Guiñazu ainda não sabe se permanece no Inter-RS
Por Luciano Borges
Foi uma noite inesquecível para Guiñazu. O Internacional vencia o São Paulo por 2 a 0 quando, a oito minutos do final da partida, a torcida colorada começou a gritar no estádio Beira-Rio pedindo para o volante argentino ficar. Explica-se: ele tem proposta para jogar no Al Jazira, dos Emirados Árabes.
Depois do jogo, o presidente do Inter, Vitório Píffero, garantiu a permanência do atleta. “Recusei a proposta. Não vou ficar esperando uma quantia maior”, disse em entrevista coletiva.
Problema: Guiñazu, em conversa com o Blog do Boleiro por celular, diz que esta situação “deve se resolver em dois ou três dias”. Explica-se: neste prazo, o Al-Jazira, time dirigido pelo técnico Abel Braga, deve apresentar uma proposta de cerca de US$ 4 milhões.
Enquanto o impasse continua, o jogador embarcou para Belo Horizonte com a delegação do Internacional que vai enfrentar o Ipatinga neste sábado. Uma coisa é certa: se não fosse pelo dinheiro, Guiñazu queria mesmo ficar no Internacional.
Blog do Boleiro – Guiñazu, o presidente do Internacional disse que você fica. Está certo?
Guiñazu – Ainda não se sabe, amigo. Está nas mãos da diretoria do Internacional. É ela quem vai decidir. O Al-Jazira já apresentou uma proposta, o Inter fez uma contraproposta e estamos esperando para ver se o time de lá aceita. Acho que este assunto estará resolvido em dois ou três dias.
Se não tivesse dinheiro nessa história, por qual time você gostaria de jogar?
Sem dúvida, eu gostaria de ficar aqui. O clube é impressionante, me recebeu maravilhosamente bem. Aqui mês sinto muito bem.
E está com uma moral com a torcida…
Estou né? Graças a Deus.
Que tal ouvir a torcida colorada pedindo para você permanecer no clube? Foi uma coisa impressionante mesmo. Fico até sem saber um jeito de agradecer. Não tenho palavras, explicação para o que senti naqueles minutos finais.
Você até correu mais no finalzinho.
Não, em campo continuei jogando do mesmo jeito. É lógico que me senti emocionado. Mas não me distraí. Sempre faço meu trabalho.
Neste ano que você está no Inter, algum clube argentino o procurou?
Sim, o Boca Juniors e o River Plate. Mas eles nunca chegaram para falar com a diretoria do Internacional. Nunca apresentaram uma proposta nem para mim nem para os dirigentes.
Você completa 30 anos neste sábado. Gostaria de jogar novamente pela seleção argentina? Você merece ser chamado?
É, mas não posso falar isso. Sempre trabalho para estar na seleção da Argentina. Sou jogador e, a cada partida que disputo, busco fazer o meu melhor para ter uma oportunidade de servir a seleção.
O que você acha do nível do futebol praticado aqui no Brasil?
Para mim, Brasil e Argentina são os países que jogam o futebol mais lindo do mundo.
Se você ficar, vai jogar de novo com o D’Alessandro. Que tal?
Conheço o D’Alessandro. Atuamos juntos na seleção da Argentina em 2003. É um baita jogador, um craque e continua jogando bem, em alto nível. Vai ser bom encontrá-lo novamente.