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31 de março de 2008

Mãe de Valdívia: “Não batam tanto no meu filho”

borges_luciano às 11:35

 

Por Luciano Borges

Dona Elisabeth sofre. Ela afirma que estão entrando muito duro no filho. “Me dói ver quando os jogadores batem nele. Eu peço para que ele saia dos lances, quando alguém chega assim”, diz. Ele é Jorge Valdívia, atacante do Palmeiras.

Por isso, numa reportagem para o programa Mesa Redonda Futebol Debate, da TV Gazeta, dona Elisabeth fez um apelo aos zagueiros do Brasil: “Por favor, não batam tanto no Valdívia”.

As imagens dos jogos do Campeonato Paulista chegam até a tevê dos pais do atleta em Santiago, no Chile. A mãe acompanha as partidas. Virou palmeirense por conta dos dois “meninos”. O caçula Cláudio, depois de passar pelo Barueri, está no Palmeiras B. É volante que bate.

Valdívia é ídolo do Palmeiras e vice-artilheiro do time no Paulista/2008, com sete gols. Ele garantiu – no mesmo programa deste domingo à noite – que não provoca os adversários. Ou quase. “O futebol do Valdívia é que provoca”, afirmou.

O jogador diz que entra em campo para ser feliz. “Estou jogando como gosto, do meio para frente e solto”, disse.

E, embora garanta estar feliz no Brasil (“aqui tenho futebol, minha mulher e minha filha”), Valdívia quer voltar à seleção do Chile. Ele foi afastado por 20 jogos da equipe nacional durante a última Copa América, na Venezuela, por problemas disciplinares.

A punição caiu pela metade e o jogador já cumpriu nove partidas. Poderá voltar contra. Isso se o novo técnico do Chile – o argentino Marcelo Bielsa – quiser. Os dois têm em comum um apelido: “Loco”.

(Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/Gazeta Press)

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28 de março de 2008

Com parceria, Timão Mulher traz melhores do mundo

borges_luciano às 17:29

 

Por Luciano Borges

Na próxima semana, o Corinthians deve anunciar o patrocinador da sua equipe feminina de futebol. Na terça-feira, o clube assina pré-contrato de patrocínio com a Expand, uma empresa que se auto-define uma butique do comércio exterior”.

A parceria já está acertada. Com ela, as atacantes Marta e Cristiane (foto abaixo) deverão reforçar o Timão Mulher no segundo semestre. Esta última, eleita - pela Fifa - terceira melhor jogadora do mundo em 2007, está jogando no Linkopings FC da Suécia. No entanto, Zóinho (apelido de Cristiane) deu a palavra que retornaria ao Corinthians depois de julho.

No começo deste ano, quando o técnico Ademar Jr. começou a montar o time feminino, Cristiane participou dos treinos físicos. Entrou em forma para se apresentar melhor no futebol sueco. Ela é corintiana, assim como Marta (foto no alto) , a melhor do mundo nas duas últimas temporadas.

A alagoana, rainha nas premiações da Fifa, é a estrela do time do Umea. Na semana passada ela fez um dos gols da vitória por 3 a 0 sobre o Djurgardens, na final da Supercopa da Suécia.

A iniciativa de contratar Marta depende do acerto entre Corinthians e sua nova parceira. O clube arma um grupo para vencer torneios dentro do Brasil. Mas o apelo das vice-campeãs mundiais e olímpicas – Marta e Cristiane – é fora do país.

Hoje, a Expand busca negócios no mundo árabe, no Japão e Estados Unidos. Por isso, uma das idéias é promover amistosos nestes lugares. Já há a possibilidade de uma partida em Dubai, nos Emirados Árabes.

O Timão Mulher tem 20 atletas contratadas. Quer mais dez. Está negociando o repatriamento de outras jogadoras, além de buscar nomes de seleções da América do Sul. Hoje, o elenco conta com a zagueira Juliana Cabral, capitã do time olímpico medalha de prata em Atenas/2004.

Em maio, o time feminino estréia no Campeonato Paulista. No segundo semestre, aguarda a decisão da CBF para saber quando disputa a Copa do Brasil. Entre estas duas competições, virão os amistosos no exterior. Isto, se o projeto com a parceria der certo.

Camisa Roxa

Em fevereiro deste ano, o Blog do Boleiro anunciou a busca pelo patrocinador e o sonho de montar uma verdadeira seleção feminina no Parque São Jorge. O treinador escolhido é experiente.

Ademar Jr. é o técnico de futebol feminino mais antigo em atividade no Brasil. Ex-jogador, ele foi volante do Umuarama (PR) e atuou em times de Portugal e dos EUA (Miami Tango), antes de encerrar carreira no Saad de Santo André. Lá, em 1993, começou a carreira de treinador no futebol, montando a equipe de mulheres do clube do ABC.

Nos últimos 15 anos, Dema dirigiu a seleção brasileira, times do Brasil e do exterior (masculinos também) e voltou ao Corinthians com o projeto da equipe feminina. “Vamos divulgar mais o nome do Corinthians no mundo e vamos de encontro ao desejo dessas jogadoras que já conseguiram coisas maravilhosas com a seleção”.

Se depender do técnico, o Corinthians feminino vai adotar a camisa roxa, lançada nesta temporada para ser o uniforme 3 do time masculino. “Ela representa a paixão do corintiano e estas meninas vão fazer isso”, diz.

(Fotos: Reinaldo Marques / Terra)

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27 de março de 2008

Leão ainda quer Hugo; técnico continua sem receber

borges_luciano às 17:32

Por Luciano Borges

No início da temporada de 2008, os dirigentes de Santos e São Paulo chegaram a discutir a seguinte troca: a ida do lateral Kléber para o Morumbi e a vinda de três atletas do Tricolor para a Vila Belmiro. Um dos jogadores pedidos pelo técnico Emerson Leão era o meia Hugo. O negócio não saiu. Mas o interesse continua.

Nesta quinta-feira, Leão disse – em entrevista na Rádio Jovem Pan – que ele ainda gosta do futebol de Hugo. E mais: o treinador afirmou que o presidente Marcelo Teixeira vai atrás de reforços no final do Campeonato Paulista: “Ele vai contratar. Ele sabe que precisa de um homem de frente, de um lateral e de um coordenador.”

Hugo foi afastado do elenco do São Paulo. A ordem partiu do presidente Juvenal Juvêncio, alegando falta de interesse da parte do atleta.

O dirigente santista deve acertar o contrato com Leão ainda nesta sexta-feira. Desde que assumiu o cargo, no início do ano, o treinador tem, -literalmente- trabalhado de graça. “Ainda não assinamos contrato e nem tive tempo de acertar isso”, afirmou.

Leão demorou para abrir conta na agência bancária indicada pelo clube para receber o salário. Agora, ele e Teixeira devem definir outros detalhes para formalizar a contratação. Esta não deve ser o único tema da conversa.

O presidente do Santos pediu a volta de um costume antigo que os dois tinham: “A gente almoçava e jantava com freqüência para discutir o futebol do Santos. O Dr. Marcelo pediu a volta destes encontros e acho muito bom”, contou Leão.

No encontro de amanhã, a vinda de Hugo deve entrar na pauta da conversa.

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26 de março de 2008

Medo de dor de cabeça faz Marcinho virar goleador

borges_luciano às 12:07

Por Luciano Borges

Marcinho Guerreiro gostou de ser goleador. Responsável pelo gol da vitória do Santos sobre o Guaratinguetá, o volante até quis ficar treinando chutes da entrada da área, no final do treino desta terça-feira. Foi impedido pelo preparador físico Fernando Leão.

“Ele me viu lá com as bolas e já foi dizendo para descansar, subir as perninhas, porque o ritmo está puxado”, disse.

No Campeonato Paulista, Marcinho já comemorou três tentos. Dois deles em tentativas de longe. É seu melhor desempenho ofensivo em 10 anos de carreira.

No Palmeiras, onde jogou por três temporadas e meia, ele deixou sua marca quatro vezes. Somando as passagens pelas oito equipes onde jogou, ele calcula ter acumulado 13 gols.

O curioso é que, antes da partida contra o Guaratinguetá, Marcinho treinou finalização, “dando uma de migué”. Terminado o trabalho tático, o técnico Emerson Leão colocou os zagueiros e volantes na área para cortar cruzamentos e chutes dos meias e atacantes.

Marcinho Guerreiro e Rodrigo Souto decidiram sair da área e se juntar aos homens de frente. “A gente falou: vamos lá. Se o Leão não falar nada, a gente fica. Ele não falou nada, eu até fiz gol depois”, contou o volante.

E sabe por que os dois atletas quiseram finalizar?

“Ah, a gente fica ali na área cabeceando, tirando a bola dos caras. Vem cada porrada que você termina o treino com dor de cabeça”, explicou o atleta de 27 anos, especializado em desarmar os adversários e homem de confiança de Leão desde os tempos de Palmeiras.

Ganhar para não jogar amistosos

Marcinho tem um ótimo motivo para vencer o Corinthians esta noite, na Vila Belmiro. O volante do Santos sabe a diferença entre estar na briga pela classificação e cumprir tabela: “O clássico é de vida ou morte. Se a gente perde ou empata, vai ficar jogando amistosos”.

Pela primeira vez, o jogador enfrenta um time grande na Vila Belmiro. Acha que a torcida ajuda: “Aqui dentro a gente é forte”.

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25 de março de 2008

Gerente do São Paulo vai criticar juízes na FPF

borges_luciano às 10:37

Por Luciano Borges

A interpretação dos juízes está derrotando o São Paulo. Esta é a linha da fala que o médido e gerente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, pretende utilizar hoje, quando irá depor no Tribunal de Justiça Desportiva da FPF.

O depoimento de Marco Aurélio estava marcado às 10 horas desta terça-feira. Mas,  ele avisou que só podia aparecer na Federação Paulista de Futebol às 16h00. “Eu tenho cirurgia marcada ao meio-dia. Não dava para ir de manhã”, disse.

O que o Tribunal de Justiça Desportiva da FPF quer é confirmar se as críticas do dirigente aos árbitros do Campeonato Paulista se constituem ofensa à instituição. Depois da derrota do São Paulo para o Palmeiras, por 4 a 1, Marco Aurélio disse aos jornalistas que erros seguidos de interpretação estavam prejudicando sua equipe.

A conversa entre o Blog do Boleiro e o gerente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, foi feita por telefone, na noite desta segunda-feira. E começou assim:

Blog do Boleiro – Você vai depor amanhã?
Marco Aurélio Cunha
– Claro que vou. Atrapalha um pouquinho, mas eu vou.

Blog do Boleiro – E o que você vai dizer no Tribunal de Justiça Desportiva?
Marco Aurélio Cunha
– Vou dizer que, na interpretação dos árbitros, o São Paulo está perdendo por cinco a zero.


Quando o Blog do Boleiro entrevistou o Dr. Cunha, o atacante Kleber, do Palmeiras, tinha acabado de ser julgado e punido com três jogos de suspensão pela cotovelada que causou um corte na pálpebra do zagueiro tricolor André Dias.

Blog do Boleiro – O que você achou da pena?
Marco Aurélio Cunha - 
Três jogos? Tá bom. Estou de acordo com a decisão do Tribunal. A partir de agora, uma cotovelada como aquela vale três partidas de suspensão. Está aberta a jurisprudência. É só bater que pega três jogos.

Marco Aurélio cunha não usa a palavra “complô” para criticar a arbitragem,  mas foi chamado para depor por dois motivos: para inibir seu discurso e para ver se ele fere algum artigo do Código Brasileiro Disciplinar de Justiça.

Blog do Boleiro – Há alguma reclamação deste final de semana. O São Paulo foi prejudicado?
Marco Aurélio Cunha –
É o que eu disse. Erro de interpretação. Tivemos uma jogada, um pênalti a nosso favor, que não foi marcado. O zagueiro do Guarani agarrou a camisa do Miranda e foi como se nada tivesse acontecido.

Blog do Boleiro – Mais algum erro?
Marco Aurélio Cunha –
No nosso jogo, não. Mas no jogo entre Palmeiras e Paulista, anularam um gol do Paulista numa falta discutível sobre o Henrique. Depois, no gol do Palmeiras, a jogada começou com uma falta que não foi e um escanteio que não foi. Olha, acho que o São Paulo está perdendo de 20 a 0 na interpretação.

Blog do Boleiro – Você não teme ser punido?
Marco Aurélio Cunha –
Não coloquei em dúvida a instituição Federação Paulista. Só digo que os árbitros estão interpretando mal. É minha forma de ver. Posso estar errado. Se estiver, me desculpem.

No final da entrevista, Marco Aurélio foi perguntado sobre as declarações do técnico Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras.

Blog do Boleiro – Você viu ou ouviu o Vanderlei dizendo que faltava denunciar uma pessoa do São Paulo que teria feito as mesmas críticas que ele fez à arbitragem?
Marco Aurélio Cunha
– Ele falou isso, é? Vai ver que foi por isso que ele engoliu aquele inseto. Mexeu comigo, engoliu mosquito (risos).

Blog do Boleiro - Vocês eram amigos, foram campeões no Bragantino e trabalharam juntos no Santos.
Marco Aurélio Cunha –
A gente era, mas há dois anos que não nos falamos.

(Foto: Terra)

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21 de março de 2008

Procurador tem orgulho de ser conselheiro do SPFC

borges_luciano às 17:29

 

Por Luciano Borges

O Código Brasileiro Disciplinar de Justiça precisa ser atualizado. Esta é a opinião dos advogados Edilson Richelmo Zago e de Antonio Carlos Meccia, procuradores do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol. Nesta temporada de 2008, os dois se tornaram personagens freqüentes do noticiário esportivo, especialmente nos inícios de semana.

Afinal, eles são os responsáveis por enviar ao TJD as notificações enquadrando atletas, treinadores e dirigentes que infringiram o Código.

O Dr. Zago, advogado criminalista de 61 anos, virou manchete nos últimos dias porque decidiu enquadrar o atacante palmeirense Kleber por agressão ao zagueiro André Dias, do São Paulo. O lance aconteceu no clássico entre as duas equipes, no último domingo.

Os dirigentes do Palmeiras responderam com uma cópia de vídeo mostrando, no mesmo jogo, o meia Jorge Wagner desferindo uma joelhada no chileno Valdívia. Zago teve ainda vai analisar esta representação.

O fato de ser conselheiro (em abril, ele concorre a novo mandato) e presidente do Conselho Fiscal do São Paulo, deu margem à insinuação dos homens de verde de que o amor pelo Tricolor teria levado o procurador a enquadrar Kleber. O atacante pode ser suspenso de quatro a nove meses.

Em entrevista ao Blog do Boleiro, o procurador nega esta acusação e defende um Código mais antenado com o futebol atual. Ele fala em penas mais específicas e realistas.

A seguir, a conversa realizada na tarde desta quinta-feira.

Blog do Boleiro – Dr. Zago, o senhor é conselheiro e presidente do Conselho Fiscal do São Paulo. Não há um choque ético com o cargo de procurador do Tribunal de Justiça Desportiva?
Édison Zago
– Sou presidente do Conselho Fiscal do São Paulo, sim. E com muito orgulho. Fui eleito para o terceiro biênio. E quando fui convidado pelo presidente da Federação, o Dr. Marco Polo Del Nero, para trabalhar no TJD, eu já tinha este cargo no São Paulo. Agora, eu não misturo as coisas.

Blog do Boleiro – Durante esta semana, os dirigentes do Palmeiras deixaram no ar que a denúncia contra o atacante Kléber tem a ver com sua paixão pelo São Paulo?
Édison Zago
– Acho que esta insinuação não tem o menor fundamento. Antes mesmo de ser conselheiro do São Paulo e procurador do TJD, eu sou advogado e tenho um nome a zelar. Em toda profissão liberal, seu patrimônio é o nome. Você se mantém porque seu nome é limpo, íntegro. Se eu fui convidado pelo São Paulo e pela FPF é graças ao meu nome. Sou procurador aqui há cinco anos e nunca tive um senão. Só agora, porque o caso ganhou repercussão, eu estou falando. Não estou aqui para aparecer.

Blog do Boleiro – Como é sua rotina aqui no TJD?
Édison Zago
– Na segunda-feira, eu leio os relatórios dos árbitros. É com eles que checamos as expulsões, os artigos em que os atletas podem ser enquadrados. É a súmula que determina a notificação ao Tribunal. Veja o caso do Lenílson, que jogava no São Paulo. Ele foi suspenso por ter dados uma cotovelada num jogador do Santos. Foi até menos violenta do que esta do Kleber, mas o juiz o expulsou e justificou como agressão. Às vezes, com base em teipes, posso pedir a punição de um atleta ou dirigente.

Blog do Boleiro – Foi assim que o senhor chegou ao Kléber, do Palmeiras?
Édison Zago
– Eu vi o lance durante o jogo. Depois, no domingo à noite, revi em ângulos diferentes. Pedi uma cópia do teipe do jogo. Assisti na segunda-feira à noite. E só depois decidi notificar o atleta. Desde que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (CBF) passou a fazer denúncia via imagem da tevê, nosso trabalho aumentou. Se fosse pelo relatório do árbitro (Flávio Rodrigues Guerra), o Kléber não seria notificado.

Blog do Boleiro – Mas o senhor não notificou o Jorge Wagner.
Édison Zago
– Acontece que não vi esta imagem no domingo. Depois que o Palmeiras entrou com a representação contra ele, consegui um DVD com o lance. Devo analisá-lo até segunda-feira, mas pelo que vi, ele deve ser mesmo notificado no artigo 253 do Código Brasileiro Disciplinar de Justiça.

Blog do Boleiro – E a intimação para que o gerente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, deponha na próxima terça-feira?
Édison Zago
– Pois é. Sou tão “tendencioso” que intimei o Marco Aurélio para depor aqui na FPF. Ele precisa dar explicações sobre o que disse depois do clássico. Eu ouvi a gravação da entrevista dele a uma emissora de rádio e, embora não tenha usado a palavra “complô”, deixou insinuações no ar que ele precisa esclarecer. Isso porque eu sou “corintiano” e ele é são-paulino.

Blog do Boleiro – O Código Disciplinar precisa ser modificado? Porque, nos últimos julgamentos, ficou claro que existe uma diferença entre o artigo em que o réu é enquadrado e a sentença final.
Édison Zago
– O Código precisa ser atualizado. Ele é de 2003, já sofreu alterações em dezembro de 2006, mas deveria ser feito um estudo com base no que já existe e o que está mudando no futebol. Hoje, algumas penas são muito pesadas e não especificam situações.

Blog do Boleiro – Como assim?
Édison Zago
- Se um jogador comete uma agressão no lance ou fora dele, vai ser denunciado no artigo 253, cuja pena varia de 120 a 540 dias. E o que acontece? A defesa leva a agressão para ato de hostilidade ou ato desleal e o atleta é punido com até três jogos.

Blog do Boleiro – Transformar a suspensão em multa em dinheiro não é uma saída viável?
Édison Zago
– Como está hoje, não. O Vanderlei Luxemburgo foi multado em R$ 50 mil. Para ele ou para o Palmeiras, é uma quantia razoável, que se pode pagar. Mas se você multar o São Bento em R$ 50 mil, vai ver como o presidente lá vai dar pulos. O Código vale para atletas de todas as categorias e para os clubes das Séries A-1 até Série B. A multa é pesada. Nem todo mundo pode pagar.

Blog do Boleiro – O que deveria ser feito, na sua opinião?
Édison Zago
– Adequar as penas. O Código é muito duro e, às vezes, injusto. Hoje, um garoto dos juniores é expulso, pega um artigo 253 e pode ficar parado 540 dias. É muito tempo. A carreira do menino acaba antes de começar.
Blog do Boleiro – O futebol está mais violento?
Édison Zago – Eu diria que a incidência de jogadas violentas aumentou. Eu atribuo este fato para a preparação física de hoje. O futebol atual é 80 por cento preparo físico. Antigamente, essa influência não era tão grande. O jogador tinha até tempo de receber a bola e pensar o que fazer antes de ser incomodado por um marcador. Hoje, mal um atleta toca na bola, o pessoal já chegou junto. E, veja bem, nem sempre estas entradas violentas são intencionais. Aí entra o entendimento do procurador. Ele tem que adivinhar se um agressor teve mesmo a intenção de machucar o adversário.

Blog do Boleiro – É duro de provar.
Édison Zago
– Pois então. Aí eu acho que o atleta não teve a intenção de machucar outro atleta, mas a imprensa pensa o contrário e faz a cabeça dos torcedores, dos dirigentes. Como o procurador vai provar que houve ou não intenção. Só se o agressor avisar antes. É preciso então olhar com muito equilíbrio, ter certeza ao colocar no artigo correto.

Blog do Boleiro – E a simetria da pena? Se um jogador sofrer uma fratura que o afaste dos campos, o agressor não deveria ficar suspenso no mesmo período?
Édison Zago
- Esta possibilidade existe no próprio Código, no parágrafo 2 do artigo 253. Mas até hoje, que eu saiba, ninguém foi punido assim. Mas não sei se a simetria das penas funcionaria. O que adianta um jogador ficar parado 8 meses, treinando, enquanto o outro se recupera. Talvez fosse melhor uma pena alternativa.

Blog do Boleiro – Na segunda-feira, o senhor estará no julgamento?
Édison Zago
– Sim. Eu participo das sessões.

Blog do Boleiro – Tem muito réu que jura inocência mesmo com a imagem mostrando o contrário?
Édison Zago
– É o que mais tem.

(Foto: Blog do Boleiro)

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20 de março de 2008

Fracassa tentativa de enquadrar Valdívia no TJD

borges_luciano às 17:10

Por Luciano Borges

O clássico entre Palmeiras e São Paulo não tem hora para acabar. Quatro dias depois do final da partida, vencida pelos palmeirenses por 4 a 1, as duas partes ainda tentam punir quem andou fora da linha, dentro das quatro linhas. A bola da vez nesta quinta-feira foi o meia/atacante Valdívia.

Os são-paulinos descobriram uma imagem onde ele acerta um soco num adversário, durante o confronto de Ribeirão Preto. No início da tarde, o procurador do Tribunal de Justiça Desportiva da FPF - Edison Richelmo Zago - foi sondado sobre a possibilidade de denunciar o chileno, caso recebesse uma DVD com a imagem. A resposta foi negativa: “Esta história é leite derramado e já passou do prazo.”

A oferta não partiu dos dirigentes do Tricolor. Mas desde terça-feira à noite, são-paulinos ilustres estavam atrás de uma cópia deste lance.

Na quarta-feira, o Palmeiras entrou com representação contra o armador Jorge Wagner. Por pouco, o documento sequer seria recebido pela Federação Paulista.

Na página inicial, o clube se dirige à Confederação Brasileira de Futebol. Alertados pelo pessoal da Tribunal, os advogados palmeirenses enviaram um segundo documento, com destino correto.

Com isso, o caso de Jorge Wagner (que desferiu uma joelhada em Valdívia) deverá chegar ao presidente do TJD, Dr. Edmo João Gela, ainda na segunda-feira. Ele, então, encaminha o documento para o procurador.
Edison Zago já assistiu ao teipe que contém este lance. Deve acatar o pedido do Palmeiras e denunciar o atleta do São Paulo. Mas ele só será julgado na primeira sessão de abril.

Na próxima segunda-feira, o Tribunal julga o caso da cotovelada do atacante Kleber no zagueiro André Dias. Ele foi enquadrado no artigo 253 e pode ser suspenso de 120 a 540 dias.

No dia seguinte, terça-feira às 10 horas da manhã, o gerente de futebol do São Paulo irá depor no TJD. Ele terá que explicar o que quis dizer com as acusações de erros seguidos contra o Tricolor que, segundo o dirigente, têm sido cometidos nos últimos jogos.

Precisa convencer os procuradores de que não ofendeu a Federação. se não quiser parar numa sessão do TJD.

(Foto: Fabio Menotti)

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19 de março de 2008

Novatos podem apitar finais do Paulistão 2008

borges_luciano às 20:48

 

Por Luciano Borges

Um juiz novato poderá apitar a decisão do título estadual de 2008 em São Paulo. A Comissão Estadual de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol já definiu sete nomes que vão encabeçar os sorteios dos jogos semifinais em diante.

Na lista, dois árbitros são da Fifa: Paulo César de Oliveira e Sálvio Spinola Fagundes Filho. O terceiro árbirtro internacional é Wilson Luiz Seneme. Os outros quatro escolhidos são:  José Henrique de Carvalho, Luiz Flávio de Oliveira, Rodrigo Braghetto (foto) e Flávio Rodrigues Guerra.

Os dois últimos apitaram o primeiro clássico da carreira neste ano. Braghetto, juiz classificado como ouro A e número 13 no ranking da FPF, dirigiu o confronto entre Palmeiras (1) e Corinthians (0).

Guerra foi o juiz da partida entre Palmeiras (4) e São Paulo (1), que recebeu críticas do gerente de futebol tricolor, Marco aurélio Cunha.

Segundo o presidente da comissão, Cel. Marcos Marinho, todos têm chances de apitar partidas decisivas. "Vou colocar no sorteio e mesmo um destes mais novos poderá ser escalado", afirmou.

Flávio Rodrigues Guerra (ouro C e número 28 do ranking) ganhou elogios do Cel. Marinho pela personalidade que teve no clássico. "O que ele viu, apitou", disse.

Isso não o impediu de cobrar um erro do árbitro: "Ele deveria ter expulsado o Richarlyson depois do pënalti que ele cometeu no Diego Souza" .

O jogador do São Paulo já tinha sido advertido com cartão amarelo e Guerra decidiu não adverti-lo para evitar tumulto no final do clássico. "Ele quis manter a partida sob controle, mas errrou. Nossa orientação é: pênalti cometido é cartão amarelo para o infrator", explicou o presidente da Comissão de Arbitragem.

O São Paulo tem restrições aos dois nomes da Fifa

Paulo César de Oliveira é famoso entre os tricolores por erros contra a equipe do Morumbi. "Há anos, ele vem errando contra a gente", afirmou Marco Aurélio Cunha ainda no ano passado.

 Sálvio Spinola é caso mais recente. Os dirigentes não o perdoam por ter anulado um gol de Adriano contra o Corinthians. Chegaram até a encaminhar um ofício pedindo para que o árbitro não fosse mais escalado nos jogos do Tricolor.

  

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18 de março de 2008

Palmeiras denunciará Jorge Wagner e Carlos Alberto

borges_luciano às 12:51

O Palmeiras contra-ataca. Segundo o diretor de futebol e advogado, Savério Orlandi, o clube deve entrar amanhã com uma representação junto ao Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol.

Os alvos dos esmeraldinos são dois: Jorge Wagner e Carlos Alberto. Em comum, eles teriam atingido o atacante Valdívia de forma desleal. “Vamos nos reunir com a diretoria e como nosso departamento jurídico para definir o que vamos fazer. Temos prazo até amanhã”, disse Savério.

Os palmeirenses estão atrás do tape do clássico Palmeiras e São Paulo. Eles querem localizar as cenas onde Jorge Wágner acerta uma joelhada em Valdívia e Carlos Alberto atinge o rosto do chileno com uma cotovelada.

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Kléber é denunciado; TJD enquadra gerente do SPFC

borges_luciano às 11:17

 

Por Luciano Borges

O atacante Kleber, do Palmeiras, será denunciado hoje por agressão ao zagueiro André Dias, do São Paulo. O procurador do Tribunal de Justiça da Federação Paulista de Futebol, Edison Richelmo Zago, decidiu enquadrar o jogador no artigo 253 do Código Brasileiro Disciplinar. A pena prevista varia de 120 a 540 dias de suspensão.

O Dr. Zago, advogado e presidente do Conselho Fiscal do São Paulo, assistiu ao vídeo teipe do clássico entre Palmeiras e São Paulo, disputado no domingo passado. Reviu a cena ocorrida no primeiro tempo, quando André Dias foi atingido na pálpebra esquerda pelo cotovelo de Kléber. “Não há dúvida de que ele teve a intenção de atingir o adversário”, disse.

A denúncia será feita sem que o São Paulo tenha entrado com uma representação contra o atacante palmeirense. Os dirigentes tricolores disseram onde, durante um evento com a parceira Warner Bros., que deixavam o caso para o procurador. Ele, aliás, estava ao lado do vice-presidente de futebol Carlos Augusto de Barros Silva, quando este dava entrevistas no Morumbi.

O artigo 253, no seu parágrafo um, abre a possibilidade de castigo maior para Kleber. Ele diz: “Se da agressão resultar lesão corporal grave, mas que não importe no afastamento do agredido, a pena será de suspensão de 240 (duzentos e quarenta) a 720 (setecentos e vinte) dias”.

MARCO AURÉLIO CUNHA TAMBÉM SERÁ DENUNCIADO

O procurador do TJD tinha em seu poder, uma pasta com vários recortes de jornais contendo as reclamações feitas pelo gerente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha. O Dr. Zago pediu ainda uma cópia da entrevista dada pelo dirigente à Rádio Bandeirantes, logo depois do clássico.

Cunha deverá ser enquadrado no artigo 188 que pune quem “manifestar-se de forma desrespeitosa, ou ofensiva, contra membros do Conselho Nacional de Esporte (CNE); dos poderes das entidades desportivas ou da Justiça Desportiva, e contra árbitro ou auxiliar em razão de suas atribuições, ou ameaçá-los”. Aqui, a pena é a suspensão de 30 a 180 dias.

(Foto: Reprodução)

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