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07.08.08

Técnico de João do Pulo orienta Jadel em Pequim

Por Luciano Borges
Direto de Pequim

Em 2008, a melhor marca de Jadel Gregório no salto triplo foi de 17,28. É pouco para quem quer brigar por medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim. E, segundo o técnico Pedro de Toledo, está abaixo do que o brasileiro pode fazer. “A tendência é que ele faça alguma coisa muito melhor”, disse ao Blog do Boleiro.

Pedrão, como é conhecido o treinador que dirigiu João do Paulo (recordista mundial do salto triplo por dez anos), não quis fazer previsão do que Jadel pode alcançar. A melhor marca da carreira do triplista é 17m90, obtida em 2007. Trata-se do recorde sul-americano. O inglês Jonathan Edwards, que já se aposentou, é o recordista mundial com 18m29.

Pedrão está orientando Jadel também em Pequim. A dupla treinou na manhã desta quinta-feira na pista do o Estádio Olímpico de Pequim (“Ninho de Pássaro”). O técnico voltou para o hotel satisfeito. “Ele está muito bem. Só o Jadel é quem pode construir o resultado. Não adianta prever marcas. Mas minha experiência diz que ele tem ótimas chances.”

Jadel não passou pelo período de aclimatação em Macau, como fizeram os outros atletas brasileiros. Depois de trabalhar em São Paulo, seguiu para a Inglaterra. Lá, sempre sob o olhar e orientação de Pedrão, ele completou o treinamento em Gateshead, perto de Newcastle. Trata-se da base onde o brasileiro vinha trabalhando com o técnico inglês Peter Stanley.

Stanley não deverá orientar Jadel Gregório durante a prova do salto triplo no torneio de atletismo da Olimpíada de Pequim. Ele deve chegar na capital chinesa nesta sexta-feira, mas o próprio atleta brasileiro prevê que o treinador vai estar mais voltado para os britânicos.

Segundo Pedro de Toledo, a ausência de Peter Stanley – que dirigiu Edwards quando ele esteve no auge – não deve afetar Jadel Gregório. “Um cara como ele é experiente, está acostumado com esse tipo de situação. Minha preocupação hoje é não atrapalhar o que ele vem fazendo”.

Há dois meses, Jadel chamou o Pedrão (como é conhecido o treinador) para ajudá-lo na preparação feita no Brasil e na Inglaterra. A relação dos dois é quase familiar. “Sou padrinho de casamento dele”, afirmou. Esta será a quinta olimpíada da carreira do treinador.

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CBV busca quadra para Ana Paula/Larissa treinarem



Por Luciano Borges
Direto de Pequim


 Ana Paula e Larissa, nova dupla brasileira do vôlei de praia nos Jogos Olímpicos de Pequim, tem pressa para treinar, mas encontrou um problema: a falta de quadra.

A organização dos Jogos Olímpicos de Pequim não liberou o Parque Cheyoyang para treinamentos 24 horas antes da cerimônia de abertura. Até às 20h30, na capital chinesa, os dirigentes brasileiros ainda não tinham conseguido uma alternativa.

Por volta do meio-dia (horário de Brasília) desta quinta-feira, a jogadora Ana Paula embarcou de Paris para Pequim. Ela deve desembarcar na manhã de sexta-feira na capital chinesa. A idéia é trabalhar ao lado de Larissa sem descansar na Vila Olímpica.

Ana chegou em Paris pouco antes do almoço e se hospedou no hotel. Não dormiu no vôo nem no apartamento. Fez musculação e depois ficou na frente do computador, conversando com amigos e com a CBV. Tudo para acertar mais rápido o fuso horário.

A preocupação de Ana Paula era encontrar por telefone o técnico de Larissa e Juliana (cortada por lesão no joelho). Reis Castro conversou com a nova dupla e vai promover pelo menos duas sessões de preparação para dar um mínimo de entrosamento.

Larissa decidiu não ir mais à cerimônia de abertura para se concentrar e se entrosar, mesmo sem bola, com a nova companheira. O papo com Reis deixou Ana otimista. “Ele foi super-receptivo. Me coloquei à disposição dele e disse que estava indo para ajudar no que fosse preciso”.

O “nick” que ela colocou no site de relacionamentos é “Ana a Caminho de Pequim – Shelda, você está comigo”. O curioso é que a cearense Shelda ainda não conversou com a colega de dupla.

Depois das duas últimas etapas do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, ele retornou para o Ceará e se internou num spa em Jericoacoara. “Não consegui falar com ela porque lá o celular não pega. A Shelda me disse que não queria ouvir nada de Olimpíada”, disse Ana ao Blog do Boleiro.

Aliás, por pouco a CBV não encontra a própria Ana Paula. Ela também pretendia passar uma semana isolada em Araras, no interior de São Paulo. Para a sorte dos dirigentes, ele foi encontrada em casa no Rio de Janeiro.

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(Foto: Marcelo Pereira / Terra)

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06.08.08

Ana Paula atribui ida a Pequim ao cara lá de cima

Por Luciano Borges
Direto de Pequim


Eram 7h da manhã quando Ana Paula foi acordada pela irmã Marcele. “Ela chegou dizendo para eu levantar porque eu teria que ir para Pequim”, contou a jogadora, que será companheira de Larissa na disputa dos Jogos Olímpicos. Ela vai substituir Juliana, cortada por uma lesão no joelho.

Momentos depois, o chefe da delegação de vôlei de praia na capital chinesa, Marco Túlio, também ligou para informar sobre uniforme e passagens de avião. Ela embarca na noite desta quarta-feira. Sem medo do fuso horário.

“Ter 36 anos de idade traz algumas desvantagens e outras vantagens. Uma delas é que sei como lidar com o fuso horário. Depois, estou voltando da Europa com o fuso de cinco horas a mais”, falou a atleta que vai disputar sua quarta Olimpíada - em Barcelona -1992 e Atlanta-1996 jogou pela Seleção Brasileira de quadra e conquistou uma medalha de bronze. Em Atenas-2004, Ana Paula formou dupla com Sandra Pires e parou nas quartas-de-final.

Na ocasião, ela deixou a capital grega depois de chorar muito. Agora, ganhou nova oportunidade de brigar por uma medalha de ouro. E ela garante que estava pensando apenas no Circuito Mundial de vôlei de praia. “Depois que foram definidas as duas duplas femininas de Pequim, já tinha me desligado de Olimpíada. Eu inclusive tenho passagem para a semana que vem encontrar meu namorado (o americano Karl Henkel, ex-jogador olímpico da modalidade) em Los Angeles”, falou ao Blog do Boleiro.

A reviravolta fez Ana Paula pensar diferente. “Tudo na vida tem um porquê. Talvez as coisas estejam acontecendo assim porque esse é o caminho desenhado pelo cara lá de cima”, disse. Ela garante que estava torcendo por Juliana. “Ninguém torce contra ninguém. A Juliana batalhou por quatro anos para se classificar para uma Olimpíada. Eu olhava para a luta dela contra a contusão e, juro, estava torcendo por ela”.

Em toda a sua carreira, Ana Paula só formou dupla com Larissa há dois anos, em uma única partida, no torneio Rainha da Praia, no Brasil. Na atual temporada, Ana Paula enfrentou Larissa/Juliana na semifinal da etapa da Coréia do Sul do Circuito Mundial. Ela e Shelda bateram as atuais campeãs pan-americanas (Rio de Janeiro-2007) por 2 sets a 1.

“Eu e a Shelda conhecemos muito bem o jogo delas. Sei qual a característica da Larissa e ela conhece o meu jeito de jogar. Acho que vai dar para superar as dificuldades”, afirmou a atleta que vai desembarcar em Pequim um dia antes de estrear no torneio olímpico de vôlei de praia contra Cris Saka e Andrezza Rtvelo, brasileiras naturalizadas georgianas.

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(Foto: Reuters)

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04.08.08

Na Ucrânia, William pede decisão do Shakhtar

Até quarta-feira, Severino Vieira, pai do meia-atacante William, pretende conversar com os dirigentes do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. A reunião tem um objetivo: "queremos saber quais as intenções do clube, Se eles aceitam emprestar meu filho para algum clube brasileiro.", disse.


Segundo disse ao Blog do Boleiro, Severino sabe do interesse de São Paulo, Fluminense e Corinthians, pelo atleta, que ainda mão se firmou como titular na equipe ucraniana. Severino diz que o time do Parque São Jorge tem prioridade, mas não descartou a ida para os outros dois clubes. Neste domingo, William deu duas assistências que ajudaram o Shakhtar a vencer o Maliupil por três a zero, em partida pelo campeonato nacional. O garoto, formado na base Corinthians, foi eleito o melhor da partida. "Ganhei até um troféu", comemorou William. Ele começou a partida como titular e se manteve em campo os 90 minutos.

Isso, no entanto, não diminuiu a vontade que William tem de retornar ao futebol brasileiro. "Todo jogador quer ser valorizado. Quando decidimos vir pra cá, sabíamos das dificuldades, mas, o Shakhtar é um clube grande", afirmou o pai, que, na semana passada, reclamou de "atitudes racistas" que a família vem enfrentando no último ano.

William quer retornar para o Brasil pelo mesmo motivo que faz outros atletas jovens tomarem a mesma decisão. Eles foram jogar no exterior, em mercados de segunda linha do futebol mundial, e caíram no esquecimento dos treinadores das seleções brasileiras de base e adulta. "Voltar a jogar pela seleção é o objetivo dele", disse Severino sobre o filho.

Severino está em Donetsk há oito dias. Logo que chegou pediu uma reunião com um diretor do Shakhtar. Mas não contava com um pequeno detalhe: "Falei com o tradutor que o clube contratou para nos ajudar, mas ele viajou e não falou com os dirigentes ainda".

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01.08.08

Anderson prevê venda de dois zagueiros do SPFC

Por Luciano Borges

Anderson está pronto para estrear pelo São Paulo. Sua situação já está regularizada e ele deverá ser chamado pelo técnico Muricy Ramalho para, pelo menos, ficar no banco de reservas na partida contra o Vasco da Gama, neste domingo no estádio do Morumbi. O zagueiro garante que está pronto para jogar. E aposta que esta chance vai acontecer muito rápido.

Ele calcula que “pelo menos dois zagueiros” vão deixar o São Paulo até o final da janela européia, no final de agosto. Contratado por empréstimo de um ano, o central sabe que sua vinda é uma prevenção da diretoria. “O São Paulo deve negociar Alex Silva e Miranda. São atletas que despertam o interesse lá fora”, disse.

O jogador formado na base do Corinthians está na contramão dos negócios da época. Ele pertence ao Lyon, da França. Na última temporada, atuou como titular no Campeonato Francês e na Liga dos Campeões da Europa. “Só parei quando tive o problema no joelho e isto foi na última partida do Campeonato”, conta.

Anderson, de 28 anos, sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito. Passou por uma cirurgia. Voltou a treinar há menos de um mês e vem trabalhando com bola há 13 dias. Foi dele a decisão de permanecer no Brasil e, especialmente, jogar pelo São Paulo.

A escolha do clube é explicada assim: “Me tratei aqui porque sei que é melhor do que lá na França. Depois, o São Paulo é um clube que dá tranqüilidade. Já tinha ouvido falar que a estrutura era muito boa. Mas agora estou vendo de perto. Os campos de treinamento são ótimos e o clima de trabalho é muito tranqüilo”.

Mas o motivo principal da decisão do zagueiro de retornar ao Brasil é outra. Ele quer buscar de novo um lugar na seleção brasileira. Até hoje, Anderson não digeriu muito bem a frustração de não ter disputado a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. “Eu imaginava que seria chamado porque vinha sendo convocado nas eliminatórias e jogado bem”, lembra.

Perto do Mundial, na última lista, o técnico Carlos Alberto Parreira optou por Cris. “Foi uma decisão do treinador. Fiquei decepcionado, mas nada podia fazer”, disse ao Blog do Boleiro.

Hoje, Anderson quer voltar a jogar em alto nível e ganhar visibilidade no Campeonato Brasileiro. O ex-corintiano já foi campeão deste torneio em 2005. No currículo, ele acumula também dois títulos estaduais e um da Copa do Brasil. Todas estas conquistas aconteceram quando vestia a camisa do Corinthians.

A passagem pelo rival do São Paulo ainda deixa marcas. Anderson está morando em um apartamento na zona leste, perto do Parque São Jorge. O imóvel foi comprado quando jogava pelo alvinegro. Mas a distância do Centro de Treinamento do novo clube (na zona oeste) já fez com que o atleta procurasse um imóvel do outro lado da cidade.

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