Terra Magazine

3 de julho de 2009

Muricy ainda quer tempo; Palmeiras espera por treinador mais alguns dias

borges_luciano às 12:48

Por Luciano Borges

O Palmeiras quer Muricy Ramalho. Não procurou outro técnico. Ainda. O ex-treinador do São Paulo pediu um tempo e parou por aí. Tem evitado falar com palmeirenses.

Ele alega que ainda precisa pensar melhor o que fazer. Não foi procurado e nem procurou outro clube. Isto vale para o Internacional de Porto Alegre que, derrotado pelo Corinthians na decisão da Copa do Brasil, descartou a demissão (dada como imediata) de Tite.

O que pode decidir se Muricy Ramalho será ou não o novo treinador do Palmeiras é o tempo e a urgência. Eles são diferentes para cada uma das partes. Ao falar com o Blog do Boleiro, o presidente do Palmeiras - Luiz Gonzaga Belluzzo – mostrou onde está o impasse: “Tempo de quem? Existe o tempo dele e existe o tempo do Palmeiras. Precisamos ver”.

O time continua sendo dirigido pelo interino Jorginho. Ele ganhou o apoio dos jogadores. Sabe que não vai ficar no cargo. Diz que ainda é cedo para ele e, nisso, está de acordo com a diretoria verde.

O Palmeiras espera por um contato de Muricy desde o último sábado. Até agora, oficialmente, o clube só consultou o representante do treinador, Márcio Rivellino. Extra-oficialmente, integrantes da diretoria têm tentado conversar com o técnico.

Muricy é um cara diferente. Tem um código de ética próprio. Não pede demissão, respeita contratos, sente muito quando – como aconteceu no São Paulo – é demitido. Prefere um “assédio light”. Isso, levando-se em conta que nem Belluzzo nem o vice Gilberto Cipullo entraram ou tentaram entrar em contato com ele.

Muricy não quer entrar no esquema dos técnicos que são dispensados num dia e assinam contrato com outro clube na manhã seguinte. E não gostaria de conversar com o Palmeiras horas depois da saída de Vanderlei Luxemburgo.

Por outro lado, o Palmeiras não pode dar ao luxo de esperar indefinidamente por um contato de Muricy. Até agora, o técnico sequer deu um prazo para iniciar uma negociação. O tempo passa, contratos de atletas vão caminhando para o momento de renovação e o mercado vai esquentar em julho.

O clube poderia fazer o que o Grêmio fez com Paulo Autuori? Os gaúchos acertaram a contratação e esperaram a chegada do treinador por quase um mês. Os palmeirenses admitem que poderiam fazer isso, mas por prazo menor e se Muricy pelo menos entrasse em contato. Não dá para esperar um mês para começar a negociar.

Já se passaram duas semanas desde que o presidente são-paulino Juvenal Juvêncio chamou Muricy Ramalho para uma reunião e comunicou sua saída. Há sete dias, Luxemburgo recebeu a mesma comunicação do vice-presidente palmeirense Gilberto Cipullo. Muricy já assinou a rescisão de contrato.

Está claro que o tricampeão brasileiro ainda precisa ordenar as idéias. Entre caminhadas numa praça perto de casa, descanso num sítio no interior de São Paulo e conversas ao telefone, Muricy trabalha a cabeça. Afinal, de que adianta assinar um contrato vantajoso se ainda não está preparado para assumir ou clube?

O Palmeiras espera por Muricy, principalmente por vontade do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo. Que já percebeu entre seus parceiros uma impaciência que o tempo e o silêncio trazem. A próxima semana é o limite. E não há restrição para buscar outro nome que já esteja trabalhando em uma equipe do futebol brasileiro.

Afinal, nem sempre a ética e o planejamento andam juntos. Se Muricy quer seguir seus princípios e não cair na vala comum do mercado do futebol, o Palmeiras tem uma equipe disputando o Campeonato Brasileiro e precisar retomar o trilho.

Conselheiros da oposição criticam a falta de visão da atual gestão no caso. Citam o exemplo do São Paulo: o presidente Juvenal Juvêncio já vinha tomando informações sobre Ricardo Gomes, quando Muricy ainda estava trabalhando no clube. Não seria o caso de se fazer o mesmo no Palestra Itália? Daria para prospectar o mercado antes de não deixar passar nenhuma “quebra de hierarquia”?

Foto: VIPCOMM/Divulgação

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2 de julho de 2009

D’Alessandro, em dívida com colorados, diz que foi ofendido por William por ser argentino

borges_luciano às 11:24
Depois de ter sido expulso, D'Alessandro tenta brigar com William, do Corinthians

Depois de ter sido expulso, D'Alessandro tenta brigar com William, do Corinthians

Por Luciano Borges

D’Alessandro chorou. Depois do banho tomado e de falar sobre a partida final da Copa do Brasil, o meia argentino ficou emocionado quando – em entrevista à Rádio Gaúcha – foi perguntado se poderia deixar o Internacional na janela de agosto: “Por tudo isso que aconteceu neste jogo, eu quero ficar mais ainda. Sinto que tenho que pagar uma dívida com a torcida do Internacional”.

O jogador de 28 anos foi expulso logo depois do gol de empate do Internacional, marcado por Alecsandro. Ele diz não ter feito nada para receber o cartão vermelho depois de tentar levantar o volante Cristian, do Corinthians, que ficou sentado para esfriar o jogo. “Eu cheguei nele e tentei puxá-lo. Só isso. Não fui violento”, disse.

Ao ver que foi punido, ele pensou em provocar algum corintiano para tentar levá-lo junto. Ao se aproximar de William, D’Alessandro diz que não gostou do que ouviu. “Ele falou coisas que me irritaram. Não quero dizer o que foi porque acho que essas conversas devem ficar no campo”, disse.

O meia portenho (nasceu em Buenos Aires) deu uma pista: “Não vou dizer…sei que sou estrangeiro aqui no Brasil, sou argentino…isso já dá para vocês entenderem”, afirmou. Ele falou ainda que os jogadores do Corinthians tentaram provocá-lo “porque sabem que tenho caráter forte”.

D’Alessandro insistiu que não quer polêmica com William e que chamou o corintiano para a briga com a intenção de provocar a expulsão dele. “Mas não fui bem sucedido. Não iria brigar mesmo, sei o limite ali na hora”, garantiu.

Mesmo assim, o argentino deixou um aviso: “Eu não esqueço. O futebol vira e vai virar para os que falaram muito esta noite”.

O Internacional precisa vencer por uma diferença de dois gols, sem sofrer nenhum. Terminou o primeiro tempo em desvantagem: 2 a 0 para o Corinthians. D’Alessandro acha que o primeiro gol, marcado por Jorge Henrique, causou o estrago. “Até os 25 minutos do primeiro tempo, a gente estava melhor. Mas este gol tirou nossa concentração e, em seguida, ele fizeram o segundo. Isso desanima um pouco”, afirmou.

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Presidente do Corinthians quer punição do Clube dos 13 a Fernando Carvalho

borges_luciano às 1:29

Por Luciano Borges

 

Uma atitude covarde. Que vai gerar discussão na próxima reunião do Clube dos Treze. É o que disse o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, depois da conquista da Copa do Brasil, nesta quarta-feira em Porto Alegre.

Sanchez se referia à estratégia adotada por Fernando Carvalho, homem forte do futebol do Internacional. Na última segunda-feira, o dirigente gaúcho exibiu um DVD com imagens de lances onde o time paulista foi beneficiado pela arbitragem no torneio em 2009.

“Nós fizemos isso mais como um apelo para que acontecesse o que aconteceu esta noite: uma grande arbitragem do juiz””, disse Carvalho referindo-se a Ricardo Ribeiro, de Minas Gerais.

Andrés, que chegou a ser orientado para não falar do assunto depois do empate (2 a 2) com o Internacional, avisou que vai levar a questão adiante. “Foi uma falta de respeito para com o Corinthians, a CBF e a comissão de arbitragem da CBF”, disse.

O presidente corintiano promete conversar com o gaúcho Fábio Koff, presidente do Clube dos Treze. Vai reclamar e pedir punição para Carvalho. “Ele foi covarde e muita coisa tem que mudar no Clube dos Treze”, disse.

Ao saber desta ameaça, o dirigente colorado garante que não se arrepende do que fez. “Farei sempre e não será o senhor Andrés Sanchez que vai me criticar. Ele deveria saber que o Clube dos Treze tem estatuto e ele representa um voto”, afirmou.

O que Sanchez chamou de “atitude covarde”, ganhou outra interpretação de Carvalho: “Eu agi corretamente. Agi de frente, como tinha que agir”. Ele defende o debate no Clube dos Treze sobre a decisão de elaborar e mostrar o DVD.

E deixou o estádio dizendo: “Na hora da derrota é preciso ter cabeça fria. Mas tem que ter categoria na hora de ganhar. Críticas vindas do presidente do Corinthians não me atingem de forma alguma”.

Juarez Machado/Especial para Terra

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1 de julho de 2009

Jovens do Palmeiras ganham chance com técnico interino

borges_luciano às 20:02

Por Luciano Borges

Se puder dirigir o Palmeiras na partida contra o Avaí, em Florianópolis, o técnico interino Jorginho pretende continuar uma política que começou contra o Santos: se puder, coloca garotos em campo.

Sem nenhuma pretensão a ocupar a vaga de Vanderlei Luxemburgo (“ainda não é minha hora”), o treinador do Palmeiras B não joga só para a torcida, mas também para a turma que vem da base.

O volante Souza foi o primeiro beneficiado desta disposição de Jorginho. Durante a semana passada, ele viu Luxemburgo treinar o time titular com Mozart e Edmilson na sua função. “Eu não ia jogar contra o Santos. Mas aí no sábado, o Jorginho chegou pra mim e disse que ia me escalar”, contou.

Jorginho não só comunicou sua decisão a Souza como ainda fez um pedido: “Era para eu jogar bem porque a garotada da base ia estar olhando e pode se animar mais sabendo que terão oportunidade de jogar”, afirmou Souza.

Ao Blog do Boleiro, o técnico interino do Palmeiras confirmou esta conversa. Disse mais: quando a equipe alviverde ainda vencia o Santos por 1 a 0, ele ia chamar o atacante Ortigoza para entrar. Mas decidiu antes colocar o jovem Felipe, estrela do time B, em campo. “Ele precisava passar por essa experiência. A garotada de baixo vai ver que pode jogar também”, disse.

Felipe deixou o estádio Palestra Itália reclamando de um pênalti que teria sofrido logo na primeira jogada que fez pela esquerda do ataque. Depois, alternou bons e maus lances. Mas correu para ajudar na marcação e ainda tentou participar dos contra-ataques.

Jorginho não recebeu ordem da diretoria para colocar estes jovens atletas. Mas o vice-presidente Gilberto Cipullo garantiu que o treinador “tem liberdade para colocar quem quiser em campo”. O dirigente lembrou que Souza e Felipe foram guindados para o time de cima por Luxemburgo.

Hoje, seis jogadores formados no clube estão com o grupo principal: Daniel Lovinho, Anselmo e Gabriel (lateral-esquerdo muito elogiado por Jorginho) são alguns deles. A idéia da diretoria do clube é vê-los em campo em 2010. “A torcida pode se preparar para ver esses meninos jogando”, falou Cipullo.

Jovens talentos formados no CT do Parque Ecológico vão ajudar o Palmeiras a ganhar dinheiro com produto feito em casa. O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo já disse mais de uma vez que esta é a saída para um clube que tem uma dívida de cerca de R$ 40 milhões: revelar e vender talentos, mas no tempo em que o clube considerar apropriado.

Foto: Divulgação/Palmeiras

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30 de junho de 2009

Presidente do São Paulo diz que Denilson foi para o Arsenal por causa de Muricy Ramalho

borges_luciano às 13:07

Por Luciano Borges

Pode parecer justificativa para demitir o treinador. Mas o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio acha mesmo que Muricy Ramalho resistia a seus pedidos para que promovesse os garotos da base. Este teria sido um dos motivos da saída o técnico.

Juvêncio cita um caso que considera emblemático: a venda de Denílson para o Arsenal. O volante foi preparado pelo São Paulo, onde chegou aos 11 anos de idade. Com 18, depois de ter atuado 12 partidas no time profissional, ele treinava ainda em Barueri, com o time de juniores. Foi quando o time londrino apareceu com a oferta de US$ 6,5 milhões pelo jogador.

O negócio foi feito porque, na avaliação de Muricy, não reunia ainda condições de ser titular da equipe principal do São Paulo.

Hoje, Denílson é titular do Arsenal. Vale muito mais do que custou. Frequentador assíduo das seleções de base do Brasil, desde a categoria Sub-15, ele chegou a ser chamado por Dunga no mesmo ano em que deixou o São Paulo.

Mais recentemente, Juvêncio não viu atendida a sugestão de promover os garotos Oscar (17 anos) e Wellington (18 anos). Eles treinavam com o time de cima e chegaram a jogar contra o Atlético Paranaense, pela Copa Sul-Americana no ano passado.

Nesta temporada, Oscar enfrentou o Independiente de Medelín (Colômbia), quando Muricy Ramalho poupou vários titulares. Embora mostrasse atenção com os dois jovens atletas nos treinamentos, eles tiveram menos oportunidades do que o presidente tricolor esperava.

O substituto de Muricy, Ricardo Gomes, ouviu a mesma recomendação de Juvenal Juvêncio: aproveitar a mão de obra feita em casa, como o zagueiro Aislan e o meia Sérgio Mota.

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28 de junho de 2009

Belluzzo não sabe se Keirrison já foi vendido; dirigente defende parceria com Traffic

borges_luciano às 11:46

Por Luciano Borges

Até o final da manhã deste domingo, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, ainda não sabia se o atacante Keirrison já tinha sido vendido ao Barcelona, com a concordância da parceira Traffic. Ele descartou a contratação do técnico Abel Braga. Admitiu que, até a manhã deste domingo, não tinha conseguido falar o técnico Muricy Ramalho.

Tudo isso em entrevista à Rádio Bandeirantes. Ele não revelou o nome que encabeça a lista de treinadores que podem substituir Vanderlei Luxemburgo. Deixou claro que a escolha será feita pelo Palmeiras.

A seguir, trechos da entrevista concedida ao apresentador Milton Neves e ao repórter Leandro Quesada:

KEIRRISON JÁ FOI VENDIDO AO BARCELONA?
“Até agora não sabemos em que pé estão a negociação. Vou até entrar em contato com a Traffic para saber se ela foi concluída. Até agora, eu digo que o Keirrison estava no Palmeiras. Vamos ver se ele estará.”

A INFLUÊNCIA DOS PROCURADORES DE KEIRRISON
“Quando apresentamos o Keirrison, aqui no Palmeiras, nosso assessor de imprensa estava orientando o jogador a dizer que ele estava vindo para um time grande como o Palmeiras. E o Malaquias (Anaor) citou também o Barcelona. Eu levei a coisa na brincadeira, mas ele estava falando sérios. Os procuradores mostraram sempre esta impaciência, esta sofreguidão, açulando o jogador.”

LUXEMBURGO FALOU COM PRECISÃO
“O que o Vanderlei Luxemburgo falou na entrevista coletiva descreveu com precisão o que acontece. Mas não era para ele falar em público. Isso é coisa para se discutir internamente, com a diretoria. Eu sempre converso sobre esse tema”.

O VETO DE LUXA AO JOGADOR KEIRRISON
“Esta foi a maior inconveniência que ele disse. Ele não pode dizer que o Keirrison não jogaria mais com ele, sendo ou não vendido ao Barcelona. A política esportiva do Palmeiras é definida pela diretoria eleita pelos conselheiros do clube. Quando ouvi a entrevista eu conclui que Le tinha ultrapassado os limites do que é permitido a um funcionário do clube”

SOBRE ABEL BRAGA E MURICY RAMALHO
“O Abel Braga acabou de assinar novo contrato com uma equipe lá do mundo árabe. Está fora dos nossos planos. O Muricy Ramalho é uma de nossas opções. Não conseguimos contato com ele ainda. Mas ele é um técnico que nos interessa sim. Estamos vendo outras opções. Alguns treinadores estão trabalhando em outros clubes. O Palmeiras não tem o costume de surrupiar o técnico dos outros. Se for o caso, vamos conversar com o clube antes”

PARCERIA COM TRAFFIC É NECESSÁRIA
“Não adianta ficar gritando ‘Fora Traffic!’. Isto é uma bobagem. Os clubes brasileiros estão sem ativos e precisam dessas parcerias para trazer jogadores. TAM clube onde um empresário coloca 12 jogadores e ninguém fala porque não é uma empresa. É ruim? É. Para sairmos desta situação estamos implantando uma política de gerar nossos próprios atletas, nas divisões de base.

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27 de junho de 2009

Saída de Keirrison apressou o processo de demissão de Luxemburgo

borges_luciano às 6:46

Por Luciano Borges

Era esperado. Nesta quinta-feira, o Blog do Boleiro publicou entrevista com o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, onde ele não garantia a permanência do técnico Vanderlei Luxemburgo. Pela primeira vez desde que assumiu a presidência, o dirigente se limitou a dizer que não tomaria esta decisão porque alguns torcedores queriam. Mas que ele decidiria se o treinador deveria ou não sair.

O episódio da venda de Keirrison e a cláusula sigilosa que o liberava para um clube grande da Europa serviram de gatilho. Quem está no futebol sabe que a declaração de Luxa, dizendo que o atacante não jogaria mais com ele, era perfeitamente contornável. Até porque, a diretoria do Palmeiras e a Traffic sabem que o jogador vai embora. Permitiram até uma cláusula que dá a ele esta liberdade de ir e vir.

O que Luxemburgo disse na entrevista coletiva não é novidade, exceto a ameaça de rifar Keirrison. Ao dizer que os clubes brasileiros se tornaram “barriga de aluguel” de jogadores, ele incluiu o Palmeiras e apenas constatou um fato. Como também garantiu que a equipe continuaria competitiva sem seu artilheiro na temporada.

Houve quebra de hierarquia?  Não houve, a julgar pelas declarações públicas. A não ser que, no âmbito interno, Luxa tenha feito algo mais concreto que justifique a justificativa.

O Palmeiras, em época de contenção de gastos, terá que pagar a multa prevista em contrato. Por isso, Luxa publicou em seu blog que foi demitido. Na reunião da noite desta sexta-feira, um acordo começou a ser costurado entre técnico e clube. A quebra de hierarquia pode caracterizar justa causa.

Mas houve quebra de hierarquia?

Os dirigentes da área do futebol devem uma explicação aos palmeirenses: se havia uma cláusula sigilosa que permitia a Keirrison se transferir a qualquer momento, porque insistiram em dizer que ele ficaria até o meio de 2010? Eles consideram o atacante tão bom assim a ponto de impor um ítem como esse em contrato? Afinal, foram quase seis meses de negociação para tirá-lo do Coritiba. E Keirrison durou menos que isso no clube.

E mais: esta cláusula só existia no contrato de Keirrison? Ela poderá ser inserida em futuras contratações? Valeu a pena ter Keirrison pelo tempo em que ele ficou? Foram 35 jogos, 24 gols, nenhum decisivo.

 

Nesta semana, Belluzzo ficou irritado com uma notícia divulgada pelo Terra que afirmava: a diretoria do Palmeiras iria cortar gastos com a comissão técnica para pressionar Luxa. A idéia era provocar sua demissão e trazer Muricy Ramalho para seu lugar.

A nota, publicada na segunda-feira, deixou o diretor financeiro do clube – Fábio Raiola – irritado. Frequentador habitual das noites de pizza na casa do apresentador Faustão, Raiola foi cobrado pelo próprio presidente sobre esta informação. “Ele garante que não falou sobre o assunto”, disse Belluzzo.

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26 de junho de 2009

Empresário de Keirrison diz que Traffic “está emperrando” venda ao Barcelona

borges_luciano às 19:55

Por Luciano Borges

O Barcelona apresentou uma oferta oficial por Keirrison. O jogador não vai enfrentar o Santos, neste domingo. O técnico Vanderlei Luxemburgo não gostou. Disse que não colocava mais o atacante para jogar. Foi demitido pelo Palmeiras. E o negócio com o clube espanhol ainda não saiu. “A Traffic está emperrando um pouco a negociação”, admitiu o empresário Anaro Malaquias.

O Palmeiras ainda tenta convencer a empresa parceira que não é hora de negociar Keirrison. Quer tê-lo pelo menos até o final do ano. Segundo Malaquias, seria um desperdício de dinheiro. “A Traffic gastou dois milhões de reais. O que o Barcelona oferece é muito mais do que isso”, disse.

A estimativa é de uma oferta em torno de 15 milhões de euros. Malaquias diz que o atual campeão europeu estaria disposto a pagar a multa prevista em contrato.

Ele não acha um problema se o Barcelona decidir repassar Keirrison para outra equipe da Espanha. “Não sei se eles pretendem fazer isso, mas não seria novidade. Cabe ao clube lá fora decidir o que fazer. Mas é normal um clube grande emprestar para outra equipe. Assim o jogador pela experiência, se acostuma à pressão”, afirmou.

Na semana passada, quinta-feira, ele disse ao Blog do Boleiro: “Keirrison fica no Palmeiras e vai ser campeão brasileiro”. O ceticismo do outro lado da linha saiu em forma de pergunta: “Você garante?”. Anaor Malaquias sustentou e disse:  “Sim”.

Em uma semana, o “sim” foi dado para os dirigentes do Barcelona. “Nós achamos que ele tem que aproveitar esta oportunidade”, disse o representante do atacante que é futuro ex-palmeirense. Ele garantiu que Keirrison “ficou muito feliz” com a proposta.

Se o atleta ficar, muita gente vai ter que dar um passo atrás: Luxa precisaria desdizer o que afirmou; Keirrison teria que jogar com a torcida no pé de uma vez e a Traffic passa a dever explicações a seus investidores. O Palmeiras continuaria com o jogador e um problemão para administrar.

Keirrison vai acabar mesmo saindo. Para alegria de seus empresários, sua própria felicidade e a de Obina. Afinal, seu empresário Rafael Martins, que foi ao treino do Palmeiras nesta sexta-feira, já pensou na possibilidade do atacante baiano ganhar espaço. “Deus queira”, disse.

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25 de junho de 2009

Palmeiras define corte de custos no futebol; presidente diz que não demite Luxa sob pressão

borges_luciano às 18:48

Por Luciano Borges

Uma reunião na noite desta quinta-feira pode decidir mudanças no Departamento de Futebol do palmeiras. Os dirigentes responsáveis do setor vão apresentar ao presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, idéias para diminuir os gastos. “Eles tiveram uma reunião longa para ver o que podem fazer. Não sei ainda o que eles vão propor”, disse Belluzzo ao Blog do Boleiro.

O economista e presidente palmeirense está decidido a conter o déficit mensal do clube, que anda em torno de R$ 2 milhões. A ordem para cortar gastos foi dada a todos os departamentos. O futebol segue uma a lógica da competição: “O que fizermos não poderá prejudicar o desempenho do time no Campeonato Brasileiro”, afirmou.

Belluzzo acha que a equipe dirigida por Vanderlei Luxemburgo tem condição de disputar o título de campeã. O técnico ainda não corre risco de perder o cargo. Não existe, segundo o dirigente, nenhuma ação deliberada para “fritar” Luxa.

A seguir, a conversa com o presidente do Palmeiras:

Blog do Boleiro – O corte de verbas no Futebol é uma forma de pressionar a comissão técnica e o treinador?
Luiz Gonzaga Belluzzo
– Eu vou fazer uma reestruturação da dívida do clube. Quero aumentar o prazo, mas não vai adiantar nada se continuar este déficit todo mês.

Quanto o Palmeiras deve?
A dívida é de R$ 40 milhões. Ela não é grande comparada com outros clubes. Mas não posso deixar que ela avançe. O déficit mensal tem sido de R$ 2 milhões. Não posso terminar o ano com mais 13, 14 milhões a mais de déficit. Não tem, cabimento.

Por que o futebol tem que cortar gastos?
Não é só o futebol. Eu passei a determinação de reduzir as despesas do clube inteiro. Estou fazendo uma reunião esta noite para discutir a proposta do pessoal do futebol.

Esse corte vai atingir a comissão técnica?
Não sei o que o pessoal do Cipullo (Gilberto Cipullo, vice-presidente de futebol) vai propor. Eles tiveram uma reunião longa na noite de ontem. Discutiram onde podem cortar despesas. Eles vão me mostrar a proposta. Se eu achar que está bom, está. Se não achar que está bom, eu mesmo aponto onde cortar.

A comissão técnica custa caro?
As pessoas não sabem quanto a comissão técnico custa. Mas eu posso falar que o gasto é muito parecido com o do São Paulo e do Corinthians. Fazer futebol direito custa caro. O critério para a gente cortar despesas não é bem esse. Quanto vamos cortar é o que interessa. Mas a decisão não pode prejudicar o desempenho da atividade em si. Ou seja, o time tem que continuar competitivo.

E ele é competitivo hoje?
É e vai disputar as primeiras posições do Campeonato Brasileiro. Eu não sei dizer se vai ser campeão, mas vai disputar o título. Nós trouxemos um lateral (o chileno Figueroa, do Colo Colo) e estamos olhando algum outro reforço.

Então, se a proposta do Futebol não for satisfatória, o senhor vai cortar as despesas?
Vou. Não adianta chorar. Não sou candidato à reeleição. Por isso, estou pouco somando. Quero deixar tudo em ordem, direitinho. Estou preparando um relatório para mostrar que o clube sofreu um sucateamento.

Quem causou este sucateamento?
O (Afonso) Della Monica fez um esforço grande para resolver o que já estava sucaetado. O clube tem problemas no setor de eletricidade, no cabeamento, o ginásio terá que passar por uma concretagem porque sofreu com os cupins. Estou preocupadíssimo. Este relatório – grande – é para demonstrar que não estou inventando, nem é ataque pessoal. Tenho que cortar despesas e consertar estas coisas ao mesmo tempo.

O torcedor quer saber do futebol. Depois do empate com o Nacional, em Montevidéu, o senhor conversou com integrantes da torcida uniformizada e disse que o técnico Luxemburgo iria ficar.
Não foi isso o que eu disse. O que aconteceu foi que alguns torcedores chegaram e disseram: ‘Você tem que tirar o Luxemburgo’. No meu dicionáriio não tem esta expressão. Não vou demitir o Luxemburgo porque um torcedor está dizendo que eu tenho que fazer isso.

A torcida pede a demissão?
Na verdade, é mais um grupo que fica falando isso. Outro dia, um site de palmeirenses (Palmeiras Todo Dia) fez uma enquete sobre este assunto. A maioria, cerca de 70% dos torcedores que votaram, pediram a permanência dele. Também não vou me guiar por isso. Mas dá para perceber que a maioria está a favor do Luxemburgo. Mas a minoria é quem fala, faz barulho.

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23 de junho de 2009

Oscar, revelação do São Paulo: “Pode confiar em mim. Vou corresponder”

borges_luciano às 8:31
Rubens Chiri - site do SPFC

Oscar inicia o lance do gol do São Paulo foto: Rubens Chiri - site do SPFC

Por Luciano Borges

Uma das recomendações que o novo técnico do São Paulo, Ricardo Gomes, ouviu do presidente Juvenal Juvêncio foi a de dar espaço para os jogadores que vieram da base e estão treinando no time de cima. Nesta domingo, na derrota para o Corinthians por 3 a 1, o auxiliar técnico Milton Cruz colocou o meia Oscar em campo.

Aos 17 anos (ele faz aniversário em setembro), o garoto substituiu Hugo aos 25 minutos do segundo tempo. O São Paulo já perdia por 2 a 0 e, logo em seguida, sofreu o terceiro gol. Oscar buscou o jogo. Em jogada individual, ele levou a bola para dentro da área corintiana e, com um toque de calcanhar, serviu para Richarlyson fazer o gol de honra.

Depois da partida, Oscar foi elogiado pelo vice de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, um dos defensores de sua escalação. A última vez em que ele tinha sido escalado pelo treinador Muricy Ramalho – demitido na sexta-feira – foi contra o Independiente de Medelín, pela Libertadores da América.

Oscar terminou o clássico e foi para o Centro de Treinamento, onde sua mãe o esperava para levá-lo até Americana, no interior de São Paulo. Ele passou a segunda-feira com a família. Reviu o lance do gol são-paulino, ganhou elogios de primos e tios.

Em conversa com o Blog do Boleiro, a promessa tricolor pediu uma sequência de jogos para mostrar se vale a pena apostar no seu futebol. Confiante, disse: “Pode confiar em mim. Vou corresponder”.

Blog do Boleiro – Como você avalia sua participação no clássico?
Oscar –
Foi legal e não foi legal. Quer dizer, foi chato a gente ter perdido. Mas Eu fiquei feliz por ter fiz o que tinha em mente.

E o que você tinha em mente?
Quando eu entrei estava 2 a 0 para o Corinthians. Aí eu pensei: “Vou ajudar a tentar a fazer um gol, colocar fogo na partida”. Eu entrei bem na hora do escanteio do gol do Jucilei. Eu mantive o mesmo pensamento. Deu para participar do lance do gol do Richarlyson.

Depois do jogo, você foi elogiado pelos dirigentes do São Paulo e eles queriam que Muricy Ramalho aproveitasse mais os meninos da base. Você está pronto para jogar mais?
É difícil falar se estou pronto ou não. A gente só vai saber se tiver uma continuidade de três, quatro jogos. Fazia tempo que eu queria jogar. O novo técnico pode confiar em mim. Eu entrei e dei o meu máximo.

Ricardo Gomes já ouviu do presidente Juvenal Juvêncio que é interessante investir no meninos. É um bom momento para isso?
Momento bom, não é. O time está meio que em crise, a gente acabou de sair da Libertadores. Você perde um pouco o chão. Não está legal como antes, mas a gente vai voltar ao normal. Se este é momento de colocar os atletas vindo da base? O Ricardo pode escalar que caras como o Wellington, Sérgio Mota, Aislan e eu estamos com muita vontade. A gente vai corresponder.

Uma das críticas da diretoria a Muricy Ramalho era que ele aproveitou pouco vocês.
Olha, foi o Muricy que me subiu para o profissional. Ele gostava de mim e falava sempre nos treinos que eu era diferenciado, mas me achava meio novo ainda. Sou grato a ele. A jogada do gol do Richarlyson nasceu de uma coisa que o Muricy sempre pedia.

Qual?
Ele sempre dizia para eu chegar na área. Queria que eu partisse para dentro toda a vez que tivesse a posse da bola e houvesse espaço. São conselhos dele.

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