Terra Magazine

9 de fevereiro de 2010

Cicinho, lateral do São Paulo, chega amanhã e quer participar da estreia na Libertadores

borges_luciano às 10:53

Por Luciano Borges

Cicinho assinou sua liberação da Roma por seis meses e também já formalizou o contrato com o São Paulo. O lateral-direito embarca às 22h00 (horário italiano) para o Brasil. “Espero chegar às sete horas e, se tudo estiver certo na Conmebol, vou me concentrar para o jogo contra o Monterrey”.

O novo reforço tricolor estava tão feliz, mas tão feliz que, ao ser instado pelo Blog do Boleiro a falar uma frase de efeito, ele se saiu assim: “Cara, sem sacanagem, está me passando tanta coisa na cabeça que nem sei. Eu vi aqui a festa que os santistas fizeram para o Robinho e que os corintianos fizeram para o Ronaldo e Roberto Carlos. E eu nem chego aos pés dele”, disse.

Traduzindo: Cicinho sabe que faz parte do passado afetivo dos são-paulinos. “Outro dia, uma moça de um site disse que a notícia dela comigo teve 40 mil acessos. Acho que ainda tenho um pouco de moral com eles”, disse por telefone na manhã desta terça-feira.

Cicinho foi à sede da Roma para finalizar a negociação que o tornou livre para retornar ao Brasil. Acompanhou a troca de faxes entre o São Paulo e o clube paulista. Assinou os papéis e já planeja entrar em campo o mais rápido possível. “Vou com tudo”, afirmou.

Em conversa com o auxiliar técnico Milton Cruz, Cicinho decidiu que deverá morar no Centro de Treinamento do São Paulo. A família fica em Pradópolis, no interior, onde o filho já foi matriculado na escola. Quando sobrar tempo, ele viaja ou a turma vem e todos passam uns dias em hotéis.

Essa logística tem um motivo: “Quero mostrar serviço, provar que estou querendo muito jogar no São Paulo. Por isso, prefiro agora treinar e participar das atividades do time”, falou o jogador de 29 anos.

O cara está animado. “Estou muito, muito feliz por poder fazer o que gosto, que é jogar futebol”, garantiu Cicinho que sequer vinha ficando na reserva da Roma.

Antes de encerrar a conversa, o ala que disputou o Mundial de 2006 com a seleção brasileira, pediu para mandar o seguinte recado: “Quer saber? Escreve aí que o São Paulo deveria dar um aumento pro Milton Cruz. O cara trabalha demais, ficou me ligando de madrugada, todo dia, só me convencendo na hora da negociação. Ele dizia: ‘Vem pra cá, vem jogar’. Ele tem muito a ver com minha decisão”, disse.

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8 de fevereiro de 2010

Roma aceita emprestar Cicinho e São Paulo tenta inscrição na Libertadores

borges_luciano às 14:21

Por Luciano Borges

O diretor de futebol da Roma, Gianpaolo Mortali, confirmou agora há pouco que o clube italiano decidiu liberar o lateral-direito Cicinho para que seja emprestado ao São Paulo por seis meses.

Às 15h00 desta segunda-feira, o próprio atleta e seu empresário Ricardo Sarti esperavam quebrar a folga do dia no clube romano. Só assim, a papelada da liberação poderia seguir a tempo do clube brasileiro inscrevê-lo na primeira fase da Copa Libertadores da América.

A camisa de Cicinho será a de número 23. Entre ele e o São Paulo já está tudo acertado. O lateral disse ao Blog do Boleiro, no início das conversas, que ganharia “dez vezes menos”, mas seria “dez vezes mais feliz”. Na verdade, o acerto foi demorado e, em várias ocasiões, Cicinho conversou com o presidente Juvenal Juvêncio.

Os dirigentes são-paulinos chegaram a dizer que Cicinho pedia alto por influência de seu empresário. O jogador negou várias vezes. De qualquer maneira, a vontade do lateral de retornar falou mais alto. “Estou feliz da vida. Feliz pra c…….”, disse ao Blog do Boleiro.

O atleta e o empresário estavam cautelosos porque o acordo da liberação ainda não foi assinado. Os tricolores já se movimentam para tentar contar com Cicinho contra o Monterrey, do México. “Ele quer jogar a primeira fase. Está louco pra isso”, disse um primo que também está em Roma.

Cicinho tem 29 anos. Está na Europa desde 2006, quando deixou o São Paulo para atuar no Real Madrid. No clube brasileiro, ele disputou três temporadas. Ele participou do encontro com Mortali que terminou com um acordo, por enquanto, verbal.

Se não for possível conseguir a liberação oficial ainda hoje, nesta terça-feira de manhã, o ala - que disputou a Copa do Mundo de 2006 e quer voltar à seleção brasileira – pretende formalizar sua saída às 9h00, horário da capital italiana.

Desde outubro do ano passado, quando se recuperou da cirurgia no joelho direito e retornou ao futebol, Cicinho deixou até de frequentar o banco de reservas. Neste domingo, na vitória da Roma por 1 a 0 sobre a Fiorentina, o técnico o levou para Florença, mas o jogador teve que se conformar em ver o confronto das arquibancadas.

A situação irritou Cicinho a ponto dele ter dado entrevistas, no feriado de Natal, dizendo que queria voltar a jogar no Brasil. Isso lhe custou uma multa de 30% do salário

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6 de fevereiro de 2010

Depois do primeiro gol em 2010, Luis Fabiano guarda chapéu e avisa que está muito bem no Sevilla

borges_luciano às 9:46

Por Luciano Borges
 
“O chapéu ficou no vestiário no nosso estádio, está exposto numa prateleira. Espero que ele seja o nosso amuleto até o título”. O primeiro gol, Luis Fabiano não esquece. Nem o amuleto. Depois de marcar o tento que abriu caminho para a vitória do Sevilla sobre o Getafe (2 a 0), pela Copa do Rei, ele pegou um chapéu no banco de reservas e colocou na cabeça para comemorar.

A peça indumentária é igual ao do presidente do Sevilla, José Maria Del Nido, que tem assistido aos jogos do torneio espanhol com o chapéu . Ssegundo o dirigente, essa superstição deu certo nos confrontos contra Barcelona e Deportivo La Coruña.

No jogo contra o Getafe, Luis Fabiano começou, de fato, a temporada de 2010. Afinal, desde dezembro do ano passado, quando sofreu forte entorse no tornozelo direito, Fabuloso ainda não tinha sentido o gosto de mandar a bola para as redes.

Ele retornou aos gramados há cinco partidas. Em três delas, começou no banco de reservas e jogou pouco mais de 10 minutos. Iniciou os confrontos diante do La Coruña e Getafe. E fez o primeiro gol depois de ouvir Del Nido dizer, no vestiário, que ele – Luis Fabiano – iria desencantar.

“Foi importante fazer o gol, mas ainda falta muita coisa para eu voltar à minha melhor forma. Tenho melhorado pouco a pouco”, acrescentou no press-release pór-jogo.
 
Em ano de Copa do Mundo, artilheiro que quer continuar na seleção precisa mostrar que não esqueceu o caminho do gol. Afinal, Luis Fabiano e Nilmar, dupla que terminou 2009 na formação titular do Brasil, permaneceram na Europa.
 
Da Espanha, os dois acompanham o desempenho de outros atacantes como Adriano, Vagner Love, Fred, Robinho e até Ronaldo, o Fenômeno, que optaram em retornar ao Brasil para chamar a atenção de Dunga, técnico do selecionado.

Luis Fabiano acha que está bem no time andaluz e não vê motivos para fica preocupado com sua presença no Mundial. “Eu acho que cada um busca a melhor opção para aquilo que deseja conquistar naquele momento. Mas quando se vive um momento bom, independentemente do lugar onde você estiver, você vai aparecer e será lembrado”, afirmou.
 
Mesmo assim, através de sua assessoria, os jornalistas foram informados de cada passo da recuperação do atacante. Nesta sexta-feira, a notícia era que ele está em condições de enfrentar, amanhã, o Real Zaragoza. Ele sofreu uma contratura no tórax, mas garante que já treina neste sábado e pode jogar.

Detalhe: desta vez o presidente não vai estar nas tribunas do estádio adversário. Del Nido sofreu um acidente de carro e se recupera das escoriações leves que sofreu. Por isso, vai valer o chapéu número dois, aquele que Luis Fabiano usou para comemorar o primeiro gol de 2010.

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5 de fevereiro de 2010

Maior de idade, Neymar pede carro de presente e Robinho no clássico contra São Paulo

borges_luciano às 5:46

 

Por Luciano Borges

A poucos minutos do início desta sexta-feira, Neymar já falava como se fosse maior de idade: “Tô me sentindo grandão”. O atacante do Santos faz 18 anos e já pediu o presente de aniversário para o pai Neymar dos Santos. “Ele quer um carro”, revelou.

O carro vai sair. “Vamos ter que atender o pedido dele”, admitiu o pai. O garoto promete entrar na auto-escola o mais rápido possível. “Amanhã já vou me inscrever”, brincou.

O golaço que ele marcou, abrindo a vitória do Santos sobre o Santo André, foi dedicado a outro aniversariante, o meia Geovani. O receio de Neymar, era encarar o tradicional banho de ovos com farinha. “Vai ser uma sujeira”,comentou.

Até tirar sua habilitação, Neymar continua indo aos treinos como carona de Paulo Henrique que, contra o Santo André, marcou mais um gol. “O Ganso é o motorista do Neymar”, disse o pai.

Enquanto a jovem estrela santista tentava escapar das entrevistas com auxílio dos seguranças, o treinador do Santo André admitia que anda quase impossível parar Neymar. “Ele é veloz, sai pelos dois lados. Veja o gol dele, ele tirou um zagueiro por um lado, cortou para outro, ficou impossível”, afirmou.

O técnico lembrou aos repórteres que sua equipe perdeu a invencibilidade, mas não o “fair play”: “Em momento algum batemos no Neymar. Marcamos forte e deixamos jogar”.

Da mesma maneira que Sérgio Soares garantiu que sua equipe não usou violência para impedir Neymar de jogar, o pai do jogador lembra que – fora do campo – ele precisa fazer algumas concessões para viver de acordo com sua idade. “A gente tem que dar alguma coisa para ele sorrir”, disse ao Blog do Boleiro.

Sim, porque Neymar dos Santos é um pai rigoroso, que faz tudo para evitar que a fama atrapalhe a carreira do filho. “Ele tem que jogar a bola dele”, costuma falar. Nem sempre, o pai poda o filho. O visual, com cabelo moicano, não é dos preferidos lá em casa. “Eu gostaria de um cabelo mais simples. Mas é uma coisa da idade dele, então não posso ficar pegando no pé” , afirmou.

Neymar dos Santos autorizou a emancipação do filho no ano passado, quando o Santos vendeu parte dos direitos econômicos do atleta para o Grupo Sondas.

Mesmo assim, é o pai quem administra o dinheiro que Neymar ganha com suas jogadas. “Se a gente continuar desse jeito, ele poderia se emancipar só aos 30 anos. Acho que está dando certo. Mas pode ser que um dia, ele chegue para mim e me peça para deixar de cuidar dele. Aí a gente dá este espaço”.
 
Por enquanto, Neymar vai tentando mostrar que não se acha craque ou estrela. Perguntado sobre quem considerou o melhor do Santos, na vitória por 2 a 1 sobre o Santo André, o atacante respondeu: “O Arouca. Ele marcou muito bem e deu possibilidade para a gente jogar”.

Ele já tem que responder a pergunta mais repetida nas três últimas partidas do Santos: “Você pensa em disputar a Copa do Mundo da África do Sul?”. Ele tem se saído com respostas como “só Deus sabe”, “querer eu quero, mas acho que isso é mais para frente” e até mesmo: “O Robinho já tem lugar garantido na seleção”.

Neymar e os jogadores do Santos andam torcendo pela estréia de Robinho.

A partir desta sexta-feira, o técnico Dorival Junior começa a definir se vai colocar o novo e caro reforço do Santos para enfrentar o São Paulo neste domingo. É certo que Robinho vai formar dupla no ataque com Neymar. “Vamos revezar nos dois lados”, disse o novo astro do Peixe. O treinador estuda duas possibilidades: “Posso jogar sem um homem de área na frente ou sem um armador”, adiantou.

A intenção do técnico é conversar com Neymar, agora maior de idade, para que ele preste atenção em três coisas: 1) “Quero que ele se preocupe em jogar no Santos e esqueça as conversas sobre outros clubes interessados”; 2) “Chegar aqui é um passo, mas se manter bem a partir de agora é mais difícil. Ele precisa saber que a marcação vai ser sempre mais dura” e 3) “Quero ver o Neymar assim, driblando em direção ao gol”.

Ir para cima dos adversários, variando a velocidade com paradas bruscas, é uma das qualidades do jovem talento que chama a atenção de Dorival Junior. “É impressionante como ele faz essa parada e volta a correr. É muito difícil parar um jogador assim”, disse.

Neymar até que não passou maus bocados em Santo André. Ele já tem uma manha para chamar a atenção dos árbitros, quando sofre falta. “A gente dá uns berros de ai e ui”, contou. Mas ele admite: “As porradas estão ficando cada vez mais duras”.

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4 de fevereiro de 2010

Ewerthon avisa que ainda não acertou com Palmeiras

borges_luciano às 19:05

Por Luciano Borges

O atacante Ewerthon manda avisar: ainda não acertou contrato com o Palmeiras e nem vai interceder junto à diretoria do Zaragoza para ser liberado antes do final de seu contrato, o que vai acontecer no dia 30 de junho.

De acordo com a assessoria de imprensa do jogador, ele quer muito jogar no Palmeiras, mas ainda falta acertar detalhes. Ewerthon explica que o Palmeiras é que terá de convencer o clube espanhol.

Na janela anterior, em julho\agosto de 2009, o atacante recusou duas propostas de equipes da Rússia e Arábia Saudita. Recentemente, Betis definiu sua contratação com o Zaragoza. Nas três ocasiões, o atleta formado na base do Corinthians recusou a transferência.

Esta postura irritou os dirigentes do clube que subiu para a Primeira Divisão do Campeonato Espanhol na temporada passada, contando com a eficiência de Ewerthon no ataque: ele marcou 28 gols em 32 jogos. Se tivesse topado ir para o Betis, ele renderia 900 mil euros ao Zaragoza.

Com isso, ele foi afastado do elenco. Está treinando separado e, se a negociação com o Palmeiras não se concretizar, ele deve ficar esperando até o término do contrato.

Depois da partida desta quinta-feira com a Portuguesa (1 a 1), o vice-presidente de futebol do Palmeiras confirmou que as conversas estão adiantadas, mas que a maior dificuldade é mesmo convencer o Zaragoza, depois que Ewerthon se recusou a ia para o Betis.

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Alex Silva pode treinar com bola na semana que vem

borges_luciano às 18:41

Por Luciano Borges

O zagueiro Alex Silva pode treinar com bola quase duas semanas antes do previsto pelo São Paulo. O trabalho de fortalecimento muscular está surtindo efeito mais rápido.

Alex foi submetido a uma cirurgia no joelho direito. Passou mais de sete meses em recuperação. Chegou ao São Paulo com a perna direita precisando recuperar cerca de 30 por cento do déficit em relação a perna esquerda.

A estimativa inicial, feita pelo fisioterapeuta Luiz Rozan, era de três a quatro semanas. Mas depois de 11 dias, ficou constatado que o déficit muscular da perna direita em relação a esquerda caiu para 12 por cento. “Esse número já e bom. Já da para treinar com bola”, afirmou o jogador.

Se a recuperação seguir no ritmo atual, o técnico Ricardo Gomes vai ganhar um zagueiro para a Libertadores. Nesta semana, os tricolores perderam o defensor André Dias, que se transferiu para o futebol italiano.

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3 de fevereiro de 2010

Rigor com regras e leitura de jornal vão evitar violência contra Neymar, diz chefe da arbitragem

borges_luciano às 18:29
site oficial do Santos

Neymar é derrubado em lance da partida contra o Oeste, na Vila Belmiro - foto: site oficial do Santos

Por Luciano Borges

“Os árbitros são inteligentes. Eles lêem jornal, assistem televisão e sabem o que está acontecendo. Isso faz parte da preparação para uma partida”.

Foi com esta explicação que o tenente-coronel Marcos Marinho, presidente da Comissão Estadual de Arbitragem da FPF respondeu à pergunta do Blog do Boleiro, que queria saber: Os árbitros estão atentos ao clima de ameaça que cerca o garoto Neymar, do Santos?

Nos últimos jogos do time dirigido por Dorival Junior, o atacante que vai completar 18 anos nesta sexta-feira virou alvo da ira dos zagueiros. Contra o Barueri, no final do primeiro tempo, ele ouviu ameaças do central Diego Barros. Diante do Oeste, no último sábado, o atacante santista foi cercado em mais de uma ocasião por jogadores adversários.

O estilo de jogo de Neymar provoca e irrita. Com dribles e jogadas de efeito, ele estimula a torcida a gritar “olé”. Quem perde a paciência com o santista justifica dizendo que ele fez isso para humilhar e garante que Neymar não é nenhum santo. Paulo Miranda, do Oeste, disse que o atacante deu um tapa em seu rosto.

O coronel Marinho tem uma explicação que resume a situação: “Ele é um atleta que tem habilidade e, por isso, é marcado de forma mais rigorosa”. A solução para evitar que cada jogada de Neymar termine em confusão é, para o homem forte do apito paulista, seguir as regras.

“Se o árbitro seguir a regra, ele vai ficar atento e impedir o rodízio de faltas em um atleta. Ele vai punir aquele que cometer três, quatro infrações seguidas para não deixar o jogo seguir”, disse Marinho.

É o que espera o pai do jogador, Neymar da Silva Santos. “É só os juízes trabalharem direito e o garoto vai poder jogar”, disse. Ele lembra um episódio que considera emblemático. “No primeiro jogo da final do Campeonato Paulista do ano passado, o Cristian deu um soco no Neymar. O juiz não marcou nada. O menino sentiu e não jogou tudo o que podia”.

O apitador do jogo vencido pelo Corinthians por 3 a 1, na Vila Belmiro, foi Wilson Luiz Seneme, o mesmo que deu cartão vermelho para o lateral corintiano Roberto Carlos por entrada violenta em Joãozinho, do Palmeiras, aos 10 minutos do primeiro tempo.

Com a chegada de Robinho, o pesadelo para as outras equipes deve ficar pior. Ele já passou pela mesma situação de Neymar quando subiu para o profissional e pedalava diante dos adversários, em 2002. “Os caras vão ficar procurando os dois pra bater, um de um lado e outro, de outro”, prevê Neymar Santos.

O pai Neymar sempre diz ao filho Neymar que ele precisa continuar indo para cima dos adversários. “Ninguém vai entrar na mão com ele. Então que façam faltas. Assim serão expulsos”, disse.

Neymar, jogador, se defende das críticas dos zagueiros, garantindo que não quer humilhar ninguém. “Faço as jogadas em direção ao gol. Gosto de driblar”, justifica. Alguns números ajudam a reforçar o argumento do jovem talento santista: ele é o artilheiro do time no Campeonato Paulista (5 gols), é o segundo em assistências e, nos dois últimos jogos, deixou sua marca.

Em 2009, ele passou pelo mesmo problema, logo depois de ser puxado para o time de cima. Fazia suas firulas e recebia o troco em forma de entradas duras e dedo em riste.

Mas na atual temporada, há uma diferença: Neymar ganhou a proteção dos garotos. Na vitória sobre o Oeste, em três ocasiões, André, Wesley, Léo e Pará chegavam junto dos adversários que derrubaram Neymar. Com Robinho no time, ele ganha mais um aliado.

O meia Paulo Henrique é quem comanda o bloco de proteção. “Tem que ser assim. Eles são como irmãos. O ganso protege mesmo meu filho”, diz o pai Neymar.

O tenente-coronel Marinho lembra que os árbitros estão sendo cobrados para que haja o rigor no cumprimento das regras da FIFA. Nas primeiras cinco rodadas, 37 atletas receberam cartão vermelho. “Em início de temporada, o número de faltas aumenta, principalmente porque o preparo físico dos jogadores ainda não é o ideal. Por isso, tem muita gente chegando atrasado na bola e acertando o adversário”, afirmou.

O juiz Sálvio Spinola Fagundes Filho, que vai apitar a partida entre Santo André e Santos, na noite desta quarta-feira, faz coro a Marinho. Ele é árbitro da FIFA. Passou pelo processo de seleção para apitar a Copa do Mundo na África do Sul. Garante que, em São Paulo, o rigor do apito é o mesmo do quem em jogos FIFA.

“A diferença é que, nas partidas FIFA, quem joga é um grupo seleto. Só tem estrela e jogador de alto nível na defesa e no ataque. Num estadual, tem o jogador “arranca-toco”, aquele que não tem muito recurso e vai na botinada. No Paulista só se vê isso”, disse Sávio.

O Santo André vai a campo nesta quinta-feira, 4, com uma zaga nova. Hallison substitui Cesinha (suspenso) no meio da defesa e forma dupla com Rômulo. Na proteção pelo meio, o volante Ricardo Conceição entra no lugar de Ale.

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2 de fevereiro de 2010

Nilmar confirma contato com times do Brasil, decide ficar no Villareal e diz: “A vaga na seleção só será decidida no último momento”

borges_luciano às 10:07

 

Por Luciano Borges

Nilmar fica no Villareal. O atacante confirmou que clubes do Brasil conversaram com seu empresário, Orlando da Hora, para tentar repatriá-lo. “Eles quiseram saber se o Villareal aceitaria me liberar e como estava minha situação”, disse ao Blog do Boleiro, por telefone.

Embora achasse tentador voltar (“Quem não gostaria?”) o atacante decidiu permanecer na Espanha, mesmo sabendo que seus concorrentes a uma vaga na seleção brasileira que vai à Copa do Mundo de 2010 estão agora no futebol brasileiro. “Estou acompanhando. Está todo mundo aí”, disse, enquanto passeava com a mulher, Laura, em Barcelona.

São Paulo e Cruzeiro foram os dois clubes que apresentaram mais interesse em ter Nilmar. O Villareal mostrou pouca disposição em emprestar o atleta que, por sua vez, levou em conta alguns bons motivos para não retornar: 1) esta é sua segunda investida no futebol europeu e ele quer jogar numa equipe maior e 2) no final de julho ou começo de agosto, ele vai ser pai pela primeira vez e acha que a tranqüilidade onde mora vai ajudar muito nos primeiros dias.

O casal vive hoje em Banicàssim, um município litorâneo que fica na Costa de Azahar, cerca de meia hora de distância de Valência. “Aqui é tranquilo demais. E a gente pode ir de carro a Barcelona, que fica cerca de 200 quilômetros daqui”, afirmou o jogador.

A seguir, a conversa na íntegra:

Blog do Boleiro – Por que você não quis levar adiante as negociações?
Nilmar –
Houve uma consulta sobre a possibilidade de voltar e jogar aí. Acabei dizendo para o Orlando (da Hora) que prefiro ficar. Claro que gostaria de jogar no Brasil. O Campeonato Brasileiro é o mais disputado do mundo. Aí, você chega na última rodada e não sabe quem vai ser o campeão. Mas estou aqui há sete meses apenas. Quero me firmar mais.

Você está bem?
Estou. Está tranquilo. A torcida aqui é calma até demais. Nesse ano, estou tendo uma sequência. No ano passado foi mais complicado. Foram muitas partidas com a seleção. Aí eu chegava aqui em cima da hora dos jogos, o treinador me deixava fora. Agora estou jogando direto. Nos últimos quatro, marquei três gols. Mesmo ficando fora de algumas partidas no ano passado, consegui marcar seis gols em 11 jogos na Liga (Campeonato Espanhol). Acho que está bom.

O Villareal está no meio de uma crise?
O técnico (Ernesto Valverde) caiu depois da derrota para o Osasuna. Eles anunciaram o treinador do Villareal B (Juan Carlos Garrido). O clube é o único que tem dois times no Espanhol. E o “B”está em quarto lugar na segunda divisão. Estamos em décimo lugar, mas o time é bom e está melhorando. Temos vários jogadores de seleção. Quatro são da Espanha, dois do Uruguai e tem o Giuseppe Rossi, que joga na seleção da Itália.

Enquanto isso, os atacantes Fred, Adriano, Vágner Love e Robinho apostam no futebol brasileiro para disputar a Copa do Mundo.
Estou acompanhando. Está todo mundo aí. O Brasil está bom para isso, investindo na contratação dos jogadores. A briga por uma vaga na seleção vai durar até o último momento. Tomara que eu consiga estar lá.

Como você pretende manter a atenção do técnico Dunga?
Não posso amolecer, né? Tenho que jogar meu melhor aqui e fazer gols. Isso dá notícia.

Você já se adaptou ao futebol espanhol?
É um futebol diferente, mas estou me sentindo bem. Aqui se treina menos durante as competições. Os campos são menores, tem menos espaço, o jogo é sempre muito rápido porque eles molham o gramado. E se usa muito a bola aérea.

O jogo passa por cima de você?
Que nada! Já fiz três gols de cabeça. Fiz gol de cabeça até na seleção.

Alguma vez, nas últimas convocações, você ouviu do Dunga que alguém tinha lugar cativo?
Não. Ele sempre foi bem claro: o jogador está garantido somente naquela convocação. O atleta é que vai se fazer necessário, vai se garantir. A gente sabe que alguns atletas já estão na seleção há tempo e eles têm mais chances de ir à Copa do Mundo. Mas ele sempre deixa claro que é preciso aproveitar cada convocação. Na seleção, tudo passa muito rápido.

Nenhuma garantia, então?
Nada. Todo mundo tem que correr atrás. Para mim, foi bom. Acho que aproveitei bem as chances que apareceram com a suspensão do Luis Fabiano, a contusão do Robinho. Mas não dá nenhuma garantia. Tenho que fazer meus gols e jogar bem.

Com tantos concorrentes jogando no Brasil, você não teme ser esquecido?
Eu sei que, estando no Brasil, a mídia fica toda em cima e vai falar mais deles. Mas, nesse sentido, eu estou tranquilo. Até porque, se for por aí, 90 por cento da seleção é formada por atletas que estão na Europa. Não estou em um país que é pouco notado. Depois do Brasil, a Espanha tem a melhor seleção do mundo. O Dunga já mostrou que acompanha os jogadores em vários países. Ele chamou atletas que estavam na Rússia, na Ucrânia, então eu sei que ele vai ficar de olho.

Quais seus planos para a carreira, então?
Quero jogar aqui. Tenho contrato de cinco anos e não penso em voltar. Quero me fixar, ir bem e, quem sabe, me transferir para um clube maior na Europa. O Villareal é um clube que vende. Estou numa sequência boa, fazendo bons jogos, marcando gols e isso sempre ajuda. Mas o fundamental é ir à Copa do Mundo. Depois, a gente vê o que acontece.

Nada de Brasil?
Não vou dizer que não, porque a gente nunca sabe. Mas estou aqui há apenas sete meses e está sendo bom. Falei para o Orlando (da Hora) que não acho que vá me preparar melhor no Brasil do que aqui, se quiser disputar a Copa do Mundo. Conversei ontem com o Róger (meia) e ele me falou que está indo para o Cruzeiro. Acho legal.

Não sente falta do Brasil?
Claro que sinto. Não tem nada igual ao Brasil. Passei os dois últimos anos em Porto Alegre, onde moram os familiares da Laura e onde passei ótimos momentos no Internacional. Sinto falta da torcida. Aqui, o estádio fica cheio e os caras só ficam batendo palmas. É diferente. Mas estou bem. O time do Villareal é que precisa melhorar um pouquinho.

Qual o lado bom de jogar no Submarino Amarelo?
Existe uma coisa que é muito legal e tem a ver com a estrutura daqui. A gente vai jogar fora, em Roma – por exemplo – e a família pode ir no mesmo avião, fica no hotel, volta junto. Aqui se concentra muito menos do que no Brasil. Para criar um filho é muito melhor. Aqui eu treino de manhã e tenho a tarde toda livre para descansar, ficar em casa. Moro numa cidade de praia que, depois do verão, é muito calma.

Treinar menos não é um problema?
Deixe-me explicar. Aqui, como os clubes têm um mês inteiro de pré-temporada, ela é muito puxada. Depois, durante a disputa dos Campeonatos, ele fazem manutenção. Eu sou um caso diferente: cheguei aqui e não tive férias. Então tenho que manter meu condicionamento. Aliás, estou sem férias há um ano e meio. E quero ficar dois anos assim. Porque significa que disputei a Copa do Mundo (risos…).

Você acompanha os campeonatos estaduais?
Claro. Assisti o clássico entre Corinthians e Palmeiras. Depois do jogo contra o Osasuna, saí correndo para ver na televisão. Foi um jogo bom, meu parceiro Edinho estava lá. Eu gostei muito de morar em São Paulo. Estou batendo palmas para o futebol brasileiro. Está bonito de ver. Fico agradecido aos clubes que mostraram interesse. Isso mostra que estou tendo reconhecimento. Mas pretendo ficar.

Última pergunta: porque você joga com a camisa 12?
É. Quando cheguei aqui só tinham dois números disponíveis: o três e o 12. Eu até pensei em pegar a 3. Seria legal fazer gols com camisa de zagueiro. Mas fiquei com a 12 mesmo.

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1 de fevereiro de 2010

Tcheco usa assistência, carrinhos e divididas para “ganhar confiança” e torcida

borges_luciano às 8:48
Raphael Falavigna/Terra

Jorge Henrique olha para a bola que entra no gol do Palmeiras; a assistência foi de Tcheco Foto: Raphael Falavigna/Terra

Por Luciano Borges

Depois da vitória sobre o Palmeiras, Tcheco saiu de campo aplaudido pela torcida do Corinthians. Fez a assistência do gol de Jorge Henrique, correu, dividiu e ganhou bolas, além de dar um carrinho certeiro no primeiro tempo. Ganhou a galera.

O Blog do Boleiro conversou com o ex-gremista e quis saber: “Você mostrou um pacote completo para agradar corintiano?”.

A resposta mostra que Tcheco tem personalidade e não utiliza o lugar comum proposto na pergunta: “Acho que não fiz isso para os torcedores. Fiz mais para mim, para eu pegar mais confiança, saber o que posso fazer. É para me sentir melhor em campo”, afirmou.

O clássico do Pacaembu teve um momento chave para o líbero da seleção brasileira de vôlei. O corintiano Serginho “Escadinha” comentou com os amigos, ainda no intervalo, que a expulsão do lateral Roberto Carlos estava mostrando que o novo time de Mano Menezes tinha raça. “Os caras estão na disposição. Viu só o que o Jorge Henrique está jogando?”, disse.

O atacante, autor do tento da vitória, exagerou. Depois da partida, no vestiário, ele foi abordado pelo preparador físico Walmir Cruz que brincou: “Amanhã tem treino só para você às 9h00. Você quase não correu”. A caminho do ônibus, Cruz comentou que estava impressionado com a disposição de Jorge. “Ele está muito bem e não é de hoje”, cravou.

O preparador comemorava o desempenho físico do time que correu com um a menos durante 83 minutos (incluídos os acréscimos). Acostumado a ler críticas sobre o fôlego dos atletas quando o Corinthians perde, ele foi deixado em paz pela imprensa. E fazia uma previsão otimista: “Lá pela sexta ou sétima rodada, os jogadores vão estar em condições melhores ainda”.

Cruz lembrou ainda que o meia Danilo precisa trabalhar mais o condicionamento. Na avaliação dele, o jogador “está um pouquinho atrás” do resto do grupo.

Sem saber disso, o jogador garantia, a poucos metros do preparador físico, que estava muito bem: “Cheguei bem. O Mano optou por me deixar de fora para me adaptar, mas joguei os dois últimos jogos inteiros”, afirmou.

O ex-jogador do Goiás e São Paulo, sentia saudade do futebol brasileiro, depois de passar três anos no Japão. No clássico deste domingo, ele começou na armação, passou para a lateral-esquerda, trocou de lado com Ralf, e terminou o jogo lá atrás. “Nós marcamos muito bem. Disse no vestiário que podia ter mais 15 minutos de jogo e o Palmeiras não ia fazer o gol. Foi tranquilo”, afirmou Danilo.

“Tranquilo” era uma palavra pouco usada no vestiário ao lado. O Palmeiras entrou em campo líder e saiu dele em sétimo lugar no Campeonato Paulista, três pontos atrás do primeiro colocado, o Corinthians (11PG).

Mais do que a derrota, o incômodo maior era a sequência de comentários e perguntas sobre a “fragilidade” do elenco. Na boca do camarim, conselheiros criticavam a falta de atacante e mostravam dureza ao avaliar o lateral-esquerdo Pablo Armero.

O colombiano foi um dos primeiro jogadores a deixar o Pacaembu, saindo ao lado do volante reserva Souza. A cena tocante da tarde foi o “close up” de Armero deixando escapar uma lágrima depois de ser substituído ainda no primeiro tempo. Ele já tinha recebido um cartão amarelo e corria o risco de ser expulso. O técnico Muricy Ramalho o trocou por Wendel.

Enquanto o treinador terminava a entrevista coletiva - onde disse que o time não foi tão mal assim e que merecia, pelo menos, um empate – o vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo garantia que a diretoria estava conversando com reforços para o setor de frente da equipe.

A poucos metros de Cipullo, o gerente de futebol Toninho Cecílio mostrou que anda irritado com o que ouve e lê na mídia. Agitado e falando rápido, ele desabafou com o Blog do Boleiro em termos mais ou menos assim: “Ninguém analisa direito o que está acontecendo e coloca a culpa na diretoria. Só sobra para o Cipullo e para mim. Por quê? Eu não vou aceitar passivamente”.

Ele contou que precisou esperar até 16 dias atrás para poder finalmente buscar outro atacante. “Tivemos que esperar a saída do Vagner Love. Com ele no elenco, não dava para gastar com alguém. Depois da saída dele, pudemos ir atrás. Já estamos conversando com dois atacantes”, afirmou.

Dinheiro é a chave para explicar o que se passa no Palmeiras.

Pelo menos quatro atletas que reforçaram outras equipes, foram contatados primeiro por Toninho. As conversas não evoluíram na medida em que o time de Muricy Ramalho foi perdendo a liderança do Campeonato Brasileiro de 2009 e não conseguiu a vaga na Libertadores de 2010.

O clube deixou de faturar com direitos de televisão mais premiações da Conmebol e arrecadação dos jogos. O orçamento diminuiu. As críticas para os dirigentes aumentaram. “Nós trouxemos o técnico tricampeão brasileiro que assumiu com o time liderando o Brasileiro e ainda ganhou o Vagner Love. Será que só a diretoria errou?”, perguntou Cecílio.

Esse clima poderia ser amenizado com um empate ou vitória. Afinal, repetiu Toninho, “a gente chegou aqui como líder do Paulista”.

Ganhar faz bem. Os corintianos, que hoje lançam a nova camisa número três, andam felizes se preparando para estrear na Libertadores. “Isso aqui melhora a cada dia. Está muito bom”, disse o lateral direito Alessandro que foi escolhido como modelo do novo uniforme.

Afinal, quando a maré anda boa, tabus são quebrados. O Corinthians acabou com o jejum de três anos sem vencer o Palmeiras. O resultado alegrou o volante Ralf, que disputou o primeiro clássico da carreira. “Eu adorei, venci logo no primeiro clássico. Agora vou jantar com a família e comemorar”, falou o volante que cortou o cabelo estilo moicano num barbeiro perto de casa.

Ele escolheu o visual para mostrar aos alvinegros que é guerreiro. “No Corinthians, tem que ter vontade em campo. Você tem que mostrar que se desdobrou durante o jogo todo”, disse.

Mesmo que seja para provar a si mesmo que você consegue tocar a bola com qualidade, organizar o jogo e ainda dar carrinho, chutão e trombar com o adversário.

Tcheco que o diga.    
 
Contra o Bragantino, onze dias antes, ele ouviu vaias na vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino. O meia criou desconfiança depois de perder duas divididas e não chegar na bola em um passe mais longo.

Corintiano não perdoa esse tipo de coisa. Mas ama quem mostra o que Tcheco mostrou contra o Palmeiras.

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31 de janeiro de 2010

Efeito Dunga: Nilmar negocia volta ao Brasil

borges_luciano às 11:43

Por Luciano Borges

Depois de Fred (Fluminense), Adriano (Flamengo), Vagner Love (Flamengo) e Robinho (Santos), outro atacante negocia a volta ao Brasil para fazer gols perto do treinador da seleção brasileira, Dunga.

Trata-se de Nilmar, jogador do Villarreal da Espanha. O staff do atleta confirmou que ele mantém conversas com um clube brasileiro, mas não revelou qual agremiação tenta trazer o atacante. O Santos, que se mostrou interessado três semanas atrás, desistiu depois de repatriar Robinho.

São Paulo, Cruzeiro e Internacional interessam a Nilmar porque disputam a Libertadores. Ao Blog do Boleiro, o presidente do clube paulista, Juvenal Juvêncio, negou o interesse pelo atacante. Há dois anos, ele tentou contratar Nilmar. “Onde ele está jogando mesmo?”, perguntou o dirigente, que conhece muito bem o mercado internacional do futebol.

Nilmar terminou a última temporada do selecionado brasileiro como titular, marcando - em média - um tento por partida. Ele aproveitou a má fase e uma lesão muscular de Robinho para formar dupla de ataque com Luis Fabiano (Sevilha).

Mas, com Dunga e sua política de desconforto (ninguém tem vaga cativa na seleção), Nilmar anda alerta.

O receio de perder mídia para seus gols motivou o ex-atleta de Internacional e de Corinthians  (clube que ainda paga mensalidades ao atleta) a pensar em uma volta.

Afinal, nos últimos três jogos do Villarreal, ele deixou sua marca. Nas duas últimas enquetes do site oficial do clube, os torcedores do “Submarino Amarelo” o elegeram como titular necessário.

(foto: EFE)

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