Terra Magazine

31 de outubro de 2008

Novela global atiça brincadeira contra o São Paulo

borges_luciano às 16:45

Por Luciano Borges

Uma cena do capítulo de ontem da telenovela “A Favorita”, na Rede Globo, se tornou motivo para uma verdadeira corrente na internet. E-mails com o título “Até a Globo Admitiu” fornecem o link para o site YouTube onde três vídeos já estão no ar desde a madrugada de hoje.

A vítima das brincadeiras são os são-paulinos.

Na cena citada, os personagens Orlandinho (Iran Malfitano), Maria do Céu (Deborah Secco) e Halley (Cauã Reymmond) estão juntos. Ela está grávida de Halley que não assume a paternidade. Orlandinho, apaixonado por Halley, é marido de Maria do Céu.

O trecho que virou provocação começa quando Halley entrega a Maria do Céu um embrulho. “Trouxe um presente para o neném”, diz. Maria do Céu abre o pacote, vê uma roupinha com as cores e o escudo do Corinthians e comemora: “Oh Meu Deus! Ele vai ser corintiano”.

Quando Halley completa com “ele vai gritar desde pequeno: Coriiiin-thianns”, Orlandinho entra no meio dos dois e sai com a seguinte fala:
“Deixa esse bebê, primeiro nascer, deixa ele crescer e deixa ele escolher o time que vai querer. Porque eu acho que ele vai ser são-paulino”.

Logo depois da exibição da novela, duas rádios de São Paulo, que transmitiam o jogo entre Sport e Santos, já divulgaram a brincadeira do autor da novela, João Emanuel Carneiro.

“Certamente, o autor da novela é um gozador”, disse o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes. Ele foi procurado pelo Blog do Boleiro no início da tarde. Não sabia da cena de “A Favorita”. Riu quando ouviu a descrição. E saiu com um comentário correto: “O São Paulo é representado em todos os segmentos, inclusive nesse”.

O dirigente acha que o clube não deve protestar da brincadeira. “Nessa época, em fase final de Campeonato, vem pancada de tudo quanto é lado”, afirmou.

Para ele, o São Paulo já tem tarefa difícil pela frente, que é ganhar o título brasileiro nos últimas rodadas. João Paulo avalia que o tricolor e o Palmeiras são, dos cinco candidatos a campeão, as equipe com os jogos mais difíceis pela frente.

“Olhando a tabela, os times com situação mais privilegiada são o Grêmio e o Cruzeiro”, apontou. Lembrado da possibilidade do Internacional (RS) –adversário de domingo – jogar sem todos os titulares, João Paulo de Jesus Lopes defende que –agora – a partida no Morumbi será mais difícil: “Quem joga quer mostrar futebol. Vem mais motivado ainda. Não podemos nos iludir com essa situação”.

Foto: Ivone Perez/TV Globo (Divulgação)

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30 de outubro de 2008

Brasileiro não é mais prioridade do Internacional

borges_luciano às 9:57

Por Luciano Borges

O diretor-executivo de futebol do Internacional (RS) avisa: a prioridade agora é a Copa Sul-Americana. “Temos nossas conveniências e a circunstância é essa: o Inter vai priorizar a Sul-Americana”, disse Newton Drummond ao Blog do Boleiro esta manhã, enquanto acompanhava o trabalho dos jogadores que ontem empataram com o Náutico em 1 a 1.

Esta posição reforça o temor das equipes que lutam pelo título brasileiro: os colorados devem enfrentar o São Paulo, no domingo, sem a formação titular. O time paulista é o segundo colocado, com o mesmo número de pontos do Grêmio (59), com uma vitória a menos.

No próximo dia 6, quinta-feira, o Internacional disputa a partida de volta contra o Boca Juniors. A partida será no estádio La Bombonera, em Buenos Aires. O clube distribuiu 500 ingressos para sócios que provaram ter bilhetes de viagem para a capaital argentina. E vai vender mais entradas até a semana que vem, ao custo de R$ 50 cada uma.

Nesta quinta-feira, o técnico Tite programou treino para quem não jogou contra o Náutico e trabalho de recuperação para quem participou da partida.

O meia Alex, que cumpriu suspensão automática, participou do treinamento junto com o lateral-esquerdo Gustavo Nery, voltando de contusão. O volante Magrão e o atacante Nilmar continuam na fisioterapia, mas também podem voltar.

A palavra final sobre a formação titular do time gaúcho no estádio do Morumbi, é do técnico Tite. “Não sei quem ele vai escalar. O que está claro é que, depois deste empate de ontem, ficou praticamente impossível entrar para o G4”, disse Chumbinho, como é conhecido Drummond.

Na semana passada, em Porto Alegre, os gremistas já falavam na possibilidade dos colorados não entrarem em campo com força máxima contra o São Paulo. Na teoria, essa decisão ajudaria o tricolor paulista na luta pelo título e atrapalharia o tricolor gaúcho.

Drummond garante que esta possibilidade não existe: “Não vamos entregar jogo nenhum. O time que o Tite colocar em campo vai jogar para ganhar”, afirmou. “Mas o Internacional sabe que a decisão para ele é na Bombonera”, lembrou.

Segundo a assessoria de imprensa do Inter, a rotina não será modificada em função da importância que o jogo contra o São Paulo tem para os outros quatro times que brigam pelo título (Grêmio, Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro). “Tite só vai falar amanhã (sexta-feira) e a lista de quem viaja sairá no sábado, depois do treino e antes do embarque para São Paulo”, explicou o assessor Nobrinho.

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29 de outubro de 2008

Taffarel: “não acho que fui um grande goleiro”

borges_luciano às 19:38

Por Luciano Borges

O goleiro Víctor, do Grêmio, é o melhor jogador de sua posição no Campeonato Brasileiro. A opinião é de Taffarel, ex-arqueiro do Internacional e da seleção brasileira. Ele esteve em São Paulo nesta última segunda-feira, para o lançamento da escola de goleiros do ex-jogador Zetti.

Segundo Taffarel, Víctor tem uma qualidade que é imbatível: “Ele é um goleiro muito seguro, tranquilo, que não faz defesas espetaculares. Só voa quando é preciso.” Além disso, o tetracampeão mundial gosta muito da maneira como o ex-jogador do Paulista se firmou na equipe gaúcha. “Ele ganhou a posição quando muita gente não apostava nele”.

Na noite desta quarta-feira, o Grêmio foi derrotado pelo Cruzeiro por 3 a 0. Victor não teve culpa nos gols e ainda realizou três defesas difíceis. O time gaúcho continua líder do Brasileiro, agora com a companhia do São Paulo.

Para o tetracampeão mundial, a “bola da vez” na seleção brasileira ainda é Júlio César, da Internazionale de Milão. “Ele vem crescendo bastante, tem boa experiência internacional e quase não erra”, disse lembrando que conversou com o titular do time de Dunga, ainda na Copa do Mundo de 2006. “Me encontrei com ele na Alemanha e disse que ele seria o próximo titular do time brasileiro”, conta.

O gaúcho Taffarel foi aplaudido por duas dezenas de ex-arqueiros que participaram da cerimônia. Ele ouviu discursos que o apontam como criador de uma escola na posição. E, no final da festa, comentava atônito: “Não sei o porquê dessas homenagens. Eu não acho que tenha sido um grande goleiro.”

Ao falar de sua história, ele diz que sua melhor virtude foi a “vontade de trabalhar”. Ele conta: “Quando tinha 18 anos, fui fazer um teste no Grêmio. Naquela época eu era goleiro, quer dizer jogava no gol na minha cidade. Nunca tinha feito um treino de fundamentos, nada. Cheguei lá e vi os caras que tinham uma base bem melhor do que a minha. No terceiro chute que levei, tive vontade de sair de lá correndo”.

Para explicar como, então, conseguiu uma chance no Internacional de Porto Alegre, Cláudio André Mergen Taffarel, fala em sorte. “Lá, o teste era apenas para defender chutes. Aí me saí bem”, afirma.

Durante 14 anos, ele acumulou feitos em seu currículo ainda não alcançados por outros atletas em sua posição. Jogou 101 partidas com a camisa do Brasil. Foi titular do selecionado em três Copas do Mundo (90, 94 e 98).

Conquistou o título mundial nos Estados Unidos. Quatro anos depois, classificou o Brasil para a decisão do Mundial, contra a França, defendendo pênaltis na semifinal diante da Holanda.

Ele viveu situação semelhante nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, quando levou o time brasileiro à disputa da medalha de ouro depois de ter se saido bem nas penalidades diante da Alemanha. Os brasileiros foram derrotados pela então União Soviética na última partida.

Com todos estes feitos, mais títulos em clubes europeus (Copa da Uefa de 2000 pelo Galatasaray, da Turquia) e brasileiros, Taffarel jura que teve sorte na vida. “E acho que muita calma. Esta também é uma qualidade que sempre tive”.

(Foto: Reprodução)

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28 de outubro de 2008

Palmeiras: Luxa evita intervenção da diretoria

borges_luciano às 19:16

Por Luciano Borges

O vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo, garante que o time do técnico Vanderlei Luxemburgo não está dividido. “O elenco está bem unido e vai dar a volta por cima”. Esta foi a conclusão tirada pelo dirigente depois de uma conversa com o treinador na noite desta segunda-feira.

Cipullo queria saber se o treinador achava necessária uma intervenção da diretoria. “Ele disse que entendia que não era necessário, porque está todo mundo muito focado no grupo”, disse ao Blog do Boleiro.

Perguntado sobre a saia justa entre o goleiro Marcos (que criticou a postura do time contra o Fluminense) e o meia Diego Souza (afirmando que “essas coisas se falam dentro do grupo”), o vice avaliou que o episódio “não indica racha nenhum”.

O Palmeiras vive um momento delicado.

O time não vence no Campeonato Brasileiro há três rodadas (empates com Figueirense e São Paulo, além de derrota para o Fluminense) e deixou o grupo dos times classificados para a próxima Libertadores. Está em 5º lugar com 55 pontos, quatro a menos do líder Grêmio.

Na semana passada, a equipe reserva foi batida pelo Argentinos Juniors no jogo de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana (0 x 1).

Para piorar, a derrota para o Flu no sábado aconteceu na mesma hora em que o Corinthians definia a volta para a Série A do Brasileiro. Resultado: na manhã de domingo, o muro das bilheterias do estádio Palestra Itália, na Rua Turiassu, foi pichado com tinta prateada. A frase, apagada por uma funcionária às 10h00, era: “Time de Vagabundos”.

Cipullo nem sabia da pichação. Mas admite que vive “um momento importante, com muita gente dizendo que o palmeiras já caiu fora até da Libertadores”.

Perguntado se este é um daqueles momentos que serão lembrados no futuro como sendo aquele que definiu a campanha pelo título ou o fracasso no Brasileirão, o dirigente respondeu: “Acho que este é o momento em que o Palmeiras ganhou o campeonato”.

No sábado, Cipullo esteve no Maracanã acompanhando a derrota por 3 a 0 para o Fluminense. Ele concorda com Luxemburgo, que praticamente jogou a toalha no intervalo da partida. “Eu também achei que seria quase impossível virarmos o resultado. O time vinha bem no começo do jogo, mas depois de dois gols, parou. Por isso, foi bom ter pedido calma aos atletas para não desfalcar o time em jogos importantes que teremos”.

Nesta quarta-feira, o Palmeiras recebe o Goiás no estádio Palestra Itália.

DERROTA POLÍTICA

A semana começou com uma derrota política da atual situação do clube, que perdeu no Conselho Deliberativo a votação pela extensão do mandato do presidente Afonso Della Monica. Ele iria até novembro do ano que vem.

Agora, os advogados dos grupos de Della Monica e Seraphim Del Grande (do qual Gilberto Cipullo faz parte) estudam a viabilidade de colocar esta proposta em votação entre os sócios. A oposição liderada pelo ex-presidente Mustaphá Contursi diz que esta alternativa é ilegal.

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24 de outubro de 2008

Subir vale festa para ex-atletas do Corinthians

borges_luciano às 15:01

Por Luciano Borges

O Corinthians pode deixar a Série B e subir para a Série A já neste sábado. Basta vencer o Ceará, no Pacaembu, e torcer por um tropeço do Vila Nova diante da Ponte Preta (hoje, às 20h30) ou do Barueri contra o Paraná (amanhã, 16h00).

Os corintianos devem lotar o Pacaembu. Compraram ingressos com antecedência, esgotaram as arquibancadas na terça-feira passada. Mas não vão para o jogo como unanimidade. Afinal, voltar para a elite do futebol brasileiro é um feito que merece festa?

Depende do torcedor. Mauro Santos, corretor de seguros de 32 anos, vai ver a partida contra o Ceará de perto. Só não admite comemorar o que ele chama de “cumprir a obrigação”.

Ele está terminando uma missão que deu para si mesmo quando o time foi rebaixado depois do empate com o Grêmio, em Porto Alegre, no final do ano passado: “Eu disse que cairia junto com o Corinthians e voltaria para a Série A junto. Vi todos os jogos da Série B nos estádios. Mas não me peçam para fazer festa”.

O que Mauro diz pode ser resumido com uma imagem criada por Antonio Roque Citadini, presidente do Conselho de Orientação do clube e homem da oposição à gestão de Andrés Sanchez. “Fazer festa pela volta à Série A é como fazer festa para um primo que saiu da cadeia. A gente prepara o churrasco, compra a cerveja, comemora, mas não pode contar o motivo para os vizinhos”.

Citadini vai ao Pacaembu. Como ele, o publicitário Washington Olivetto também quer testemunhar o retorno. Quando o Corinthians caiu, ele saiu com a frase: “O Campeonato Brasileiro é que foi rebaixado”.

Embora ache que a campanha do time de Mano Menezes na 2ª Divisão foi “facinha, uma baba”, Olivetto reconhece que os corintianos têm motivos para celebrar. Mesmo quando a competição não oferece grande dificuldade: “O time não foi brilhante porque não precisou”.

O diretor de marketing corintiano, Luis Paulo Rosenberg, concorda com Olivetto – que recusou seu convite para ajudá-lo com idéias neste ano – sobre o grau de dificuldade do Corinthians na Série B. “Fizemos com sorriso e alegria o que outros times grandes fizeram c…… sangue”, comentou, lembrando como Grêmio, Portuguesa de Desportos e Palmeiras retornaram para a Série A.

Com ou sem festa, os corintianos ouvidos pelo Blog do Boleiro concordam em três coisas: 1) não querem ouvir falar de estrela na camisa para lembrar o possível título brasileiro da segundona; 2) a equipe precisará de reforços para disputar a 1ª Divisão em 2009 e 3) Mano Menezes é o técnico para a próxima temporada.

Os ex-jogadores Basílio, Biro-Biro e Ronaldo foram perguntados sobre estas questões quando participaram do lançamento do novo livro do jornalista Sérgio Groisman (“Meu Pequeno Corintiano”).

Eis o que pensam:

VOCÊ VAI COMEMORAR NESTE SÁBADO?

Basílio – “Após o jogo, se subirmos, tomarei aquela cervejinha bem gelada”

Ronaldo – “Eu não gosto desse negócio de ganhar a Série B. Ninguém aprende caindo. Até criancinha usa andador para aprender a caminhar. Não precisa levar tombo pra aprender. Mas eu sou brasileiro e não tenho medo de ser feliz. Vou comemorar.”

Biro-Biro – “Vou comemorar sim. Foi um ano que começou com muito sofrimento e essa volta – e também o título – merecem ser festejados. Eu quero ver o Corinthians campeão.”

SE TIVER PROCISSÃO DO PACAEMBU ATÉ O PARQUE SÃO JORGE, VOCÊ VAI JUNTO?

Basílio – “Daria muito bem para eu participar. É uma prova de amor ao clube. Se puder, vou estar junto com os torcedores nesta demonstração de paixão pelo Corinthians.”

Ronaldo – “Opa, já pode passar lá na cabine da Rede TV, me convidar que eu vou junto. E vou cantando o hino do Pacaembu até a sede do clube”.

Biro-Biro – “Acho essa idéia legal, mas vou para casa e comemorar quietinho. Sabe quando vou participar de uma procissão? Quando o Corinthians ganhar uma Libertadores. Aí vai valer.”

A SÉRIE B FOI FÁCIL?

Basílio – “De fato, não foi aquela dificuldade que se esperava. Mas o Corinthians trabalhou direito. O time foi montado, já temos uma boa base e um bom treinador.”

Ronaldo – “Houve um momento em que o time andou caindo de produção. Mas o futebol voltou. Quando o Mano Menezes cisma de soltar o time um pouco, não é que o time acaba jogando mais? Agora, de fato, a gente não sofreu muito para subir. Ainda bem.”

Biro-Biro – “O Corinthians se impôs na Série B. Foi um bom trabalho e o torcedor até que se divertiu. No final das contas, a Série B foi legal. Um troço diferente, com jogos nos sábados e nas terças-feiras. Mas para subir e ser campeão, o time precisou jogar. Não foi tão mole assim não.”

O CORINTHIANS EM 2009

Basílio – “O time precisa melhorar, com mais alguns jogadores de qualidade. Já temos uma base formada com essa equipe, mas as exigências da Série A do Brasileiro são maiores. Mas a diretoria precisa renovar com o técnico Mano Menezes. Ele foi a melhor contratação do ano”.

Ronaldo – “O Corinthians precisa contratar um centroavante, um cara com presença na área que faça gols. O resto está mais ou menos arrumado. Os laterais esquerdos são conta. Gosto do Wellington Saci e do André Santos. A zaga está aprovada. Na lateral-direita ainda falta alguém para chegar e resolver. O meio de campo, com a volta do Fabinho, vai estar forte. E o goleiro, Felipe, nem precisa dizer nada. O cara é bom”.

Biro-Biro – “Vão ser necessárias umas quatro ou cinco contratações. O trabalho que vem sendo feito é muito bom, mas é preciso trazer alguns atletas experientes para mesclar com a molecada”.

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23 de outubro de 2008

Corinthians: vídeo da volta será dedicado à Fiel

borges_luciano às 17:10

Por Luciano Borges

Assim que o time do Corinthians garantir – matematicamente - o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro, o site oficial do clube vai exibir um vídeo com um minuto de duração para comemorar o feito. Mas os principais personagens do spot publicitário não são os jogadores, e sim os torcedores.

Segundo o diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg, a opção pelos “fiéis corintianos” é lógica. “Foram eles que levaram este time à frente. Eu sempre digo que o marketing nada mais fez do que pegar carona na marca Corinthians”, disse ao Blog do Boleiro.

Ainda não está decidido se este filme será veiculado em emissoras de televisão dentro da faixa comercial. Mas serão distribuídas cópias para programas esportivos.

Além disso, o grupo de criação formado por publicitários alvinegros elaborou uma nova camiseta para lembrar o retorno à primeira divisão. Ela será confeccionada pela mesma fábrica que vem fazendo os modelos “populares”, que custam em torno de R$ 50,00. “A Nike também deve lançar uma camiseta e com custo parecido, acessível”, afirmou Rosenberg.

Neste sábado, quando o Corinthians enfrenta o Ceará no Pacaembu, o clube inaugura sete mini-lojas que, junto com quatro vendedores ambulantes, vão vender artigos oficiais, como bonés, chaveiros, cachecóis e camisetas promocionais.

Alguns modelos, como o “Não para, não para, não para”, está mais barato: R$ 21,90. Afinal, a mobilização para sair da Série B está chegando ao fim.

No dia 22, quando o Corinthians enfrenta o Avaí, o time entra em campo usando as camisas da promoção “O Timão É Sua Cara”. Quem pagou R$ 1 mil para ter sua foto estampada no uniforme de jogo, vai receber a réplica com o padrinho escolhido.

Até a tarde desta quinta-feira, os ex-atletas Zé Maria, Vladimir, Biro-Biro, Rincón, Ronaldo e Basílio eram os ídolos mais procurados. No caso deles, ainda sobram vagas para fotos de torcedores na parte frontal das camisetas e poucas nas costas. Neto, Marcelinho Carioca, Tevez e Rivellino têm ainda mais espaço para serem preenchidos.

A homenagem do Corinthians aos torcedores é quase um agradecimento aos clientes. Afinal, o clube promoveu várias ações de marketing para arrecadar dinheiro contando com a adesão dos corintianos.

A primeira foi a confecção da camiseta “Nunca Vou Te Abandonar”.
Depois, veio o uniforme número 3, de cor roxa. Ele foi rejeitado pela Gaviões da Fiel, maior uniformizada do time, mas caiu no gosto dos corintianos “desorganizados”.

Das idéias de adesão, uma não deu certo: “Eu sou mano do Mano”, uma referência ao técnico do Corinthians que é considerado pela diretoria como o melhor investimento feito em 2008

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22 de outubro de 2008

Renê Simões estuda Palmeiras e tem “tudo mapeado”

borges_luciano às 14:31

Por Luciano Borges

Renê Simões já tem em mãos o vídeo com a edição de lances e imagens que mostram como o Palmeiras joga. “Já temos tudo mapeado”, disse o técnico do Fluminense ao Blog do Boleiro. O resultado deste estudo será mostrado e discutido com os jogadores na concentração que começa nesta sexta-feira.

O treinador queria colocar o time num hotel um dia antes. Mas um congresso de agentes de viagem atrapalhou seu projeto. “Seria um dia a mais com alimentação correta, repouso, com uma reunião e um filme”, explicou Simões.

A idéia era exibir o longa-metragem “Duelo de Titãs”, com o ator Denzel Washington, que conta a história –baseada em fatos reais - de um treinador negro escolhido para dirigir uma equipe de futebol americano no início dos anos 60. Ele teve como tarefa integrar atletas brancos e afro-americanos.

No lugar do longa-metragem motivacional, entra a análise do vídeo editado sobre o Palmeiras. A mensagem para a primeira partida em casa sob o comando de Renê? “Estamos encarando como o jogo das nossas vidas”.

Uma pista para o que os atletas vão ouvir: Renê não esquece o que viu no jogo entre Figueirense e Palmeiras, que terminou empatado sem gols em Florianópolis. “Os palmeirenses disseram que jogaram contra 15 adversários”, disse referindo-se ao esforço dos catarinenses.

Na verdade, desde que foi apresentado em 3 de outubro, Renê tem dito que cada confronto do Flu na reta final do Brasileiro será uma decisão. Até aqui, o time respondeu a este apelo com uma vitória sobre o Atlético Paranaense (3 a 1) e um empate com o Vitória (2 a 2). Nas duas partidas, o clube carioca foi visitante.

“Mas digo que vencemos o Vitória, porque o juiz (Leandro Pedro Vuaden) nos prejudicou no final”, fala o técnico referindo-se a um pênalti não marcado em favor do Fluminense.

TIME E ESQUEMA

Renê trabalha bastante com o lado motivacional dos atletas. Mas não gosta de ser lembrado dessa maneira. Ele se considera um treinador de campo. “O que este time está fazendo em campo é resultado dos treinamentos no dia a dia”, reforça.

Os jogadores do Fluminense têm participação direta na definição do esquema tático. Eles foram consultados nos primeiros encontros com Simões. “Pedi que dissessem como gostariam de jogar, que lembrassem qual foi o esquema onde renderam mais”, conta.

Depois, para definir os titulares, o técnico analisou as escalações deste ano e optou pelos atletas que mais jogaram. Com isso, a defesa passou a ser a mais utilizada, com exceção de Carlinhos e Eduardo Ratinho que disputam vaga na lateral-direita, que era ocupada por Gabriel.

O quarteto de meio-campo se fixou com Fabinho, Romeu, Arouca e Conca. Na frente, a dupla Ewerton Santos e Washington começou as duas partidas sob nova direção.

O esquema tático? “4-4-2, com pegada para recuperar a bola e saber manter a posse de bola para esperar o ataque mais certeiro”, explicou Simões. Ele diz que esta é uma formação da escola do futebol brasileiro.

E conta o que viu na televisão nesta semana: “Assisti uma entrevista com o Felipe (Luiz Felipe Scolari), na BBC de Londres, e ele falou –em ótimo inglês – que levou ao Chelsea a filosofia do futebol brasileiro que é manter a posse de bola. Está funcionando”, disse.

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21 de outubro de 2008

Cineasta alemão se identifica com saga corintiana

borges_luciano às 12:39

Por Luciano Borges

O cineasta alemão Wim Wenders, uma das atrações da 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, conheceu de perto uma demonstração de “corintianismo”.

Na noite desta segunda-feira, ele passeou pela Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, no momento em que o jornalista Serginho Groisman lançava o livro “Meu Pequeno Corintiano”. Do outro lado do andar superior, Wenders observava com os braços na grade a fila de torcedores que queriam um autógrafo do autor.

Ele tem uma coisa em comum com os corintianos da fila: também torce para um time que quer voltar à 1ª Divisão, só que na Alemanha. Wenders nasceu em Dusseldorf e sofre pelo Fortuna, clube fundado em 1895, que há quase duas décadas tenta voltar à Bundesliga. O único título alemão foi conquistado em 1933, uma fila de 75 anos.

Na filmografia do cineasta, o futebol entra em “O Medo do Goleiro na Hora do Pênalti” (1972). O roteiro, escrito pelo autor do livro, o austríaco Peter Handke, conta a história de um goleiro que é expulso de um jogo por entrada violenta, sai do estádio, conhece uma caixa de cinema e a mata na madrugada.

Localizado pelo Blog do Boleiro, ele se mostrou curioso com o que acontecia ali ao lado. E mostrou que conhece futebol, é fanático pelo Fortuna Dusseldorf, mas não é tão fiel assim. Nas horas vagas, ele apóia o Werder Bremen, time de Diego.

Blog do Boleiro – O senhor sabe o que está acontecendo ali?
Wim Wenders –
Não. Parece um lançamento de livro. Eu estava aqui passando uns minutos e olhando livros.

É o lançamento do livro de um jornalista brasileiro que fala sobre o Corinthians. Conhece o time Corinthians?
Não. Infelizmente não, A fila dos autógrafos está grande. É um clube conhecido?

O Corinthians tem a segunda maior torcida do Brasil e a primeira do estado de São Paulo. No ano passado caiu para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro e está subindo. Talvez até neste sábado.
Interessante. Sabe que meu time do coração na Alemanha é o Fortuna Dusseldorf. Ele está na terceira divisão da Bundesliga. Já foi um time forte. Na temporada passada estava na quarta divisão. Vivo sofrendo com ele.

Os torcedores do Corinthians cantam que são “maloqueiros e sofredores, graças a Deus”.
É? Interessante. Sou de Dusseldorf. Gosto do Fortuna por causa do meu pai. Mas, quando não torço por ele, eu torço pelo Bremen.

Werder Bremen, do Diego?
Isso. Acho o Diego o melhor jogador da Alemanha. Ele é terrivelmente bom. Só não entendo porque não joga igual nas partidas pela seleção do Brasil.

O senhor acha que a ascensão de time pode render um bom filme?
Sempre pode. Depende da história, do que acontece. Mas é uma história de redenção.

Em sua filmografia, você tem um longa que trata também de futebol.
Verdade. Fiz “O Medo do Goleiro Diante do Pênalti”. O autor do livro e do roteiro foi o Peter Handke… (interrompido por uma assessora da Mostra Internacional de Cinema) Bom, vou ter que ir embora agora. Foi um prazer conversar. Até mais.

Aos 63 anos, Wenders chegou ao Brasil como convidado e com carta branca para escolher 15 longa-metragens, que estão sendo exibidos na Mostra. O diretor é conhecido por filmes de ficção como “Paris, Texas”, “O Amigo Americano”, “Asas do Desejo”, “ Sob o Céu de Lisboa”, “Estrela Solitária” e “Até o Fim do Mundo”.

Como documentarista, Wim Wenders se aproximou da música trabalhando com cubanos em “Buena Vista Social Club” e com a banda irlandesa U2.

Neste ano, Wenders disputou a Palma de Ouro do Festival de Cannes (França). Seu filme “Palermo Shooting” perdeu para o francês “Entre as Paredes”, de Laurent Cantet.

(Foto: Reuters)

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20 de outubro de 2008

Juiz: “Borges e Diego Souza trocaram pontapés”

borges_luciano às 13:36

Por Luciano Borges

Recado do juiz Sálvio Spínola Fagundes Filho para quem reclamou da expulsão de Borges (São Paulo) e Diego Souza (Palmeiras): “Vocês não viram o que eu vi. Eles trocaram pontapés”.

Nesta segunda-feira, ao falar com o Blog do Boleiro por telefone, o árbitro do clássico de domingo no Palestra Itália disse estar satisfeito com o que fez em campo. O jogo terminou empatado em 2 a 2, com três jogadores expulsos (Roque Junior recebeu o cartão vermelho no segundo tempo) e com críticas do técnico Vanderlei Luxemburgo.

O treinador palmeirense disse que Sálvio sentiu a pressão e que seu desempenho não vai ajudá-lo a ser escolhido pela FIFA para apitar no Mundial de 2010. Alguns atletas, como os atacantes Kléber (Palmeiras) e Dagoberto (São Paulo), reclamaram da falta de cartões para os zagueiros adversários.

Spínola, advogado e economista, garante: não se sentiu pressionado pelo São Paulo, cujo presidente Juvenal Juvêncio chegou a dizer que “não gosto deste sujeito”.

Blog do Boleiro – Você ficou sabendo das declarações do presidente do São Paulo?
Sálvio Spinola -
Soube no domingo de manhã, antes do jogo, porque dei uma entrevista para a Rádio Jovem Pan e eles me falaram.

Em véspera de jogos, você se desliga de jornais, rádios ou tevês?
Não. Levo vida normal. Só neste caso que fiquei sabendo mesmo pela rádio.

E se sentiu pressionado?
Nada. Acho que mostrei equilíbrio. Estou satisfeito com meu trabalho.

Você é candidato ao quadro de árbitros da Copa do Mundo de 2010. A FIFA acompanha seu trabalho?
Eles recebem os vídeos de todos os jogos que apito. Não só este, mas também outras partidas como Paraguai e Peru, e Náutico e Flamengo. Enfim, todos os jogos. Qual o problema? Estou tranqüilo.

Os jogadores reclamaram muito?
Foram reclamações de ambas as partes, mas o habitual de todos os jogos. Nada demais.

E as reclamações do Vanderlei Luxemburgo na beira do campo, depois da expulsão do Borges e do Diego Souza?
Eu transferi o trabalho para o quarto árbitro (José Henrique de Carvalho). Disse para ele que me avisasse se alguém extrapolasse na reclamação.

Depois do jogo, você foi a um programa de tevê com o zagueiro Roque Junior. Ele reclamou alguma coisa?
Não, pelo contrário. Me elogiou o tempo todo.

Este foi o melhor jogo que você apitou no Brasileiro?
Este foi um jogo que teve maior repercussão, mas tive outras boas atuações.

Estava falando do jogo em si.
Ah, o clássico foi muito bom. Outro que também foi muito bom foi o clássico entre Flamengo e Botafogo. Mas a partida terminou zero a zero, sem gols. Este acabou com quatro gols.

Na sua avaliação, você está na melhor fase da carreira?
Estou numa crescente. Tenho muita coisa para melhorar, como o posicionamento, melhor visualização, melhor sinalização.

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18 de outubro de 2008

Copa 2010: FIFA vende 320 mil ingressos populares

borges_luciano às 15:34

Por Luciano Borges

A FIFA determinou que 320 mil ingressos, 10 por cento da oferta total para as partidas da Copa do Mundo de 2010, serão destinados às pessoas de baixo poder aquisitivo da África do Sul. Eles vão custar mais barato. O nome dessas entradas é Bilhete 4. E, dependendo do sucesso da idéia, ela deverá ser ampliada no Mundial de 2014 no Brasil.

A informação foi dada por Jaime Byrom, executivo da Match, empresa suíça contratada pela FIFA para cuidar da infra-estrutura de acomodação, transporte, venda de ingressos e dos contratos com as operadoras de turismo. A estimativa da FIFA é de definir o preço 40% mais barato do que os bilhetes 3, normalmente os mais acessíveis.

Segundo o empresário, 120 mil bilhetes tipo 4 serão vendidos em postos locais, seguindo critérios definidos com o comitê organizador da Copa. “Os outros 200 mil serão colocados à venda pelos mecanismos normais”, disse Byron. Isso significa adquirir em postos de venda e pelo site da FIFA.

A entidade quer evitar que os ingressos populares caiam nas mãos de cambistas. A FIFA contratou a Match para que pudesse intervir na venda de bilhetes. A intenção é acumular o grosso da oferta de ingressos nas empresas operadoras de turismo escolhidas em vários países. No Brasil, foram seis indicadas. “Comprar os pacotes de turismo é uma garantia de ter ingresso no preço justo, sem risco de fraudes”, falou.

A cota destinada à venda pelo site www.fifa.com será bem menor. “Quem não quiser comprar os pacotes das operadoras, pode tentar diretamente pela internet. Mas será muito mais difícil conseguir o ingresso”, afirmou.

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