação do jogador. O Real Madrid teria mandado um observador para vê-lo jogar contra o Internacional de Porto Alegre. E o Atlético de Madrid também estaria na briga.

O gerente de futebol tricolor, Marco Aurélio Cunha, acha que o volante pernambucano – que está no São Paulo desde os 16 anos – não vai topar atuar na Rússia. “Ele é um cara focado. Vai esperar por algo de um grande centro”, aposta o dirigente que também espera para ver como a crise econômica mundial vai afetar o interesse e poder de fogo dos clubes europeus.

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18 de novembro de 2008

Corinthians barra camisa roxa para punir parceiro

borges_luciano às 19:11

Por Luciano Borges

Um dos artigos mais vendidos em 2008, a camisa roxa do Corinthians só foi utilizada pelo time em três ocasiões na temporada: contra Fortaleza, Brasiliense e Bahia. O veto ao modelo - que passou da marca de 100 mil unidades adquiridas pelos torcedores – não foi obra da pressão da uniformizada Gaviões da Fiel. Ela partiu do presidente do clube. “Sei que eles não gostam, mas eu sou o presidente e eu decido”, garante.

Andrés Sanchez explica que sua decisão é baseada em um critério: grana. “Não ganhamos um tostão a mais com a venda deste modelo, o número três. Então também não vamos jogar com ele”, afirma o dirigente que não esconde o descontentamento com a Nike, fornecedora de material e patrocinadora.

Segundo explicou no programa Mesa Redonda Futebol e Debate, na TV Gazeta, Sanchez desconfia que o Corinthians deixa de faturar com os royalties extras da venda das camisas.

“O clube recebe algo em torno de 4,5 a 5,5 milhões por ano fixo. E tem direito a 20% de participação quando ultrapassa um número estabelecido de vendas. Só que ninguém recebe estes royalties”, afirmou o presidente corintiano.

A Nike, através de sua assessoriade imprensa, afirma que "tem como política não comentar sobre detalhes contratuais. Isso é resolvido entre as partes (clube e empresa)".

Nas três ocasiões em que o time vestiu roxo, havia um motivo que evitou o veto presidencial. Contra o Fortaleza, no Pacaembu, a razão era o lançamento do uniforme, número três, previsto em contrato.

Para o jogo diante do Brasiliense, o departamento de marketing do Corinthians bolou uma campanha onde faturou com o voto dos torcedores via telefone escolhendo qual uniforme eles queriam ver.

Na última vez em que vestiram roxo, os atletas do Corinthians evitaram o excesso de calor em Feira de Santana (BA). Para encarar o Bahia, eles teriam que jogar de preto, porque o mandante usaria uniforme branco.

Neste sábado, quando vai festejar o título da Série B, receber o troféu de campeão e armar a festa pela volta à Série A do Campeonato Brasileiro, o Corinthians entrará em campo no Pacaembu utilizando um quarto modelo. São camisas preenchidas com fotos de torcedores que pagaram mil reais na promoção “O Timão é Sua Cara”.

A camiseta com as fotografias foi confeccionada pela Nike, com quem o clube tem contrato até 2009. Durante os últimos 11 meses, os corintianos apelaram para outro fornecedor quando lançaram camisetas “mercadológicas” com o slogan “Nunca Vou te Abandonar” e mais recentemente “Eu voltei”. Elas foram feitas para custar barato em comparação com a camisa oficial.

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