Juiz nega ter tentado vender seguro para Luxa
Por Luciano Borges
“Fora do campo de jogo, nunca falei com o senhor Vanderlei Luxemburgo”. A frase é do árbitro Paulo Roberto Ferreira, que apitou a partida entre Palmeiras e Rio Preto, no sábado passado. Ele expulsou Luxa aos 20 minutos do primeiro tempo. Foi criticado pelo treinador palmeirense e passou a semana lendo e ouvindo que, no passado, tinha procurado Luxa para lhe oferecer apólices de seguro.
Em conversa com o Blog do Boleiro, por telefone, Paulo Roberto nega veementemente esta informação, nunca desmentida pelo próprio técnico palmeirense. “Não tenho nenhum relacionamento com o senhor Luxemburgo. O jogo de sábado foi o primeiro que apitei com time grande em campo”, disse.
Blog do Boleiro – Você ofereceu apólice de seguros para o técnico Vanderlei Luxemburgo?
Paulo Roberto Ferreira – Nunca fiz isso. Esta é uma notícia plantada que está me prejudicando, e muito.
Blog do Boleiro – Mas você conhece pessoalmente o técnico do Palmeiras?
Paulo Roberto – Conheço através dos jogos em que fiz como árbitro reserva e, uma vez, o vi na festa de final de ano da Federação Paulista. Apenas vi. Não falei com ele. Não tenho relacionamento com ele fora do campo de jogo.
Blog do Boleiro – Se você acha que é notícia plantada, de onde você acha que partiu a informação?
Paulo Roberto – Não sei, sinceramente. Antes do jogo começar, quando subia as escadas para o campo, um repórter gritou para mim perguntando o que eu fazia profissionalmente. Eu respondi que era corretor de seguros e que era de Matão (SP). Só. Depois da partida, um repórter da Rádio Bandeirantes foi até a porta do vestiário e falei com ele por dois minutos. Desmenti a notícia.
Blog do Boleiro – O que você faz exatamente?
Paulo Roberto – Eu tenho um contrato de prestação de serviços com o Bradesco Vida e Previdência SA. Meu contrato diz que tenho que atender a todo e qualquer cliente do Bradesco. É, aliás, um compromisso de exclusividade. Não posso vender apólices de outras companhias. Portanto não sou funcionário do Bradesco.
Blog do Boleiro – Mas você sai para oferecer produtos a clientes?
Paulo Roberto – Só quando solicitado por um gerente da agência onde fico ou de outra agência. Mas em geral, eu fico numa agência da zona sul de São Paulo, atrás de uma mesa onde existe uma placa onde está escrito “Seguros”. Normalmente, o gerente me indica para um cliente interessado. Quando alguém procura o Bradesco por telefone ou internet, o banco localiza o corretor mais próximo.
Blog do Boleiro – Luxemburgo é correntista de uma agência do Bradesco ao lado do Palmeiras. Você trabalha ou trbalhou lá?
Paulo Roberto – Não. Se adquiriu algum produto da área de seguro ou previdência, deve ter feito com o gerente ou os corretores de lá. Nunca coloquei os pé naquela agência.
Blog do Boleiro – Você nunca atendeu ou procurou outro treinador ou jogadores?
Paulo Roberto – Não, nunca. O jogo Palmeiras e Rio Preto foi o primeiro jogo de time grande que apitei. Nunca usei o fato de ser árbitro para falar com atletas, treinadores ou dirigentes de clubes.
Blog do Boleiro – E se você for solicitado a oferecer um produto para um jogador ou técnico?
Paulo Roberto – Sou obrigado a atender o cliente, mas por uma questão de bom senso, posso passar para outro corretor e, quando muito, ficar ao lado de quem está atendendo. E, mesmo assim, vou consultar o coronel Marinho (Marcos Marinho, presidente da Comissão Estadual de Arbitragem) sobre esta possibilidade.







