Terra Magazine

27 de junho de 2008

Provocação faz medalhista olímpico voltar a correr

borges_luciano às 17:58

Por Luciano Borges

Um garoto de 22 anos conseguiu mudar a decisão do velocista André Domingos da Silva de "pendurar as sapatilhas". Ontem, depois de uma das eliminatórias da prova de 100 metros rasos, do Troféu Brasil de Atletismo, André - ganhador de duas medalhas olímpicas - anunciou que tinha encerrado a carreira. Ele correu aquela bateria em 10s63, muito acima da melhor marca de sua vida, que é de 10s06 e superior até ao melhor tempo obtido por ele este ano (10s33).

André anunciou a aposentadoria e foi para o hotel. Lá, soube pelos colegas da equipe Rede Atletismo que outro corredor, Rafael Ribeiro, 22 anos, tinha feito o seguinte comentário no vestiário: "Eu não ganhei, mas aposentei o André".

Aos 36 anos, Domingos ficou irritado a ponto de voltar atrás e comunicar que "disputar os Jogos de Pequim passou a ser uma questão de honra". André não quis dizer o nome de Rafael, mas deu a dica para quem quisesse descobrir: "Ele tem 22 anos e só por correr em 10s30 acha que pode tripudiar em cima de mim. Ele mexeu na ferida. Quem ele pensa que é? Como diz o Romário, o cara é juvenil e já quer sentar na janela do ônibus!".

Agora, André se prepara para correr três provas na Colômbia nos dias 4, 17 e 19. Ele tem até o dia 25 de julho para conseguir o tempo suficiente que garanta uma vaga na equipe de revezamento 4 x100. Hoje, ela já tem três titulares: Vicente Lenilson, Sandro Viana e João Carlos Moreiro, o Codó.

No final das provas desta sexta-feira, no Troféu Brasil, a equipe  Rede Atletismo venceu a final do revezamento 4 x 100. Entre os quatro medalhistas, estavam os três titulares olímpicos e o "juvenil" Rafael. Vicente Lenilson, companheiro de André em outras olimpíadas, foi buscar o ex-futuro aposentado no reservado da imprensa e o puxou  para comemorar junto com os companheiros. "Foi uma demonstração de apoio ao André, que ainda vai correr com a gente em Pequim", disse Lenilson. Detalhe: Rafael Ribeiro foi o terceiro homem a correr e não recebeu os cumprimentos de André Domingos da Silva.

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26 de junho de 2008

Jogadores do Corinthians constatam fim da moleza

borges_luciano às 17:42

Por Luciano Borges

Acabou a moleza e os jogadores do Corinthians sabem disso. Depois de seis rodadas seguidas vencendo os adversários da Série B, o time de Mano Menezes sentiu a diferença: "Nossos adversários estão anulando nossos pontos fortes", disse o goleiro Júlio César.

Ele se referiu à marcação que o Bragantino impôs aos atacantes Herrera e Dentinho. Ela foi individual e cerrada. Até mesmo o armador Douglas sentiu o drama, mesmo depois da expulsão do volante Moradei, seu marcador durante o primeiro tempo. "Os adversários estão correndo e marcando o dobro agora", afirmou.

Na verdade, os corintianos já esperavam dureza. Só não sabiam a partir de qual rodada. O volante Fabinho lembra que o objetivo inicial do time era somar o maior número de pontos nas primeiras rodadas. O Corinthians lidera a Série B do Campeonato Brasileiro com 20 pontos ganhos, quatro a mais do que o Avaí, vice-líder da competição.

"A gente tinha que aproveitar a falta de entrosamento das outras equipes. Se a gente vencesse antes mesmo deles se ajeitarem, nossa campanha poderia ser melhor", contou Fabinho que aponta os times do ABC de Natal e o CRB de Alagoas como oponentes que  se formaram em cima da hora. "Eles estão mal colocados, mas acho que ainda vão dar sufoco neste campeonato", previu.

Depois do empate (1 a 1) com o Bragantino, o técnico Mano Menezes falou em treinar novas alternativas táticas para o time. "Temos dez dias para treinar. Vamos aproveitar", disse. Ele vai também fazer "dois treininhos" para ensinar o time a bater adversários com jogadores a menos em campo. "Vamos treinar esta situação. O time vai aprender direitinho".

Para Júlio César, o Corinthians terá que apresentar novidades em campo. "Está complicando. Os caras estão marcando nossos principais jogadores", constata. Os atletas sabem que não vão mais jogar à vontade. Por dois motivos: 1) enfrentar o Corinthians, sempre com televisão por perto, aumenta a exposição e 2) ganhar de um grande é sempre uma boa razão para correr.

Douglas sabe como ele e seus companheiros terão que entrar em campo daqui para a frente: "Teremos que estar muito mais ligados porque daqui para a frente vai ser duro assim".   

   

 

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25 de junho de 2008

Marcos: ninguém vai perder por atraso de salário

borges_luciano às 11:35

Por Luciano Borges

O goleiro Marcos disse nesta quarta-feira, 25, que "ninguém vai perder jogo por causa de atraso de salários". O jogador participou de uma entrevista coletiva depois do treino da manhã e confirmou que a diretoria do Palmeiras depositou no dia anterior a quantia relativa aos direitos de imagem que estava atrasado. E mais: o clube pagou com um dia de antecedência a parcela dos direitos de imagem do mês de junho.

Marcos disse ainda que acha "legal" confiar na diretoria porque desde o ano passado ela tem deixado claro as dificuldades que enfrenta e pago sempre dentro das datas prometidas. "Na semana passada, o Toninho Cecílio (gerente de futebol) conversou com o time e disse que pagariam nesta terça-feira. Pagaram".

Depois de dizer que o Palmeiras continua sendo candidato ao título brasileiro, o goleiro revelou que o grupo lavou roupa numa reunião realizada depois da derrota para o Sport. "Lá a gente conversou sobre o que eu falei e chegamos à conclusão que temos que manter a concentração dentro do campeonato. Não adianta vencer o Vasco e achar que com isso vai ganhar do Náutico no Parque Antarctica", falou, referindo-se à partida do próximo domingo.

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24 de junho de 2008

Palmeiras não garante salário em dia até dezembro

borges_luciano às 12:14

Por Luciano Borges

O vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo, disse hoje à Rádio Bandeirantes que a diretoria pretende equilibrar as contas até o final do ano. "Tivemos problemas no fluxo de caixa, mas temos uma dívida absolutamente administrável e, pelo nosso planejamento, devemos equilibrar as contas até o fim de 2008", afirmou.

No entanto, não há garantia de que até lá o clube vá pagar em dia os salários, direitos de imagem e prêmios. "Infelizmente essa situação não é só do Palmeiras, mas de outros clubes do futebol brasileiro", disse Cipullo. O Palmeiras deposita ainda hoje a quantia referente aos direitos de imagem, atrasada desde o dia 10, e que é componente importante dos vencimentos de vários atletas. Na semana passada, os jogadores tornaram público o atraso, que já vinha sendo justificado pela diretoria junto ao elenco.

Embora nenhum atleta tenha feito reclamação mais contundente, o técnico Vanderlei Luxemburgo disse há cinco dias que, se o pagamento não saísse nesta terça-feira, "haveria guerra".

(Foto:  Redação Terra)

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23 de junho de 2008

Robinho topa ficar no Real, mas quer ganhar mais

borges_luciano às 9:04

Por Luciano Borges

Robinho deseja permanecer no Real Madrid, mas quer aumento de salário depois de ter cumprido três anos de contrato. Se não for possível então, pode acenar aos dirigentes merengues com o interesse de Manchester City, Chelsea e Milan.

Esta é a posição do atleta que o empresário Wagner Ribeiro já passou ao diretor esportivo do clube espanhol, Predrag Mijatovic. O executivo deixou a conversa em aberto.

Segundo o representante de Robinho, a questão salarial ainda não foi discutida, o que contraria informação publicada pelo jornal Marca. A reportagem, colocada na página eletrônica deste domingo, afirma que o Real não aceitou a reivindicação do brasileiro. “Isto ainda nem foi discutido”, disse Ribeiro.

A expectativa do empresário é de que as negociações do Real para contratar o português Cristiano Ronaldo, do Manchester United, devem andar mais rápido nesta semana. Robinho espera. Não gostou muito de saber que seu patrão espera usá-lo como parte da negociação, valendo 45 milhões de euros. Mas permanece em silêncio.

Enquanto isso, o atacante permanece em férias no Brasil. O Real Madrid já o liberou para servir à seleção brasileira olímpica que vai a Pequim no final de julho e, dependendo da campanha do Brasil, retorna somente no final de agosto.

(Foto: Reuters)

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21 de junho de 2008

Seleção pode chegar na Olimpíada sem amistosos

borges_luciano às 11:36

Por Luciano Borges

A comissão técnica da seleção brasileira tem duas propostas de trabalho para preparar a equipe olímpica. E as perspectivas do time que vai aos Jogos Olímpicos de Pequim não são das mais animadoras.

O “Plano Luxo” prevê 15 dias de preparação com um ou dois jogos amistosos. O “Plano Standard” é mais cruel: cinco dias de treinos e nenhuma partida para testar a equipe. “Vai depender da Fifa, de quando teremos todos os atletas juntos”, disse o técnico Dunga ao Blog do Boleiro.

O treinador, que neste domingo dirige a seleção olímpica num amistoso contra um “catadão carioca”, está otimista. “Acho que teremos os 15 dias”, disse. Para o confronto em Volta Redonda, os jogadores treinaram somente nesta manhã de sábado.

Para jogadores como o zagueiro Alex Silva, a partida amistosa é encarada como a grande chance de se garantir no grupo que vai a Pequim. “Eu quis muito participar deste jogo. Em seleção, não se pode bobear. Tem muito zagueiro bom na minha idade”, disse o titular do São Paulo, que tem 23 anos.

Dunga sabe desta vontade dos atletas. “Esses caras vão jogar a vida. Todos querem garantir um lugar no grupo da Olimpíada”, afirmou.

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20 de junho de 2008

Dunga: “Estou puto, mas estou tranquilo”

borges_luciano às 15:55


Reuters

Por Luciano Borges

O técnico da seleção brasileira tem um jeito Dunga de explicar como está se sentindo: “Estou puto, mas estou tranquilo”. Em casa na cidade de Porto Alegre, o treinador pensa e repensa tudo o que passou nos últimos dias com a equipe do Brasil. E acha que está sendo pressionado para ceder nas restrições que impôs à imprensa, especialmente à TV Globo.

Em conversa por telefone com o Blog do Boleiro, Dunga explicou porque não utilizou atletas em idade olímpica nos quatro últimos jogos, porque dispensou Kaká, o que achou do desempenho da seleção nas partidas das eliminatórias e também se foi mesmo atropelado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na convocação antecipada de Ronaldinho Gaúcho para a equipe olímpica.

A seguir, a entrevista com Dunga:

Dunga, como você está?
Tranqüilo. Estou puto, mas estou tranqüilo. Sei que querem a minha cabeça porque criei uma zona de desconforto para quem estava acostumado a cobrir a seleção brasileira sem sair de casa. Porque tinham a escalação, o time, as preferências do treinador. Mas isto mudou.

De quem você está falando?
Queira ou não queira, a poderosa manda e os caras que trabalham para ela acham que mandam. Não digo que seja a TV Globo, mas alguns profissionais que trabalham lá e estavam acostumados com privilégios e não têm mais. Lá nos Estados Unidos, vieram pedir para entrevistar um jogador à uma da manhã. Disse não. Eles foram à loucura. Um câmera ficou dizendo que ia falar com A, B ou C, mas falei que não. Não tenho culpa se os caras chegaram atrasados em três dos quatro treinos que dei. Não é meu problema se o cara perdeu a hora passeando no shopping. E eu disse para o cara: “Não vai jogar a responsabilidade em cima de mim”. Depois dizem que o Dunga é carrancudo. Tenho senso de justiça.

As relações entre você e os jornalistas estão estremecidas?
Comigo, os repórteres perguntam tudo e eu respondo tudo. O que fiz foi atender o que 95% da mídia pediu e 100% da população brasileira queria: coloquei ordem, acabei com a festa que foi na Copa do Mundo de 2006. E estou atendendo o que o meu patrão determinou.

Mas a reclamação não é só dos profissionais da Globo.
Veja como são as coisas. Os caras que a vida toda reclamaram dos privilégios de uma emissora, agora se juntam com ela para meter o pau. Quem reclamava das tendas de algumas tevês que cobriam os treinos e faziam entrevistas na hora que queriam, agora tem tratamento igual. Mesmo assim, reclamam. Mas não vou dar nada para ninguém. Mas está tudo dez. Sei que os caras vão fazer leitura labial comigo, mas não mudo de posição. Estou tranqüilo.

Você está na corda bamba?
Já disse. Esta pergunta deve ser feita para o presidente da CBF. Mas, veja bem, quando o Ricardo Teixeira me contratou, ele deixou claro que nossa conversa seria direta, sem interlocutores. Falo direto com ele. E não fazemos nada sem planejamento. O Ricardo recebe relatórios de tudo o que vamos fazer, quem convocamos, porque convocamos, qual o nosso objetivo. Funciona como uma empresa.

Quando você conversou com ele pela última vez?
Ontem à noite, por telefone.

Você sabia da convocação do Ronaldinho Gaúcho para a Olimpíada?
Esta idéia vem amadurecendo na comissão técnica há três meses. Passamos para o presidente Ricardo Teixeira e ele assumiu o encaminhamento dela. A gente teve que deixar o cara bater no fundo para ajudá-lo. Mas eu não podia ir até o jogador, me expor. Por isso, o Ricardo disse: ‘Deixe que eu mesmo falo com ele’. Ele não está machucado. Mas não joga há três meses. Por isso, o Paulo Paixão (preparador físico) vai trabalhar com ele. Agora, o Ronaldinho sabe que vai viajar na classe econômica, junto com o resto do time. E tem que estar disposto a treinar.

O que você pode dizer sobre este caso do Kaká? Você está realmente chateado com ele?
Não estou. Eu quero contar com os melhores. Não sou maluco. Não sou doente. O que eu falei foi o seguinte: ele precisa estar bem para disputar os dois jogos das eliminatórias. O que eu ouvi foi que para o primeiro jogo não dava e talvez desse para o segundo. Aí não seria possível. Ele não está bom para jogar hoje.

Ele disse no programa “Bem Amigos”, no Sport TV, que não gostou muito do jeito como foi cortado.
É mas ele mesmo disse também que jogou machucado em 2006 e não faria isto mais. Mas eu pergunto: por que jogou cinco meses no Milan com o problema no joelho? O que eu ouvi era que ele talvez pudesse, talvez não pudesse jogar os dois jogos. Ou tem ou não tem condições. Ou então chega e diz “eu vou pro pau”. Agora, para impedir o Kaká de ir à Olimpíada, é o Milan que decide. Mas para jogar nas eliminatórias, é o Kaká que decide.

O que houve então, um mal entendido?
Eu sempre digo aos jogadores que eles só podem acreditar naquilo que sai da minha boca. Só vale quando eu falar. Nunca disse que não queria o Kaká ou o Ronaldinho Gaúcho. Quero contar sempre com os melhores. Quero os melhores, em condições de jogar.

Mas o Ronaldinho nem está jogando.
Esta situação é uma exceção, fizemos um planejamento para ele jogar. Para mim, todo mundo é importante, do Júlio César ao Ronaldinho, passando pelo Maicon, Lúcio, Juan, Anderson, todo mundo.

No meio desta situação, a Olimpíada veio para atrapalhar?
Não vai atrapalhar, vai ajudar.

Mas até para este amistoso no Rio você já teve que dispensar dois jogadores.
O Fluminense divulgou quando ia viajar para o Equador? Não. Quando eles pediram a dispensa do Thiago Neves e do Thiago Silva, não me opus. Não vou atrapalhar a vida de ninguém.

Vocês dispensaram o Alex Silva e o Hernanes do São Paulo?
Não. Até porque ninguém falou comigo. Se falassem comigo, dissessem que precisam deles, a gente podia fazer um acordo. Eles jogariam uns 60 minutos no sábado e eu os colocaria para jogar uns 40 minutos no domingo.

Esta má fase que a seleção está passando não pode queimar jogadores como, por exemplo, o Diego?
Eu sempre digo: seleção é pressão. O cara não pode se queimar. Eu dou oportunidade. Veja o caso do Luisão: nos quatro anos antes de eu assumir, ele jogou dois jogos pela seleção. Comigo, em dois anos, já disputou seis. É saber aproveitar. Tem cara que diz que precisa de sequência de jogos. Isso vale para times e não para seleção. Seleção é confiança. O jogador tem que dizer “tenho cinco, dez minutos para jogar e vou dentro”. Viu o Anderson? Como ele entrou contra o Paraguai?

Contra o Paraguai, a seleção não conseguiu parar o contra-ataque e a jogada de bola parada.
Isso é o mesmo que dizer que a Itália joga no contra-ataque. Todo mundo sabe disso. A gente sabia que o Paraguai tem essa característica. Mas sofremos dois gols em falhas que acontecem no jogo. Contra a Argentina, sabíamos que dos oito gols que eles tinham marcado nas Eliminatórias, seis foram em jogadas de bola parada. No Mineirão, eles repetiram estas jogadas várias vezes. O que aconteceu? Nada. O time melhorou. Comparando com os argentinos, eles somaram dois pontos e nós um nestes dois últimos jogos.

O Brasil não jogou mal?
Contra a Venezuela, jogou mal mesmo. Contra o Paraguai não fomos bem. Mas contra a Argentina, o time melhorou. A gente queria ganhar o jogo, mas enfrentamos a Argentina.

Por que você não aproveitou os amistosos nos EUA (contra Canadá e Venezuela) para testar jogadores em idade olímpica?
É outra crítica que fazem sem saber que planejamos tudo, pensamos antes de tomar decisões. Para as eliminatórias, os jogadores estavam no final de temporada, 15 dias parados. Se coloco um time olímpico, eles iam ficar mais 15 dias. Como o time poderia ir bem nas eliminatórias? Assumimos um risco calculado. Se a gente tivesse certeza seria melhor.

Você está se sentindo pressionado?
Não pela CBF. Sei que os caras querem me botar contra a parede para que eu ceda. Mas não vou mudar. Já me reuni com eles, eles falam que tem os melhores profissionais, os melhores equipamentos, mas isso não muda nada do que me propus fazer na seleção. Queriam seriedade e temos seriedade.

Os jogadores entendem isso?
O grupo é muito responsável. Temos alguns atletas experientes como o Gilberto Silva, Gilberto, Lúcio e Juan que orientam os mais novos. Eles sabem que só quero que eles tenham responsabilidade. Trato os caras com o maior respeito. O próprio grupo puxa quem está se desviando um pouco. É uma tarefa importante jogar pelo Brasil. A situação do país requer algumas mudanças. Tenho a oportunidade de mudar esse aspecto. Ninguém leva vantagem aqui. Para mim, o que vem primeiro é a seleção brasileira.

Você teme ser demitido?
Sou bem sucedido na vida. O que tenho dá para viver. Sempre digo que Deus me deu um dom, que é o de jogar bola, e eu acrescentei algumas coisas. Eu estou na seleção porque sempre achei que seleção não é escolha, é missão. Para mim, primeiro é o trabalho e não o emprego. Mas estou tranqüilo. Aquilo que me propus a fazer, renovação e o fim das mordomias de alguns setores da mídia, estou fazendo.

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Falha de Henrique motiva Alex para seleção

borges_luciano às 11:53

Por Luciano Borges

O exemplo de Henrique, zagueiro do Palmeiras, é o principal motivo para que Alex Silva tenha dito que quer servir à seleção brasileira olímpica no amistoso deste domingo contra um "catadão" carioca. O palmeirense foi chamado pelo técnico Dunga para atuar pela seleção principal nos amistosos contra Canadá e Venezuela.

Diante dos venezuelanos, Henrique falhou na jogada do primeiro gol dos adversários. Resultado: ficou fora da lista dos olímpicos que vão participar da partida no Rio de Janeiro. "Viu o que aconteceu com o Henrique? Ele tem idade olímpica e está fora", disse Alex, temeroso de perder a oportunidade dada por Dunga.

O técnico Muricy Ramalho pediu à diretoria que tentasse a liberação do zagueiro e do volante Hernanes para que pudessem enfrentar o Sport-Recife neste sábado, no Morumbi. O treinador revelou o fato na terça-feira à tarde. Logo depois, Alex deu entrevista contrariando Muricy: "Seleção é momento. Não posso bobear. Se eu não jogar esse amistoso, corro o risco de ver outro zagueiro pegar a minha vaga e disputar as Olimpíadas".

O São Paulo mandou um ofício, mas não recebeu resposta até as 11h30 desta sexta-feira, pedindo isonomia: a CBF já dispensou Thiago Neves e Thiago Silva, ambos do Fluminense, que embarca neste domingo para o Equador, onde enfrenta a LDU na final da Copa Libertadores da América.

(Foto: Bruno Miani/VIPCOMM)

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19 de junho de 2008

“São Paulo quer comprar e não vender”, diz diretor

borges_luciano às 21:22

Por Luciano Borges

O São Paulo não está desesperado para vender seus jogadores. Segundo o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes, o clube paulista tem uma situação financeira estável. “Desde 2004, nosso balanço é superavitário. Esta situação confortável nos dá tranqüilidade”, diz o dirigente que avisa: “O nosso interesse não é vender, é comprar”.

O técnico Muricy Ramalho pediu um armador, mas o clube vai atrás também de atacante e um volante para suprir a saída de Adriano e Fábio Santos. As investidas dos sãopaulinos devem começar no mês que vem. “Com a janela européia abrindo em julho, vamos ver quem podemos trazer”.

Enquanto não vai em busca de reforços, o São Paulo continua afirmando que não quer vender seus atletas mais cobiçados: Hernanes e Alex Silva. O clube catalão estaria disposto a pagar US$ 25 milhões para contratar o volante e o zagueiro, convocados para a seleção olímpica.

Esta informação, revelada por jornais espanhóis é tratada com desdém pelos dirigentes tricolores. “O Barcelona está se expondo a uma posição ridícula”, afirmou João Paulo.

O dirigente repetiu ao Blog do Boleiro que o preço pelos direitos federativos de Hernanes está estipulado em 25 milhões de euros. “O que está sendo anunciado não daria sequer para levar o Hernanes. Imagine então os dois atletas”, disse.

Na diretoria do São Paulo, o interesse do Barcelona por seus jogadores já virou motivo de boas tiradas. Tipo: “Se foi mandado um representante, ele deve estar vindo a pé porque faz um mês que ouvimos isso” (João Paulo de Jesus Lopes). Ou então: “Por esse dinheiro, eu compro os dois jogadores” (Marco Aurélio Cunha, gerente de futebol).

Até esta quinta-feira, a diretoria do time paulista tinha recebido apenas uma sondagem de representantes da Traffic. “Eles queriam saber se estaríamos dispostos a abrir negociação e que eles teriam 11 milhões de euros para gastar com o Hernanes”, contou Lopes. “Mas a posição do São Paulo é só negociá-lo pelo preço da multa”, acrescentou.

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18 de junho de 2008

Mineirão: torcedores pagam R$ 250… e ficam em pé

borges_luciano às 21:40

Por Bob Fernandes (de Belo Horizonte)

A partida começou e torcedores que pagaram R$ 250 pelas cadeiras especiais, no setor logo abaixo da Tribuna da Imprensa, assistem ao espetáculo em pé. Aos berros.

Embora ainda se vejam poucos espaços em alguns setores do Mineirão, já estava claro antes da partida que havia superlotação no setor das cadeiras especiais. Logo abaixo do setor reservado para as cabines de rádio e para a imprensa, torcedores se acotovelavam e sentavam-se nas escadas, o que aumentava ainda mais o tumulto.

Entre as cadeiras especiais e o setor reservado para convidados da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), torcedores sem lugar formavam uma barreira, enquanto a multidão atrás gritava o tradicional "senta, senta" dos estádios brasileiros. Ainda faltavam 20 minutos e a balbúrdia no setor das cadeiras especiais abaixo das cabines de rádio prometia encrenca.

Faltam 5 minutos para o início da partida. No palco onde o Jota Quest fez o show, Pedro Bial entoa e puxa o coro da platéia do Mineirão:

- Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor…

Dito isso, chega Pelé, na sua condição de mineiro homenageado pelo governador Aécio Neves. 

Entra o juiz em campo, secundado pelo coro de sempre: Filho da…! La…!

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