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30 de setembro de 2008

Na Liga, Betão deixa de ser “Betão do Corinthians”

borges_luciano às 11:52

 

Por Luciano Borges

Betão não é mais o “Betão do Corinthians”. O jogador formado na base e atleta do clube por quase sete anos, é titular do Dínamo de Kiev que, nesta terça-feira, enfrenta o Fenerbahce no Sükrü Saraçoglu Stadium, em Istambul. Ele é o único titular que não foi substituído em todas as partidas que disputou até aqui na temporada (15).

O zagueiro, que vem atuando como lateral-direito, conta para o Blog do Boleiro que os ucranianos apenas perguntam sobre a passagem pelo Santos, no primeiro semestre desse ano.

E pede até que a imprensa brasileira mude a maneira de tratar os boleiros, relacionando o nome deles com a primeira equipe onde começaram. “O jogador atua bem em outros clubes, mas insistem em lembrar somente onde ele começou”, afirmou.

Na casa nova, em Kiev, Betão anda impressionado com o futebol ucraniano e a estrutura do novo clube. Ele mora com a mulher, Priscila, e um primo, Caio.

A conversa com o novo lateral do Dínamo foi por telefone. Betão estava animado com a estréia do time – líder do campeonato ucraniano – na Liga dos Campeões, quando empatou com o Arsenal em 1 a 1, depois de estar na frente até quase o final do confronto.

Blog do Boleiro – É verdade que você acompanhou o sorteio dos grupos da Liga dos Campeões com bloco na mão?
Betão –
Acompanhei sim. Estava ansioso, apreensivo. É minha primeira Liga. Quando via os jogos da Liga, sempre achei que era tudo muito charmoso e elegante. E, saber disso tudo fez com que eu anotasse os grupos num bloco de papel.

E o grupo do Dínamo acabou sendo um dos mais difíceis, com o Arsenal, Porto e Fenerbahce.
É engraçado, não é? Nosso objetivo inicial era chegar em terceiro na chave para garantir vaga na UEFA no ano que vem. Mas depois da boa partida que fizemos contra o Arsenal, a visão do pessoal mudou.

Qual o objetivo agora?
A gente viu que dá para aspirar algo mais. Nós deixamos escapar a vitória sobre o Arsenal no final do jogo. Dominamos boa parte da partida. Até porque eles não saíram em cima.

No primeiro tempo, você jogou mais como lateral ofensivo?
Acabei indo pra frente mesmo. O Arsenal começou o jogo de forma defensiva, lá atrás. Fui mesmo.

E o Fenerbahce?
Vai ser uma pedreira. O jogo é fora. Eles devem sair em cima. Perderam o primeiro jogo para o Porto (3 a 1) e precisam se recuperar.

Pelo jeito, você vai precisar de uma meia hora para a resenha antes do jogo.
(risos) Verdade, verdade. Eu estava fazendo as contas. Lá estão o Alex, Deivid, Edu Dracena, Aurélio, Roberto Carlos e até o Diego Lugano, que é uruguaio, mas jogou no Brasil. Ah, e tem o Maldonado também… Antes da partida, vou cumprimentar um monte de gente. Mas não daí dar tempo de resenhar muito não.

Você acha que o Fenerbahce ainda joga com estilo brasileiro?
Acho. O técnico deles (o espanhol Luis Aragonés) está chegando agora e ainda deve haver a influência da passagem do Zico por lá. Mas o próprio Aragonês gosta de jogo com posse de bola, troca de passes. É parecido com o estilo do Brasil.

O técnico do Dínamo (Yuri Semin) pergunta para você sobre os brasileiros que são adversários?
Pergunta, mas é sempre de jogo a jogo. Agora, rapaz, o que tem de brasileiro aqui na Ucrânia… Tem brasileiro pra caramba! Cada time tem um perdido. E a maioria, quase todos, eu nunca tinha visto.

Por exemplo?
No Metalist tem um atacante, o Coelho (22 anos, começou no América-MG em 2002 e jogou na Alemanha e Holanda), que jogou no Flamengo, mas não lembrei dele. No Arsenal, aqui de Kiev, tem três atletas novos para mim: o Alan (20 anos, começou no Matsubara-PR e está na Ucrânia há três temporadas), o Josemar Paraíba (27 anos, jogou no Fluminense e no futebol alemão) e um menino do Vasco, o Júnior.

Você tem acompanhado o futebol brasileiro?
Tenho. Assisto os canais internacionais da Globo e da Record. Acompanho o Campeonato Brasileiro. Mas estou aqui só há três meses. Nem deu para sentir saudade ainda. Sinto falta da família, dos amigos, algumas comidas e só.

Tem falado com o pessoal do Santos?
Tenho sim. Há uns dias, conversei com o Molina, com quem tenho uma amizade boa. Acho que o Santos não cai, não. Saiu da zona de rebaixamento no tempo oportuno.

Tem acompanhado o Corinthians?
Tenho sim. O Corinthians já está na Série A do ano que vem. Se não garantiu matematicamente, já pôs os dois pés lá. Espero agora que cada um assuma sua parcela de responsabilidade do que ocorreu no ano passado e aprenda a lição para não cometer de novo os mesmos erros.

Você se refere a quem?
A todos: dirigentes, jogadores, pessoal que está lá e que participou da queda em 2007.

Você ainda é o Betão do Corinthians?
Aqui não. Aqui me relacionam e perguntam sempre do Santos. No Brasil ainda falam porque eu comecei no Corinthians e joguei lá muitos anos. Mas acho que este tipo de visão deveria acabar. No Brasil, a gente fica com a imagem ligada ao primeiro clube que jogamos. Mas a realidade atual é diferente. Ninguém fica falando que o Ronaldo Fenômeno é o Ronaldo do São Cristóvão. Ele não jogou bem apenas lá.

Você precisou “dobrar” a torcida do Santos, não?
Quando cheguei lá, disse logo na coletiva que eu sabia que vinha de um clube que é grande rival do Santos. Mas disse que estava lá para trabalhar pelo Santos e que não tinha nada a ver eu ter começado no Corinthians. Quando saí, acho que meu trabalho foi reconhecido.

O curioso é que o Santos lançou o “Betão lateral”.
Pois é. O Dínamo mandou uma pessoa me observar pensando em contratar um zagueiro. Aí ele me viu atuando na Vila Belmiro como lateral. Acho que eles devem ter consultado o Correa (volante, ex-Palmeiras, que está no Dínamo a três temporadas) e ele informou que eu sou zagueiro.

Mas foi o Leão que descobriu sua nova função?
Quando subi para o profissional do Corinthians, o Vanderlei Luxemburgo me colocou na lateral-esquerda numa partida contra o Internacional lá em Porto Alegre. Depois, em 2003, o Geninho me escalou na lateral-direita em duas partidas. Mas foi na Libertadores deste ano, com o Leão que eu fui adaptado lá.

E você vem jogando de lateral desde que chegou no Dínamo?
Não. Durante a pré-temporada na Áustria, em junho, o Semin me escalou como zagueiro-central. Mas já no segundo dos cinco amistosos, fui para a lateral. Só entrei no meio da defesa durante uma partida. Mas aqui o lateral quase não sobe para o ataque. Aqui, eles jogam com duas linhas de quatro e o ala fica bem fixo.

Está gostando de Kiev?
Muito. É uma cidade bonita, com um centro bonito, bons restaurantes. O melhor é que ainda não vi o frio que tantos falam. Cheguei aqui e levei 30 graus centígrados na cabeça. Agora esfriou um pouco, caiu para uns 10 graus. Mas os caras aqui dizem que o pior é em dezembro e janeiro. Mas neste período, a gente está de férias e na pré-temporada que é feita em lugar mais quente.

E o Dínamo?
Estou contente com tudo aqui. É outra realidade do futebol. O pessoal falava mal do futebol da Ucrânia, mas cheguei aqui e vi o contrário. Foi uma surpresa positiva. O Dínamo tem um CT com oito campos, tem campo coberto, uma estrutura muito boa.

Quais seus objetivos daqui para frente?
Primeiro, passar para a segunda fase da Liga dos Campeões. Depois, quero permanecer um longo período aqui na Ucrânia ou em outro país da Europa. Não tenho intenção de voltar para o futebol brasileiro. Quero fazer uma carreira na Europa.

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29 de setembro de 2008

Inter envia imagens para não ser punido pelo STJD

borges_luciano às 19:32

Por Luciano Borges

O Internacional de Porto Alegre vai enviar à Federação Gaúcha de Futebol, 10 Cds com as imagens captadas pelas câmeras que monitoram o estádio Beira-Rio.

O clube quer provar que ele e a torcida colorada não participaram do tumulto ocorrido no Gre-Nal deste domingo. "O Inter não pode ser penalizado por uma coisa de que não participou", disse o presidente Vitório Piffero. Ele espera que este material seja encaminhado à CBF.

As cenas gravadas serão entregues também para a Polícia Civil e a Brigada Militar de Porto Alegre. "Espero que assistam todo o material. Lá dá para ver o que aconteceu e punir os responsáveis", afirmou Piffero. O dirigente não tem dúvida de quem causou os distúrbios: "Os gremistas tumultuaram", falou ao Blog do Boleiro. 

Nesta segunda-feira, a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva recebeu Dvds com imagens da transmissão da partida pela televisão. Existe o risco de denúncia contra as duas equipes e até a interdição do Beira Rio.

O principal incidente aconteceu na segunda etapa, quando o Inter já vencia por 4 a 1 e torcedores do Grêmio derrubaram uma grade divisória da arquibancada, na tentativa de entrar em choque com os colorados. soldados do Batalhão de Choque da Brigada Militar, vindos do meio da torcida do Inter, contiveram os gremistas com o uso da força. 

No final da primeira etapa, depois da discussão entre o volante Edinho (Inter) e o meia Tcheco (Grêmio), houve invasão de campo por parte dos repórteres de rádio e televisão. O árbitro Evandro Rogério Roman pediu a intervenção dos brigadistas para retomar o jogo.

As duas equipes estão na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. O Grêmio é o segundo colocado, depois de passar 14 rodadas na liderança. O Internacional ocupa o oitavo lugar, oito pontos atrás do Palmeiras que lidera o torneio com 50 pontos, a mesma pontuação dos gremistas.

O risco de punição ocorre no momento em que o Internacional acumula quatro vitórias seguidas.Pela tabela do Brasileiro, restam 11 jogos, cinco em casa e seis fora. Nas duas próximas rodadas, o time dirigido por Tite enfrenta o Coritiba e o Goiás, ambos no campo adversário.

Projeto do Beira Rio na Copa 2014

Nesta segunda-feira, o presidente do Internacional participou da reunião no Rio de Janeiro onde foram apresentados os projetos dos estádios candidatos a sedes de jogos na Copa do Mundo de 2014. "Nosso projeto foi muito elogiado", garantiu Piffero.

O estádio colorado foi indicado pela comissão estadual que cuida da candidatura gaúcha. A diretoria do clube diz que vem reformando e adaptando a praça de esportes desde 2003. "Temos um cronograma viável", afirmou.  

 

 

 

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26 de setembro de 2008

Dunga quer seleção jogando pelas laterais

borges_luciano às 14:40

Por Luciano Borges

Valeu a lição do empate com a Bolívia, na última rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010. Contra a Venezuela e Colômbia, no mês que vem, a seleção brasileira vai usar as laterais do campo.

Esta será a principal preocupação do técnico Dunga quando o time se reunir, a partir do dia 7 de outubro, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). “Vamos trabalhar em cima desta opção pelas laterais”, disse ao Blog do Boleiro.

Se na lateral-direita, Maicon (Internazionale) tem status de titular, o lado esquerdo ainda está em aberto. Kléber (Santos), que começou a partida contra o Chile, disputa vaga com Juan (Flamengo). Mas não se trata somente de definir os laterais titulares. Dunga quer trabalhar triangulações e ultrapassagens pelos lados do campo.

Aí aparece o problema que Dunga evita falar: a armação do time. Para as próximas duas partidas, ele não vai ter os dois homens que treinaram e jogaram neste setor desde os Jogos Olímpicos: Diego está suspenso e Ronaldinho Gaúcho está devendo.

Em princípio, Kaká (Milan) tem vaga garantida. Júlio Baptista (Roma) e Elano (Manchester City) têm preferência na briga pela vaga. Júlio é mais ofensivo. Elano vem atuando no clube como segundo volante.

Dunga lembra que estas mudanças no time fazem parte do processo de renovação que iniciou no selecionado. "É assim mesmo. Tenho que dar jogo para os jovens. Nem sempre lembram que o time quase nunca joga com a mesma formação", disse.

Mancini é o novato da história, mas vai ter que treinar muito bem para mudar o critério de Dunga. “Vamos ver como ele está, como ele se apresenta nos treinos. Mas tem uma hierarquia, gente que está trabalhando a mais tempo por ali”, afirmou.

O atleta da Internazionale atua com um ala, mas tem liberdade para circular pelo ataque. Essa aparente “falta de função”, o impediu de ser chamado pelo treinador anterior da seleção. “Ele precisa definir onde joga. O Mancini não é lateral, não é ala e nem meia, mas joga nessas três funções. Onde vou colocá-lo na seleção?”, perguntava Carlos Alberto Parreira.

Dunga, que jogou no futebol italiano, diz que esta é uma das características do “calcio”. “Ele é ala que cai pelos dois lados do campo”, diz o técnico do Brasil. Mas já nos treinos da Comary, ele será comunicado que “na seleção é diferente” e vai ter alguns movimentos limitados.

(Crédito da foto: EFE)

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25 de setembro de 2008

“Na série A, vou aparecer mais”, prevê Douglas

borges_luciano às 17:12

Por Luciano Borges

Nesta quarta-feira, contra o Bragantino, Douglas - meia do Corinthians - participou dos dois gols da vitória por 2 a 0. Mesmo assim, o técnico Mano Menezes cobrou dele mais participação ofensiva. “Ele precisa ter mais este sentido de finalização”, disse. E acha que “o Douglas tem uma qualidade técnica boa e talento acima da média”, mas avisa: “Ele precisa mostrar isso mais vezes. Nessa hora, humildade atrapalha.”

O jogador catarinense falou com o Blog do Boleiro. Ele acha que pode fazer mais gols, diz que não consegue perder a humildade e lembra que, no ano que vem, poderá ser mais observado jogando na Série A do Campeonato Brasileiro com a camisa alvinegra.

A seguir, a conversa desta quinta-feira de manhã:

Blog do Boleiro – O técnico Mano Menezes disse que quer ver você fazendo mais gols. É possível?
Douglas – É possível. É possível. Ele já está me colocando mais perto da área adversária. É uma questão de posicionamento. Se eu fico mais perto da área posso tentar mais gols.

O primeiro gol contra o Bragantino era para ser seu.
Pois é. Eu tentei dominar a bola para fazer o gol. Mas o cara (zagueiro do Bragantino) me derrubou e o Dentinho acompanhou o lance. Ainda bem. Ele fez o gol.

Quando você chegou no Corinthians, disse para o Blog do Boleiro que gostaria de saber se você era jogador de nível de seleção. Já chegou a uma conclusão?
O que eu disse é que, num clube grande como o Corinthians, eu poderia saber se sou mesmo jogador de nível de seleção. Até aqui, estou satisfeito.

Você pensa em seleção?
Penso, mas não penso nisso toda hora. Estou bem. Talvez pelo fato de estar disputando a Série B, não tenha sido notado ou chamado. Mas a hora que tiver que acontecer, vai acontecer. Ainda tenho três anos de contrato com o Corinthians. Vamos jogar a Série A no ano que vem. Vai dar para aparecer mais.

O Mano Menezes disse também que, no seu caso, humildade demais pode atrapalhar.
Mas eu sou desse jeito. Não consigo mudar. Vou jogando o melhor que posso e o resto vai ter que acontecer. Sou um cara sossegado.

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Time do Canadá quer jovens brasileiros em 2009

borges_luciano às 15:27

 

Por Luciano Borges

Depois do Uzbequistão, um novo país pode se abrir para jogadores brasileiros: Canadá.

O Toronto FC, caçula da Major Soccer League, está de olho nos talentos da terra de Romário. O diretor de futebol da equipe – o escocês Mo Johnston (foto) – anunciou que viaja para o Brasil em novembro para observar atletas. Está de olho especialmente em meias e atacantes para a próxima temporada.

Ele pretende passar por São Paulo e Rio de Janeiro. Depois, quer seguir para a Argentina. “Lá temos um contato com o Boca Juniors”, disse.

O Toronto FC é bancado pela Maple Leaf Sports & Entertainment (companhia dona da franquia do time de basquete Toronto Raptors) e disputa a segunda temporada da MSL. Anda mal das pernas. Em 25 jogos, conseguiu apenas sete vitórias, contra 12 derrotas e seis empates.

Por isso, em junho passado, Johnston fez o que o site oficial do TFC chamou de “scouting trip” (viagem de observação) pelo Brasil. “Eu conheci quatro ou cinco empresas que cuidam de jogadores e assisti a dois jogos. Existem vários e bons jovens talentos por lá”, disse na volta.

Jovens mesmo. O ex-centroavante que enfrentou o Brasil na primeira fase da Copa do Mundo de 1990 (0 x 1 para o time de Sebastião Lazaroni), sabe até a faixa etária que prefere: “Estou procurando jogadores entre 19 e 21 anos. Eu acompanhei quatro atletas mais experientes e não achei que eles fossem bons o suficiente para nosso time”, disse o técnico do TFC, último colocado da Conferência Leste da MSL.

Johnston garantiu, no site oficial do TFC, (http://web.mlsnet.com/news/team_news.jsp?ymd=20080918&content_id=189007&vkey=news_t280&fext=.jsp&team=t280) que fez bons contatos, mas não teve pressa em conversar com possíveis candidatos.

Ele programou a volta para acompanhar as últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. E explicou: “Não acho que seja sábio ver alguém somente em uma viagem e decidir se ele é bom o suficiente para jogar a Liga de Futebol. É preciso dar um tempo.”]

Só tem uma informação estranha na reportagem publicada pelo próprio TFC. Nela, o clube diz que Johnston assistiu a duas partidas enquanto esteve no Brasil em junho: Internacional x Botafogo e Náutico x Vasco da Gama.

Ele deve ter visto pela televisão porque os dois jogos foram realizados no sábado, dia 14, em Porto Alegre e Recife com uma diferença de duas horas entre um e outro.

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24 de setembro de 2008

Novo museu ficará fechado em jogos do Corinthians

borges_luciano às 13:01

Por Luciano Borges

Durante cinco sábados, nos meses de outubro e novembro, o Museu do Futebol estará fechado. Motivo: nos dias 11 e 25/10, e 01,15 e 11/11, o Corinthians vai disputar jogos pela Série B do Campeonato Brasileiro. E já está decidido que a nova casa do futebol, instalada no estádio do Pacaembu, não abre em dia de partidas de futebol.

A razão é óbvia: medo das torcidas uniformizadas. "Infelizmente, a cultura de paz ainda não está instalada nos estádios", disse o secretário municipal de esportes, Walter Feldman. "Não vale a pena correr o risco", completou.

O Museu do Futebol será inaugurado no proximo dia 3 de outubro. Ele é quase todo envidraçado. Mesmo as portas de metal não são, de acordo com a Polícia Militar, barreiras para evitar atos de vandalismos que possam ocorrer.

O jeito, então, será fechar as portas nos dias em que o Corinthians enfrentar Santo André, Ceará, Paraná, Vila Nova e Avaí.

O curador do Museu, Leonel Kaz, disse para jornalistas - na manhã desta terça-feira - que ele espera mudar esta decisão no futuro. "O Museu tem também esta função educativa. Podemos trazer estas torcidas para conhecer, para colaborar com o Museu", disse.

Mas ele mesmo desconfia da viabilidade destas parcerias futuras. "Vai ser difícil", afirmou ao Blog do Boleiro.

O Museu do Futebol está dividido em três grandes eixos que lidam com a emoção e a história do futebol brasileiro. Ele foi projetado para oferecer, em princípio, 15 experiências lúdicas, como imagens em três dimensões, goleiros virtuais e até mesas de pebolim. O projeto, onde foram gastos R$ 32 milhões, é todo voltado para acessibilidade a portadores de necessidades especiais.

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22 de setembro de 2008

Técnico do Corinthians ameaça “fazer as malas”

borges_luciano às 9:33

Por Luciano Borges

Mano Menezes, técnico do Corinthians, ameaçou pedir demissão se continuar vendo e ouvindo seu nome ser vinculado ao empréstimo de R$ 600 mil feito pelo empresário Carlos Leite ao clube. "Eu pego minha mala e vou embora", disse na noite deste domingo durante o programa Mesa Redonda Futebol e Debate, da TV Gazeta.

O treinador se irritou em pelo menos três ocasiões quando foi perguntado sobre o assunto. Numa delas, ele admitiu:"O que me deixa mais irritado é ler os títulos das reportagens sobre o Carlos e, sempre entre vírgulas, se coloca: empresário do Mano Menezes".

Para ele, lembrar que o empresário é seu agente deixa no ar a insinuação de que poderia escalar os jogadores que também são representados por Carlos Leite (omeia Eduardo Ramos, o volante Cristian e os laterais Wellington Saci e  Denis). "Ninguém fala nada diretamente, mas fica no ar a insinuação e isso me deixa irritado", falou.

Mano garantiu que não indicou a contratação de Saci e Eduardo Ramos. Eles só chegaram no clube graças ao empréstimo de Leite ao Corinthians. E mais. O técnico pediu para que os jornalistas checassem se os dois atletas eram agenciados pelo empresário. "Vocês vão ver que não", afirmou.

Para o técnico líder da Série B do Brasileiro com 11 pontos de vantagem sobre o Vila Nova (segundo colocado), o caso levantado na semana passada não afetou os atletas. Ele negou qualquer gesto de solidariedade por parte do time. "Não houve porque não precisava", disse.

Em outro momento de irritação Mano Menezes deixou claro que está distante das relações entre Carlos Leite e a diretoria do Corinthians. "Se houve empréstimo, isto não é meu problema". 

O treinador gaúcho disse ainda que a relação entre empresários e clubes é definida pelos dirigentes. E completou: "Acho crítico um clube de futebol ter que pedir dinheiro emprestado para um empresário, mas repito: não é meu problema".

Mano repetiu em três ocasiões que só coloca em campo quem está bem nos treinos e nos jogos. "Os jogadores sabem disso. É o mais importante", afirmou.  

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19 de setembro de 2008

Filho de Noite Ilustrada vende camisa rara de Pelé

borges_luciano às 9:17

 

Por Luciano Borges

Um estudante de rádio e tevê, de 23 anos, colocou no mercado de colecionadores uma peça rara: uma camisa número 10 do Bauru Atlético Clube, com dedicatória e autógrafo de Pelé. Ela pertence ao acervo do sambista Noite Ilustrada.

Ele ficou famoso a partir do final dos anos 50, e era amigo do Rei do Futebol. Ele gravou vários sucessos, entre eles “Volta Por Cima”(de Paulo Vanzollini), “Cara de Boboca” (Jaime silva e Edmundo Andrade), “Barracão” (Luis Antonio e Oldemar Magalhães) e “O neguinho e a Senhorita” (Noel Rosa e Abelardo Silva).

Almir Mattos Souza Marques é filho do cantor mineiro, que morreu em 2003, aos 75 anos de idade, e deixou várias camisetas de clubes autografadas por atletas. Noite Ilustrada foi confundido várias vezes com o próprio Pelé. “Eles eram muito parecidos”, disse o universitário.



Na família Marques, a história da camisa do BAC (clube onde Pelé começou jogando quando ainda era garoto) começa no início dos anos 60. Noite Ilustrada tinha se apresentado na sede social do clube, em Bauru. Depois, jantou na casa de um amigo (Zecão). Lá, ele foi abordado por um diretor que o presenteou com a camisa 10 dizendo que ela era uma raridade e tinha sido usada por Pelé.

Anos depois, em outra reunião em casa de amigos (Jacy e Lindu), o sambista levou a camisa porque sabia que iria encontrar Pelé. O atleta, assim que viu a peça, teria comentado que realmente jogou com ela. “Ele até contou que ela era grande e ficava parecendo um vestido nele”, diz Almir.

Nesse encontro, o Rei do Futebol escreveu a dedicatória com o autógrafo para Noite Ilustrada. Somente Pelé pode atestar se realmente jogou com a peça histórica. Mas a família de Noite Ilustrada decidiu medir o interesse dos colecionadores.

Motivo: “A gente guarda essa camisa com o maior carinho possível, mas não temos como cuidar dela e de outras camisetas com o cuidado necessário”, afirmou Almir ao Blog do Boleiro.

Ele garante que a família não precisa de dinheiro. “Não estamos atravessando nenhuma dificuldade. Já se passaram cinco anos e ela está lá no armário. Não mão de um colecionador, ela deverá ser valorizada. A memória do meu pai vai muito além de uma camisa”, falou Almir.

Quem vai tratar com os possíveis interessados é o procurador de Almir, o advogado Marco Antonio Frascino, que também é professor universitário e antiquário. Os interessados na camisa do BAC devem telefonar para 11-3816.7135 ou 11- 8199.6101)

Foto de Pelé com Noite Ilustrada: reprodução do livro "Noite Ilustrada, de Pirapetinga para o Brasil", escrito por Paulo Viana Maciel,  

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18 de setembro de 2008

Artilheiro do Palmeiras é movido a assobio do pai

borges_luciano às 16:01

Por Luciano Borges

Quando era garoto, Thiago Cunha passava o verão em Vila Velha, Espírito Santo, onde o pai, Ayrton, mora. Junto com os irmãos Diego e Fábio, eles iam até a praia Coqueiral de Itaparica para jogar futebol e nadar. E tinham um código para saber quando estavam indo longe ou fundo no mar: o assobio do Ayrton. “É um assobio forte. A gente escutava de longe. E faz tantos anos que eu reconheço até hoje”, disse o atacante do Palmeiras.

Na noite desta quarta-feira, na partida contra o Vasco da Gama, Thiago ouviu várias vezes o assobio do pai. Ayrton, de 52 anos, trabalhador aposentado da indústria naval, acompanhou das numeradas descobertas do estádio Palestra Itália a vitória por 3 a 0, com dois gols do filho do meio. “Eu assobio para ele ficar ligado. Eu sei que o técnico quer ver o Thiago se movimentando pelas laterais do campo e entrando pelo meio. Ele não pode parar”, disse ao Blog do Boleiro.

Thiago ouviu os sinais sonoros do pai. “Eu sabia que era dele. O estádio não estava muito cheio e ele assobia alto pra c……”, afirmou o jogador que foi contratado depois de uma passagem frustrada pelo Irati do Paraná.

O pai pressiona. “Não dou sossego mesmo”, admite. Tanto que, no segundo tempo, quando caiu pela esquerda do ataque, Thiago Cunha escutou o assobio e gesticulou para Ayrton maneirar. “Tinha batido cansaço. Falei pra ele parar de assobiar um pouco”, contou.

O camisa 32 do Palmeiras não precisou deste estímulo para fazer os dois gols contra o Vasco. No primeiro, uma “puxeta” no ar depois do passe de Maicosuel, ele lembrou as peladas em Vila Velha. “Já tentei essa jogada antes, mas nunca em jogos oficiais”, disse.

Ele conta que teve pouco tempo para reagir ao lance. Em parte porque pensou que estava impedido. “Esperei o apito. Não veio e então me deu a inspiração. Este foi o gol mais bonito da minha carreira”, garante.

A carreira de Thiago Cunha, de 23 anos, andou meio errática desde que começou ainda garoto no Furacão, time dirigido pelo tricampeão mundial Jairzinho. Ele já passou pelo futebol inglês, espanhol e húngaro. Começou profissionalmente no Rio Branco (ES). Nas duas últimas temporadas, andou pelo Queimadense da Paraíba (“eu nem sabia que existia esse time”) e pelo Santa Cruz, onde marcou oito gols em seis jogos.

Segundo o assobiador Ayrton, o filho sempre foi artilheiro onde passou. Mas se deu mal com alguns clubes que não cumpriram o prometido. E com um empresário que aconselhou o atacante a utilizar o documento do irmão, um ano mais novo, para jogar no Guarani (SP). Ele aceitou, mas se sentiu incomodado com a situação, chegou a ficar deprimido e, antes mesmo de ser pego pela troca de identidade, contou a verdade.

Thiago Cunha vai se livrar dos assobios do pai por uns tempos. “Seo” Ayrton voltou para Vila Velha nesta quinta-feira. Vai aguardar por nova oportunidade do filho jogar, enquanto torce pela televisão. Assim como a carioca Isabella, de Volta Redonda, que namora o jogador há mais de um ano e vai ser pedida em casamento em dezembro.

Foi para ela que Thiago ofereceu o primeiro gol. Depois do jogo, Isabella disse que chorou quando ouviu a frase “Isa, eu te amo”. O garoto está se esforçando. Filho da mensalista da família da namorada, ele vem conquistando o sogro aos poucos. “Ele já está legal. Em dezembro a gente vai ficar noivos”, disse.

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17 de setembro de 2008

Seleção sem jogar atrapalha futebol de Hernanes

borges_luciano às 16:45

Por Luciano Borges

Na última convocação para a seleção brasileira nas eliminatórias sul-americanas, Hernanes passou 10 dias sem jogar, sendo que em quatro deles, ele sequer treinou. Viajou e descansou em hotéis. Na volta, ele jogou pelo São Paulo contra o Flamengo. Segundo o técnico Muricy Ramalho, o volante mostrou deficiência no passe.

Culpa da seleção?

Hernanes ouve esta pergunta, olha para cima, pensa antes de responder e fala com a cabeça voltada para o céu: "Veja bem. Estou falando de futebol de alto nível. Se você joga partidas mais fáceis, esta falta de jogo não influencia tanto. Mas o Campeonato Brasileiro só tem jogos de alto nível de exigência. É muita velocidade e se você não está no ritmo, acaba errando alguma coisa."

Durante os Jogos Olímpicos em Pequim, Hernanes foi titular do time de Dunga, formando uma linha de volantes com Anderson e Lucas. Na volta ao Brasil, ele ficou de fora dos convocados para os jogos contra Chile e Bolívia. Com a contusão de Anderson, herdou a vaga, mas não entrou em campo nas duas partidas.

Este foi o principal motivo pela queda de produção apontado por Muricy. "Sem treinar não dá para aguentar o ritmo. O futebol brasileiro mudou. Os volantes têm de armar as jogadas por causa da falta de meias" , disse o treinador do São Paulo.

Sem atuar, mas viajando muito.

Nesse tempo todo desde a Olimpíada até sete dias atrás, o atleta pernambucano precisou se adaptar a um fuso de 13 horas (Brasília x Pequim) e uma viagem de avião que durou 23 horas. Depois, treinou um dia no CT da Barra Funda e seguiu para Teresópolis (RJ), Santiago no Chile e retornou para o Rio.

Para Hernanes, o que tira o foco e a eficiência também vem de fora do campo: " Tem as viagens, não? A gente sai pra lá, vem pra cá. A idéia não fica em ordem. A gente não é máquina", afirmou para o Blog do Boleiro depois de ser o último a deixar o treino desta quarta-feira.

Se servir de ânimo para o torcedor tricolor, Hernanes garante que os efeitos da "seleção sem jogar" passam logo. "Já estou treinando puxado. Contra o Sport vou melhorar", garante.

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