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29 de fevereiro de 2008

Juiz nega ter tentado vender seguro para Luxa

borges_luciano às 13:18

Por Luciano Borges

“Fora do campo de jogo, nunca falei com o senhor Vanderlei Luxemburgo”. A frase é do árbitro Paulo Roberto Ferreira, que apitou a partida entre Palmeiras e Rio Preto, no sábado passado. Ele expulsou Luxa aos 20 minutos do primeiro tempo. Foi criticado pelo treinador palmeirense e passou a semana lendo e ouvindo que, no passado, tinha procurado Luxa para lhe oferecer apólices de seguro.

Em conversa com o Blog do Boleiro, por telefone, Paulo Roberto nega veementemente esta informação, nunca desmentida pelo próprio técnico palmeirense. “Não tenho nenhum relacionamento com o senhor Luxemburgo. O jogo de sábado foi o primeiro que apitei com time grande em campo”, disse.

Blog do Boleiro – Você ofereceu apólice de seguros para o técnico Vanderlei Luxemburgo?
Paulo Roberto Ferreira
– Nunca fiz isso. Esta é uma notícia plantada que está me prejudicando, e muito.

Blog do Boleiro – Mas você conhece pessoalmente o técnico do Palmeiras?
Paulo Roberto
– Conheço através dos jogos em que fiz como árbitro reserva e, uma vez, o vi na festa de final de ano da Federação Paulista. Apenas vi. Não falei com ele. Não tenho relacionamento com ele fora do campo de jogo.

Blog do Boleiro – Se você acha que é notícia plantada, de onde você acha que partiu a informação?
Paulo Roberto
– Não sei, sinceramente. Antes do jogo começar, quando subia as escadas para o campo, um repórter gritou para mim perguntando o que eu fazia profissionalmente. Eu respondi que era corretor de seguros e que era de Matão (SP). Só. Depois da partida, um repórter da Rádio Bandeirantes foi até a porta do vestiário e falei com ele por dois minutos. Desmenti a notícia.

Blog do Boleiro – O que você faz exatamente?
Paulo Roberto
– Eu tenho um contrato de prestação de serviços com o Bradesco Vida e Previdência SA. Meu contrato diz que tenho que atender a todo e qualquer cliente do Bradesco. É, aliás, um compromisso de exclusividade. Não posso vender apólices de outras companhias. Portanto não sou funcionário do Bradesco.

Blog do Boleiro – Mas você sai para oferecer produtos a clientes?
Paulo Roberto
– Só quando solicitado por um gerente da agência onde fico ou de outra agência. Mas em geral, eu fico numa agência da zona sul de São Paulo, atrás de uma mesa onde existe uma placa onde está escrito “Seguros”. Normalmente, o gerente me indica para um cliente interessado. Quando alguém procura o Bradesco por telefone ou internet, o banco localiza o corretor mais próximo.

Blog do Boleiro – Luxemburgo é correntista de uma agência do Bradesco ao lado do Palmeiras. Você trabalha ou trbalhou lá?
Paulo Roberto
– Não. Se adquiriu algum produto da área de seguro ou previdência, deve ter feito com o gerente ou os corretores de lá. Nunca coloquei os pé naquela agência.

Blog do Boleiro – Você nunca atendeu ou procurou outro treinador ou jogadores?
Paulo Roberto
– Não, nunca. O jogo Palmeiras e Rio Preto foi o primeiro jogo de time grande que apitei. Nunca usei o fato de ser árbitro para falar com atletas, treinadores ou dirigentes de clubes.

Blog do Boleiro – E se você for solicitado a oferecer um produto para um jogador ou técnico?
Paulo Roberto
– Sou obrigado a atender o cliente, mas por uma questão de bom senso, posso passar para outro corretor e, quando muito, ficar ao lado de quem está atendendo. E, mesmo assim, vou consultar o coronel Marinho (Marcos Marinho, presidente da Comissão Estadual de Arbitragem) sobre esta possibilidade.

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28 de fevereiro de 2008

Juiz de Corinthians e Palmeiras apita 1º clássico

borges_luciano às 16:49

Por Luciano Borges

No início da semana, os dirigentes de Corinthians e Palmeiras pediram – via jornais e rádios – um árbitro da Fifa para apitar a partida deste domingo no Morumbi. Não foram atendidos.

Rodrigo Braghetto ainda não faz parte do quadro da Fifa e vai enfrentar o primeiro clássico de verdade de sua carreira. “Ele é um bom árbitro, está muito bem tecnicamente e, psicologicamente, está muito equilibrado”, disse o Cel. Marcos Marinho, presidente da Comissão Estadual de Arbitragem.

Na verdade, Marinho está testando Braghetto. “Esse é o momento dele. Se o cara agüentar, ganhamos um nome para futuros clássicos”, afirmou para o Blog do Boleiro.

Por precaução, o homem forte do apito paulista escolheu a dedo o 4º árbitro e o delegado da partida. “São caras experientes que vão fazer o primeiro contato com os técnicos. Queremos apenas que eles cumpram o que está na regra”, falou.

O árbitro de domingo está no quadro da Federação desde 1997. É um dos mais experientes entre os 500 nomes que constam da lista do Cel. Marinho. Entre os colegas, ele tem fama de ser rigoroso em campo.

Até aqui, o jogo mais importante de Braghetto foi o confronto entre Portuguesa e Santos, na primeira rodada do Campeonato Paulista. Depois dos 90 minutos, ele tinha mostrado o cartão amarelo sete vezes.

O juiz paulista deu três advertências por jogo brusco, duas por agarrar o adversário, uma por impedir o gol e outra porque Dias, da Lusa, tentou retardar a partida. O atleta da Portuguesa acabou sendo expulso.

Nos onze anos de carreira, Braghetto já passou por momentos tensos. No ano passado, ele foi acusado de ter desferido um pontapé em um repórter de rádio que tinha batido o microfone em sua boca, depois de um jogo do Noroeste.

Ele está entre os 10 nomes na categoria Ouro-A do ranking estabelecido pelo presidente da Comissão de Arbitragem. É o 13º de uma relação de treze nomes que compõem os melhores do quadro.

Fora de campo, o juiz do clássico é um jogador de futebol com uma qualidade e um defeito: é famoso entre os companheiros do time dos árbitros por ser um centroavante goleador e um atleta que reclama muito do homem do apito.

É este tipo de problema que ele poderá enfrentar no Morumbi. Afinal, Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras) e Mano Menezes (Corinthians) já foram expulsos de campo nesta temporada. Costumam sair da área determinada para os treinadores e reclamam muito com os juízes.

Como bom aluno, Rodrigo Braghetto está fazendo a lição de casa. Desde que soube da escala, começou a estudar como jogam palmeirenses e corintianos.

Os árbitros receberam ordem de estudar cada jogo que vão apitar. “Eles têm que saber qual a posição na tabela das equipes, conhecer quem são os jogadores, os técnicos e até o esquema tático. Tudo isso ajuda na hora de apitar uma partida”, explicou Marinho.

(Foto: Marcelo Pereira - Terra)

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Vice do Botafogo admite que “chororô” afeta o time

borges_luciano às 7:54

Por Luciano Borges

O vice-presidente de futebol do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, espera pelo retorno do time que venceu o Rio Branco (3 x 1), no Acre, pela Copa do Brasil.

Ele quer conversar com os jogadores. Sabe que a reação dos dirigentes do clube e do técnico Cuca estão afetando o humor dos atletas. “Vamos conversar sobre tudo isso. Sei que deixamos os jogadores muito tristes”, disse ao Blog do Boleiro.

Depois da derrota para o Flamengo por 2 a 1, na decisão da Taça Guanabara, o presidente Bebeto de Freitas chegou às lágrimas e anunciou sua renúncia. Depois, saiu de licença e deve retornar no cargo. Ele estava cercado de todo o time. “Já era uma coisa combinada: ganhando ou perdendo, nós iríamos todos juntos na entrevista coletiva”, disse.

A idéia, na verdade, foi do técnico Cuca. Ele queria esta demonstração de unidade. Pediu ao time ainda na preleção antes da final. Como os botafoguenses se sentiram prejudicados pelo juiz Marcelo de Lima Henrique, deixaram o campo revoltados com alguns jogadores, como Túlio, chorando.

Somente no ano passado, o próprio Montenegro e o então diretor de futebol Manoel Reina invadiram o gramado do Maracanã depois da final do Carioca. Repetiram a dose após a derrota para o Figueirense, no Maracanã, quando foram eliminados na semifinal da Copa do Brasil por um erro da assistente Ana Paula de Oliveira.

No segundo semestre, o time foi eliminado da Copa Sul-Americana de maneira incrível: o time tinha vantagem e dois gols e jogava com dois atletas a mais do que o River Plate. Mesmo assim, perdeu e fez a festa dos argentinos. Depois desta partida, Montenegro pegou pesado com os atletas, o técnico Cuca pediu demissão e, no Rio de Janeiro, Manoel Reina fez o mesmo.

A crise tirou as chances do Botafogo de conseguir uma vaga na Libertadores de 2008. O time sofreu vários resultados ruins até que Bebeto de Freitas chamasse Cuca de volta.

Este “chororô” botafoguense virou motivo de gozação entre os jogadores e torcedores do Flamengo. Na partida desta quarta-feira contra o Cienciano, do Peru, pela Libertadores, a galera cantou uma música onde os rubro-negros dizem que os inimigos choram desde o torcedor até o presidente.

Montenegro admite: os dirigente botafoguenses são exagerados e este “chororó” afeta o time. Mas garante que eles têm motivos de sobra para isso.

Blog do Boleiro – Como está o clima no Botafogo?
Montenegro
– Está tudo sob controle.

Blog do Boleiro – Não há um exagero na reação dos dirigentes?
Montenegro
– É só pegar os últimos quatros anos e verificar se ocorreu com o Flamengo algum lance duvidoso ou polêmico que tenha feito o Flamengo perder um título. Você não vai encontrar nada. O Botafogo, nos últimos três anos tem casos a mostrar. Na final do Campeonato Carioca do ano passado, o Dodô fez um gol legítimo no último minuto. O gol foi anulado e ele foi expulso. O Flamengo foi o campeão.

Blog do Boleiro – Mas seria o caso de dizer, como fizeram alguns dirigentes do Botafogo, que existe complô contra o clube?
Montenegro
– Complô? Não existe complô. O que existe é “na dúvida, apita contra o Botafogo ou a favor do Flamengo”. É muita pressão.

Blog do Boleiro – Desde a final do Estadual de 2006, cada derrota decisiva é um drama.
Montenegro
– É um acúmulo de lágrimas. Não neste jogo de domingo, porque nele nosso time saiu de cabeça erguida. Mas é o acúmulo do que vem acontecendo ao Botafogo nos últimos três anos. A imprensa é muito flamenguista. O Renato Maurício do Prado, o Fernando Calazans e o Galvão Bueno são flamenguistas. Dirigentes como o próprio presidente da CBF, Ricardo Teixeira, torcem para o Flamengo. Então, não existe complô, mas em caso de dúvida, o Flamengo é mais simpático.

Blog do Boleiro – O senhor não acha que as reações intempestivas afetam o time?
Montenegro
– Afetam, afetam. Os vice-presidentes, o presidente e os diretores do Botafogo são todos amadores. Ninguém vive do clube, ao contrário de outras pessoas em outras agremiações. Somos pessoas independentes, vitoriosas nas nossas atividades profissionais, que amam o clube e se colocam a serviço dele. Talvez por isso a gente chore mais, lamente mais.

Blog do Boleiro – Não dá para controlar?
Montenegro
– Nós somos assim, não tem como mudar. O Cuca também é assim. Ele é um grande estrategista, um ótimo treinador, mas também se emociona fortemente. Ele fica arrasado. Isso também afeta os jogadores. Nós somos assim, não tem como mudar.

Blog do Boleiro – Então não tem jeito?
Montenegro
– Não dá para mudar todas essas pessoas. Não vamos mudar de treinador, nem de dirigentes. Estou esperando os atletas chegarem do Acre para conversar sobre tudo isso. Este nosso comportamento afeta os mais novos. Mas jogadores como o Túlio e o Lúcio Flávio, mais experientes, podem ter mais frieza.

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27 de fevereiro de 2008

Corinthians estuda criar seu “Batismo Mosqueteiro”

borges_luciano às 16:33

Por Luciano Borges

O publicitário Ângelo de Sá Jr., da Agência Corinthians, revelou que o clube pode criar o “Batismo Mosqueteiro”, versão alvinegra da idéia adotada pelo São Paulo desde 2007. “Será uma espécie de batismo corintiano, baseado na experiência do São Paulo”, afirmou durante o programa Propaganda Futebol Clube, do canal Bandsports.

Ângelo é integrante da Agência Corinthians, um grupo de 14 profissionais da propaganda que são corintianos e estão dando idéias e ações para ajudar o clube a captar recursos financeiros. Foi ele quem procurou o vice-presidente de marketing Luiz Paulo Rosenberg, que aceitou a colaboração.

Quando falou na versão mosqueteira do “Batismo Tricolor”, Ângelo respondia à pergunta sobre o que o Corinthians está fazendo para formar novos torcedores entre as crianças. “Temos algumas idéias, como levar os atletas às escolas e os alunos visitarem o Parque São Jorge. Queremos também ampliar as escolinhas de futebol.”, afirmou.

O São Paulo criou o Batismo Tricolor há pouco mais de um ano. Já realizou 12 deles, o último no dia 16 deste mês. Os dirigentes são-paulinos calculam que, em menos de um ano, “batizaram” cerca de duas mil pessoas.

A cerimônia dura meia hora. Quem quiser se converter às cores do São Paulo, precisa fazer um juramento onde se compromete a atrair novos convertidos. Para ser batizado tricolor, o novo adepto paga R$ 120,00 e leva em troca um DVD, foto, um certificado, uma vela, uma camiseta e um vasinho com tufo de grama do estádio do Morumbi.

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Fabão: “Se o Leão mandar dar de bico, eu dou”

borges_luciano às 9:06

Por Luciano Borges

Fabão anda bem-humorado. Quando soube que poderá estrear no Santos, neste sábado contra o Sertãozinho, ele falou brincando: “Fazer o quê, né? Se me colocarem eu estou aí. Você sabe que eu não corro mesmo”. Depois de cinco meses sem jogar, por causa de uma fratura na perna direita, ele está quase em forma, mas disposto a obedecer ordens de Emerson Leão.

Nesta terça-feira, o treinador santista disse que pretende fazer uma avaliação, depois de um “um treino coletivo mais comprido”. Leão deve aproveitar a ausência do titular Evaldo (expulso no jogo contra o Ituano) para ver como Fabão se sai. Antes de conversar com o atleta, já mandou recado: “Todos sabem que gosto de zagueiro simples”.

Perguntado pelo Blog do Boleiro se poderia reduzir as investidas ao ataque e aos dribles que dava nos tempos em que era titular do São Paulo, Fabão, de 31 anos e de volta do futebol japonês, respondeu rápido: “O que o homem mandar, eu faço”.

Blog do Boleiro – Leão disse que quer zagueiro que jogue simples. Você consegue conter o ímpeto?
Fabão
– Opa. O que ele mandar fazer, eu faço. Se o Leão mandar dar de bico, dou de bico. Tudo tem sua hora. Se der para sair da área, saio. É como o Felipão dizia (Luiz Felipe Scolari, técnico da seleção de Portugal): “Bola longe do gol, não tem perigo nenhum”.

Blog do Boleiro – Mas, mesmo quando Leão treinava o São Paulo, você tinha liberdade para sair ao ataque.
Fabão
– Então, mas lá a gente jogava com três zagueiros e eu era o homem do lado direito. Sempre que dava, saía jogando. Batia faltas também. Acho que assim é possível arriscar umas jogadas.

Blog do Boleiro – Você está em forma?
Fabão
– Quase. Estou pesando 87 quilos, dois acima do ideal. Mas venho treinando bem. Participo dos coletivos e depois faço exercícios físicos. Sabe que não corro né (risos).

Blog do Boleiro - Já viu o Santos jogar?
Fabão
– Vejo direto, mesmo quando ainda não estava contratado. O time vai ser forte. Vai dar trabalho. Só não acompanhei a vitória de domingo sobre o Ituano porque estava em Goiânia com a família.

Blog do Boleiro – Está morando sozinho?
Fabão
– Estou. Fico aqui na concentração. De vez em quando é bom ver a mulher e as filhas. Sabia que tenho cinco? Um dos motivos da minha saída do Kashima Antlers foi a família.

Blog do Boleiro – Por quê?
Fabão
– Porque a minha caçula Samanta já tinha um ano e dez dias e a gente não tinha conseguido trazer alguém do Brasil para ajudar minha mulher, a Amanda. Nesse sentido, o Japão é pior que os Estados Unidos. É difícil entrar gente lá. Então conversei “de boa” com os dirigentes e expliquei a situação. Lá, se você fala de família com eles, eles entendem logo. Fizemos um acordo e voltei para me tratar no Brasil.
Blog do Boleiro – Você não se tratou no São Paulo. Por quê?
Fabão
– Porque eu voltei direto para Goiânia, para ficar com a família. Aí estava começando a recuperação e o Leão me ligou. Vim para cá e me recuperei o mais rápido possível. Nem tive tempo de me tratar em São Paulo.

Blog do Boleiro – As condições são boas no Santos?
Fabão
– Aqui também tem uma estrutura boa, hein… Acho que é uma das melhores do Brasil.

Blog do Boleiro – É bom trabalhar com o Leão?
Fabão
– Eu gosto. Ele é gente boa pra caramba. Com ele é assim: se você trabalha bem, ele reconhece. Acho que fiz um bom trabalho com ele no São Paulo. Tanto que assinei contrato de dois anos com o Santos. Estou muito bem aqui.

Blog do Boleiro – Se precisar, você joga no sábado?
Fabão
– Opa. Se me chamarem, estou aí (risos).

(Foto: Samir Carvalho - Especial para o Terra)

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26 de fevereiro de 2008

Júlio César treina para enfrentar o Palmeiras

borges_luciano às 8:29

Por Luciano Borges

Júlio César acha que o titular Felipe retorna aos treinos já nesta quarta-feira. Mesmo assim o goleiro reserva do Corinthians, decidiu: ele vai treinar durante a semana como se fosse enfrentar o Palmeiras no domingo.

Herói da vitória sobre a Ponte Preta, no domingo passado, Júlio – de 23 anos, 15 deles no Corinthians – acha que passou segurança para o técnico Mano Menezes. Ele começou esta temporada com contrato novo, válido até 2010. Ganhou também o apoio do presidente Andrés Sanchez, que conversou com Júlio, garantindo o posto de primeiro reserva.

Os médicos do Corinthians estimaram a volta de Felipe aos treinos nesta quarta-feira. Mas como o titular é um paciente manhoso, este prazo não é certo. O que pode apressar a recuperação do goleiro é a sombra de Júlio César.

Em conversa com o Blog do Boleiro, ele revela que quase chorou depois do jogo contra a Ponte Preta, em Campinas.

Blog do Boleiro – Por que você quase chorou?
Júlio César
– Depois da partida, eu fiquei no campo dando entrevistas. Fui o último a entrar no vestiário. Quando cheguei, todo mundo já estava na roda para a oração final. Quando me viram, bateram palmas para mim. Foi emocionante.

Como vai ser sua volta aos treinos?
Eu volto para treinar com a cabeça direcionada neste jogo contra o Palmeias. Mesmo sabendo que o Felipe pode retornar, eu preciso mostrar que, se for preciso, estou pronto para jogar outra vez.

O Felipe falou com você depois da partida contra a Ponte Preta?
Ele me telefonou hoje (segunda-feira) e disse que eu tinha sido muito seguro. A gente tem uma relação legal. Antes dos jogos, a gente conversa e eu dou força, procuro incentivá-lo.

Você já jogou contra o Palmeiras como profissional?
Como titular, ainda não. Já fiquei na reserva muitas vezes.

Você visitou sua mãe, dona Carmem, depois que ela deixou o hospital? Fui vê-la esta tarde. Ela está melhor. No domingo, antes do jogo, eu conversei com ela por telefone e já fiquei mais tranqüilo porque ela tinha me dito que estava bem das dores no estômago. Mas na sexta-feira à noite, quando ela foi internada, fiquei preocupado.

Você acordou cedo no dia seguinte? Comprou os jornais para ver suas fotos?
Eu levantei umas nove horas e passei a manhã com a Simone, minha mulher. Fui à banca e comprei uns cinco jornais. É legal ver os comentários me elogiando e as fotos. Foi bom até para a Simone. Ela ficou toda orgulhosa, feliz. E olhe que ela já sofreu junto comigo.

Foi no período em que você se tornou o quarto goleiro?
Foi. Em 2005, eu estreei no time de cima contra o Figueirense. Depois fiquei na reserva do Fábio Costa. Mas em 2006, chegaram o Silvio Luis, o Herrera e o Marcelo, que era meu reserva nos juniores, passou a ser o terceiro goleiro. Cheguei a treinar como lateral-esquerdo para completar o time reserva. Você não sabe como é. Voltava para casa querendo chorar. Fiz até boxe numa academia para descarregar a angústia. E a Simone viu tudo isso.

Então dá para dizer que ela é namorada “antes da bola”?
Ah, estamos juntos há quase seis anos. A gente se casou em dezembro, ainda estamos morando na casa da sogra. Mas vamos mudar para um apartamento no Mooca.

Contra a Ponte Preta, qual foi sua defesa mais difícil?
Eu fiz umas “defesinhas” legais. Foram poucas bolas no gol, mas as que foram, deu para pegar. Acho que a cabeçada no começo do segundo tempo (do atacante Wanderley) foi a melhor.

É provável que você volte à reserva já neste domingo. O que você ganhou com o jogo da Ponte?
Era importante eu atuar bem. Joguei com muita segurança. Mostrei que estou ali para ser titular. Quando e se um dia o Felipe for negociado com um clube do exterior, o Corinthians pode saber que tem um goleiro à altura para substituí-lo.

(Foto: Evelson Vieira / AE )

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25 de fevereiro de 2008

Palmeiras: juiz relata palavrões de Luxemburgo

borges_luciano às 17:19

 

Por Luciano Borges

Somente amanhã, o técnico Vanderlei Luxemburgo deverá saber em qual artigo foi enquadrado por ter recebido o cartão vermelho logo no primeiro tempo da partida entre Palmeiras e Rio Preto.

O procurador do Tribunal de Justiça Desportiva da FPF – Dr. Edison Richelmo Zago – deve ler a súmula do árbitro e definir onde o treinador pode ser enquadrado no Código de Justiça Desportiva.

O artigo mais provável é o 188 que fala de forma desrespeitosa ao árbitro, à entidade desportiva e à legislação. Perevê suspensão de 30 a 180 dias.

Hoje, o site da Federação Paulista de Futebol divulgou o relatório do juiz.

Paulo Roberto Ferreira relatou o motivo de ter expulsado, aos 20 minutos de jogo, do confronto de sábado que terminou empatado por 1 a 1.

Diz o documento: “Aos 20 minutos de jogo, expulsei o Sr. Vanderlei Luxemburgo da Silva, Cref 054519-G, técnico da S.E. Palmeiras, após ser informado através do rádio pelo árbitro assistente nº 01, Sr. Hilton Francisco de Melo, que o mesmo se dirigiu ao 4º árbitro proferindo as seguintes palavras: “Tem que dar cartão nesta falta, c……. Eu tenho 44 anos de futebol e vocês não conhecem nada. Manda ele dar cartão, c……” . Após sua expulsão, disse as seguintes palavras: “Eu já sabia, esta expulsão já veio armada pelo Federação (Federação Paulista de Futebol)”, fato dito ao 4º árbitro, Sr. Valter Pimentel”.

A versão do árbitro contradiz as declarações de Luxemburgo que, depois do empate em 1 a 1, afirmou ter sido educado na reclamação: "Não ofendi ninguém”, garantiu.

Os dois, árbitro e treinador, contaram a mesma história sobre o que ocorreu depois da expulsão: “Eu já sabia que seria expulso”, afirmou Luxa quando caminhava para os vestiários.

Os palavrões de Luxa pesam menos do que a afirmação de que a expulsão já estaria armada pela Federação. O promotor Zago, se quiser, pode incluir a entrevista coletiva do treinador depois do jogo.

Mas no TJD pouca gente acredita em castigo mais duro.

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Kléber quer estrear contra Corinthians de Rincón

borges_luciano às 9:48

Por Luciano Borges

O clássico entre Corinthians e Palmeiras, marcado para o dia 2 de março no estádio do Morumbi, pode ganhar uma atração diferente: a estréia do meia Diogo Rincón e do atacante Kléber. “Seria muito legal se isso acontecesse”, diz o novo reforço palmeirense.

Kleber já conversou com o técnico Vanderlei Luxemburgo. Ouviu que vai trabalhar fisicamente e entrar nos treinos coletivos. É possível que jogue já contra o Corinthians. “Ele não confirmou nada, mas acho possível pelo menos ir pro banco”, afirmou.

No mês de janeiro, Diogo e Kléber formavam uma dupla perigosa e famosa na cidade de Kiev, Ucrânia. Os dois eram titulares do Dynamo e tinham uma vontade em comum: sair de lá e jogar no Brasil.

Diogo foi contratado por empréstimo – de graça – pelo Corinthians. Kléber veio para o Palmeiras. Os “amigos de Kiev” se conheceram há quatro anos. Neste período, eles dividiram o mesmo chalé da concentração, mandaram instalar antena para pegar o sinal internacional das tevês Globo e Record e programavam os jantares em família.

Nesta semana, Kleber e Diogo conversaram por telefone e marcaram encontro para a última quinta-feira. Mas terminaram o dia cansados e desistiram. “Eu treinei fisicamente. Depois participei de vinte minutos do coletivo. Senti dores nas costas por causa do trabalho físico”, contou Kleber.

Diogo correu em volta do campo do Parque São Jorge. Na noite da quarta, ele assistiu ao clássico Corinthians e Portuguesa no camarote do patrocinador do time. Quando foi descoberto por torcedores, recebeu boas vindas e algumas cobranças para resolver o meio de campo corintiano. “Mas deu para perceber que o time está bem montado”, disse o meia.

Kléber conta que Diogo e ele formaram uma dupla entrosada. “O Diogo é muito forte e habilidoso. Fizemos muitos gols juntos. Eu sofria pênaltis e ele cobrava. Em troca, ele me deu várias assistências”, lembra o atacante palmeirense.

Da convivência em Kiev, os dois novos reforços do futebol paulista descobriram que são comilões. “Ele é gaúcho e gosta de churrasco. Eu adoro carne. A gente come muito”, conta Kleber. Outro comportamento comum: a falta de vaidade. “A gente é “desencanado”. Se não tinha sabonete no vestiário, era só tirar o suor e depois tomar banho em casa”, lembra.

(FOTO: Marcelo Pereira/Terra)

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22 de fevereiro de 2008

Técnico da Ponte Preta reclama da mídia

borges_luciano às 8:26

Por Luciano Borges

Quer tirar Sérgio Guedes do sério?

É só perguntar para o ex-goleiro e atual treinador da Ponte Preta se ele prevê muita dureza nos cinco jogos fora de casa que o time terá pela frente.

A resposta sai rápida e ríspida: “Jornalista precisa se informar melhor antes de falar uma coisa dessa. Já ouvi vários comentaristas falarem que a Ponte Preta vai cair de rendimento porque tem vários jogos fora”.

Na verdade, o líder do Campeonato Paulista não vai ficar longe de Campinas. Dos nove jogos que restam na primeira fase do torneio, quatro serão no estádio Moisés Lucarelli (Corinthians, Portuguesa de Desportos, Guarani e Noroeste). Os confrontos na cada do adversário serão contra Marília, Palmeiras, Sertãozinho, Rio Claro e Santos.

Ao conversar com o Blog do Boleiro, o treinador falou sobre os assuntos que o deixam irritado: assédio aos jogadores, a diferença de tratamento que a mídia dá à Ponte e também a arbitragem.

Blog do Boleiro – Nos próximos nove jogos, a Ponte vai sair cinco vezes. Vai ser tarefa difícil?
Sérgio Guedes –
Jornalista fala cada bobagem… Nós vamos jogar cinco vezes em casa, mas vamos também jogar quatro fora. A gente jogou em casa e ganhou tudo. Mas também disputamos quatro partidas fora. Ganhamos duas e perdemos duas. É um bom desempenho. Então não tem nada a ver.

Blog do Boleiro – Então qual a projeção você faz?
SG –
A Ponte Preta está jogando para correr na frente. Se a gente vai terminar em primeiro, quinto ou sexto, só os resultados vão dizer. Agora, o que pouca gente fala é que ontem, contra o Barueri, perdi um jogador expulso de maneira justa. Mas logo depois, o Duílio acertou o Marcelo Soares, o juiz deu a falta, meu jogador saiu machucado e o zagueiro nem foi advertido. Isso ninguém comenta. Só falam que a Ponte não vai se classificar para a final.

Blog do Boleiro – E a Ponte Preta vai se classificar?
SG –
Em nenhum momento, a gente disse aqui que a Ponte vai ser campeã, mas desde o começo deste projeto dissemos que vamos correr na frente. Mas olha como alguns jornalistas tratam o assunto. O Palmeiras tem 15 pontos e já o campeão paulista. A Ponte Preta tem 22 e só se fala que ela não vai chegar. É só pedrada para um time que é bom.

Blog do Boleiro – Na semana passada, você reclamou do assédio a seus jogadores. Este assunto irrita?
SG –
Claro. As pessoas falam desse assédio aos jogadores como se fosse uma coisa normal e aceitável. Acho um desrespeito ao clube. É como se a Ponte Preta entrasse no campeonato para servir os grande e não para se servir. Agora, eu digo isso para os clubes, quer contratar jogador da Ponte Preta? Fala direto com o clube e não fica dando voltas com picaretas que ficam sondando os atletas.

Blog do Boleiro – Foi o que aconteceu com o meia Renato?
SG –
Então. E isso prejudica o jogador. O Renato fez bons jogos, todo mundo já começa a chamá-lo de craque, ele ganha marcação especial, joga menos do que pode e, quando vê, já falam que ele não está bem. É normal logiar um jogador, mas este assédio é prejudicial.

Blog do Boleiro – Você tem conversado com seus atletas sobre este assédio?
SG –
Continua valendo a conversa que tive com os jogadores, olho no olho, em dezembro. Disse para eles que a Ponte Preta ia entrar no Paulistão para correr na frente, fazer um campeonato bonito. Espero a contrapartida deles agora. Depois do Campeonato Paulista, se o jogador quiser se transferir, ele vai fazê-lo. Espero que isso não aconteça com o torneio rolando. Se alguém pensa diferente daquilo que conversamos, isso mostra que cometemos um erro na escolha do atleta. Mas até aqui, o grupo está se comportando da melhor maneira possível.

Blog do Boleiro – Você concorda com os técnicos que dizem que Ponte e Guaratinguetá estão na frente porque se prepararam há mais tempo?
SG –
Em relação à Ponte Preta, esse argumento não vale. Voltamos a treinar na mesma época que todos os outros. Já escutei comentaristas falando sem saber, sem estudar o assunto. Mas acho que, independentemente do começo da pré-temporada, se um clube não fez o planejamento necessário, vai sentir.

Blog do Boleiro – Mas treinar desde novembro, como fez o Guaratinguetá não deixa o time em melhores condições?
SG –
É preciso lembrar que times como o Guaratinguetá foram formados em novembro. Os times grandes já estavam formados no final da temporada passada. Acho que falar isso nesse momento é querer transferir a responsabilidade. Alguns treinadores trabalham para eles. A gente trabalha para a entidade, para a Ponte Preta.

Blog do Boleiro – O primeiro adversário é o Corinthians, domingo. Já estudou o clássico dos corintianos contra a Portuguesa?
SG –
Está gravado e vou ver. Mas o Corinthians mandou gente para nos observar contra o Barueri. Eles têm um time com jogadores que sabem vir de trás, habilidosos. O Corinthians está bem montado em campo. Vamos ter muita dificuldade.

Blog do Boleiro – Mas vai jogar em casa…
SG –
O fator campo é importante, mas não é determinante. Em casa, a gente agride mais, mas o adversário às vezes aproveita essa situação. A torcida da Ponte Preta é tão apaixonada quanto a do Corinthians. Vai ter casa cheia domingo.

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